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Mário Mesquita, vice-presidente da ERC, morre aos 72 anos

Jornalista, professor universitário e fundador do PS sofreu crise cardíaca.
Duarte Faria 28 de Maio de 2022 às 09:18
Mário Mesquita nasceu nos Açores e foi diretor do ‘Diário de Notícias’
Mário Mesquita nasceu nos Açores e foi diretor do ‘Diário de Notícias’ FOTO: Lusa
Fundador do Partido Socialista, professor universitário e vice-presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Mário Mesquita morreu esta sexta-feira aos 72 anos, vítima de crise cardíaca. Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica, foi também jornalista, ocupando o cargo de diretor do ‘Diário de Notícias’ entre 1978 e 1986, e do ‘Diário de Lisboa’, de 1989 a 1990. Trabalhou ainda nos jornais ‘República’ e ‘Público’.

Natural de Ponta Delgada, Açores, esteve ligado à oposição democrática desde a juventude, próxima de figuras como Jaime Gama e Carlos César. Em abril de 1973 participou na fundação do PS, na República Federal Alemã, e após o 25 de Abril de 1974 foi deputado à Assembleia Constituinte pelos socialistas (1975-76). Voltou a ser eleito na primeira legislatura, mas afastou-se do partido em 1978. Como professor, deu aulas de Jornalismo, sobretudo na Escolha Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Escreveu oito livros dedicados aos media. Era, desde meados de dezembro de 2017, ‘vice’ da ERC, cargo que, de acordo com o regulador dos media, exerceu com "permanente empenho no enriquecimento da instituição". Em 1981 foi agraciado com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República Ramalho Eanes.

"Ninguém que tenha vivido a política e o jornalismo portugueses do último meio século ignora o percurso e a personalidade de Mário Mesquita", referiu esta sexta-feira o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que recordou ainda a sua "independência, coragem, determinação e humor". Já o primeiro-ministro António Costa considerou que o jornalismo nacional "perdeu uma referência". A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), por seu lado", lembrou um "combatente pela democracia e liberdade de informação".
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