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Não perca a entrevista exclusiva à ama do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa na revista Domingo

Repreensão a “Marcelinho” depois de canelada. Maria Odete não esquece “família do coração”.
Fernanda Cachão 30 de Maio de 2020 às 12:45
Ama de Marcelo Rebelo de Sousa
Ama de Marcelo Rebelo de Sousa FOTO: Carlos Barroso

Maria Odete Cardeira foi aos 17 anos para a casa do médico Baltasar Rebelo de Sousa, em Lisboa, como empregada encarregada de cuidar da lida doméstica e dos meninos - entre eles, o mais velho, o "Marcelinho", como recorda hoje em dia, aos 84 anos, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Logo no primeiro dia teve de pôr o primogénito na ordem, depois deste lhe ter dado uma canelada; o menino bem educado queria, afinal, testá-la, conta Maria Odete na reportagem de capa da edição de amanhã da ‘Domingo’, feita na aldeia de Pisões, em Alcobaça, onde hoje em dia vive sozinha.
A solidão é, porém, feita de memórias e para ela, que saiu de Lisboa para regressar à terra e casar, aos 21 anos, aquele fim de juventude foi o período mais doce da sua vida. "Foi realmente naquela casa e naqueles anos em Lisboa que senti que tinha uma família", diz.

Os natais com um pinheiro gigante e verdadeiro - "nada de plástico como hoje em dia" - e presentes para todos, o primeiro ordenado que ganhou na vida - 100 escudos (cinquenta cêntimos hoje) -, as duas fardas que usava - uma delas para as ocasiões formais -, as visitas de Marcelo Caetano à casa - o presidente do conselho era padrinho de Marcelo Rebelo de Sousa - e as tropelias com o menino mais velho, o "Marcelinho", são as memórias que lhe fazem companhia na casa que herdou do pai e onde vive rodeada por flores e memórias.

Memórias de Marcelo
‘‘Lembro-me muito bem da Maria - era como a tratávamos"
"Era muito novinha, muito simpática, muito divertida e muito mexida"
"Recordo-me dela tinha eu sete, oito, nove anos"
"De ir brincar para o Jardim da Estrela e ela ir comigo e meu irmão António"
"De ver chegar a leiteira, que levava o leite a casa ou o amolador para afiar facas"
"E ela sempre lá. De vir da escola, tarde, depois do estudo, e ser ela quem nos recebia e cuidava, nas vezes em que a Mãe, assistente social, chegava tarde do Instituto Aurélio da Costa Ferreira ou das idas ao Casal Ventoso"
"E, depois, um dia, tinha uns nove ou talvez dez anos, partiu e com ela uma fatia da minha meninice"

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