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Jornalista Fernando Sobral perde luta contra a doença

Cursou Direito e estreou-se cedo nos jornais, passando por vários títulos, incluindo o CM. Assinou dezenas de títulos.
Ana Maria Ribeiro e Lusa 15 de Maio de 2022 às 10:49
Fernando Sobral foi colunista do CM e era colaborador do ‘Jornal Económico’, em que escreveu até à semana passada
Fernando Sobral foi colunista do CM e era colaborador do ‘Jornal Económico’, em que escreveu até à semana passada FOTO: Pedro Catarino
Morreu na sexta-feira, vítima de doença prolongada, o jornalista e escritor Fernando Sobral, autor de ‘A Grande Dama do Chá’ e ex-colunista do CM. Nascido no Barreiro, em 1960, Sobral iniciou a carreira na imprensa, na década de 1980, quando ainda estudava na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e ao longo de quase 40 anos trabalhou para jornais como ‘Semanário’, ‘O Independente’, ‘Diário Económico’, ‘Se7e’ e ‘Jornal de Negócios’, maioritariamente na área da cultura. Assinou textos em revistas como ‘Ler’, ‘Máxima’ e ‘Sábado’ e, na televisão, foi colaborador de programas dedicados à música e à literatura, casos de ‘Escrita em Dia’, na SIC, e ‘Ler para Crer’, na RTP.

Na rádio, foi fundador da Rádio Universidade Tejo, da Academia de Lisboa, e da antiga Rádio Sul e Sueste, estação local do Barreiro, e colaborou com a antiga Correio da Manhã Rádio.

Autor de vasta obra, tanto no domínio da ficção como da não ficção, além de ‘A Grande Dama do Chá’ assinou romances como ‘As Joias de Goa’, ‘Ela Cantava Fados’, ‘Na Pista da Dança’ ou ‘L.Ville’, e livros de história contemporânea como ‘Os Anos Sócrates - O Grande jogo da política portuguesa’ e ‘Futebol - O Estádio Global’.

Nos últimos anos, era colaborador do ‘Jornal Económico’, no qual, na sua derradeira crónica, antevia tempos negros para o País e para o Mundo: “O horizonte dá as respostas: a crise vai chegar e com muita força. Há um Adamastor à nossa espera”, escreveu.
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