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Correio da Manhã

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Discurso de ódio leva a boicote do Facebook

Marcas condenam posição da rede social de Zuckerberg face a publicações do presidente Trump e retiram anúncios da plataforma. Contas da gigante tecnológica estão em risco.
Duarte Faria 23 de Junho de 2020 às 08:15
FOTO: reuters
Está a sair cara a decisão do Facebook de se manter neutra em relação ao discurso de ódio. A posição defendida pelo criador da rede social, Mark Zuckerberg, que surgiu na sequência da decisão do Twitter de censurar algumas publicações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, consideradas como um incitamento à violência e ao ódio, já se está a repercutir nas receitas da gigante tecnológica.

Há uma série de marcas que decidiram suspender os seus anúncios na plataforma por não concordarem com a política adotada por esta. Entre essas marcas está a The North Face, que confirmou a decisão através de uma comunicação em resposta a uma publicação do grupo de direitos civis National Association for the Advancement of Colored People. “É claro que o Facebook e o seu CEO não são simplesmente negligentes mas, de facto, complacentes com a disseminação de desinformação apesar dos danos irreversíveis à nossa democracia”. “Há muito tempo que sabemos que a retórica racista e perigosa e a desinformação tornaram o mundo desigual e inseguro e estamos com a NAACP e outras organizações [neste combate]”.

De acordo com o ‘Business Insider’, há uma série de outras marcas que se preparam para tomar a mesma decisão, não se conhecendo, para já, como tal vai afetar as contas do Facebook. Recorde-se que, no primeiro trimestre do ano, as receitas da empresa aumentaram 18% face ao período homólogo, para mais de 15 mil milhões de euros.
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