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ERC acusa MP de conduta grave em caso de vigia a jornalistas e pede medidas que travem limitações à liberdade de imprensa

Dois jornalistas foram vigiados e fotografados pela PSP a mando do Ministério Público.
Correio da Manhã 13 de Janeiro de 2021 às 17:42
Entidade Reguladora para a Comunicação
Entidade Reguladora para a Comunicação FOTO: Direitos Reservados
Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) pronunciou-se esta quarta-feira sobre o caso de vigia a jornalistas por parte do Ministério Público (MP) e condenou a conduta grave que veio a público esta terça-feira sobre a perseguição a dois jornalistas da SÁBADO e, na altura, Correio da Manhã.

A ERC pede ainda que a hierarquia do MP tome medidas para no futuro impedir quaisquer limitações à liberdade de imprensa e aos direitos dos jornalistas.

Recorde-se que a procuradora Andrea Marques do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa ordenou e a PSP cumpriu: fazer vigilâncias a jornalistas. Os alvos da magistrada do Ministério Público foram dois: Carlos Rodrigues Lima, jornalista da SÁBADO, e Henrique Machado, ex-jornalista do Correio da Manhã, atualmente na TVI. Com tal diligência, segundo o processo, a procuradora quis saber com quem é que ambos os jornalistas contactavam no universo dos tribunais, apesar de a investigação em causa dizer só respeito a uma eventual violação do segredo de justiça no caso E-toupeira.
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