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Correio da Manhã

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Ameaças ao jornalismo aumentam na Europa

Relatório ‘Media Pluralism Monitor’ diz que assédio a jornalistas acontece cada vez mais na esfera digital.
Sónia Dias 24 de Julho de 2020 às 08:20
Martina Kusnírová e Jan Kuciak foram mortos em 2018
Martina Kusnírová e Jan Kuciak foram mortos em 2018 FOTO: EPA
Os jornalistas europeus continuam a ser alvo de múltiplas ameaças, nomeadamente o assédio de políticos, as empresas de media enfrentam uma crescente incerteza económica e a esfera do jornalismo digital falha no reforço do pluralismo. Estas são apenas algumas das conclusões do estudo ‘Media Pluralism Monitor’, elaborado pelo Instituto Universitário Europeu (EUI) e esta quinta-feira divulgado.

O novo relatório, que foi atualizado para a era digital, mostra que as condições de trabalho dos jornalistas europeus têm vindo a deteriorar-se de uma forma preocupante. “Os jornalistas são cada vez mais vítimas de pressões, a sustentabilidade da indústria de notícias está em risco por toda a Europa e a concentração dos media continua a ser uma ameaça ao pluralismo”, diz o estudo feito em 2018 e 2019 nos 27 estados-membros, Reino Unido, Turquia e, pela primeira vez, Albânia.

“Os assassinatos de Jan Kuciak e Martina Kusnírová, na Eslováquia, de Lyra McKee, no Norte da Irlanda, e de Viktoria Marinova, na Bulgária, confirmam que a Europa não está imune aos horrendos crimes contra jornalistas”, salienta. “Ameaças e assédio a jornalistas acontecem cada vez mais na esfera online, e especialmente contra mulheres”, o que coloca em causa “a liberdade de expressão e a sua capacidade de fazer o seu trabalho de forma ilesa”, refere Pier Luigi Parcu, do EUI. “Mais preocupante é a potencial normalização de ameaças contra jornalistas por parte de políticos, aqueles que estão em melhor posição para promover um ambiente favorável aos profissionais de comunicação social”, acrescentou.
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