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Tony Carreira e Pedro Abrunhosa são novos donos da TVI

Prisa assinou contrato para vender, por 36,8 milhões de euros, a vários investidores, 64,47% da Media Capital.
Duarte Faria 5 de Setembro de 2020 às 01:30
Tony Carreira
Pedro Abrunhosa
Tony Carreira
Pedro Abrunhosa
Tony Carreira
Pedro Abrunhosa
A Prisa chegou a acordo com vários investidores para vender a totalidade (64,47%) da sua participação na sociedade que controla a Media Capital (dona da TVI), por 36,8 milhões de euros. O anúncio foi feito esta sexta-feira num comunicado ao supervisor da Bolsa espanhola e assenta num valor de empresa de 150 milhões de euros (incluindo a dívida da Media Capital).

Entre os investidores estão os músicos Tony Carreira e Pedro Abrunhosa, e a apresentadora Cristina Ferreira, que desde terça-feira é, oficialmente, diretora de entretenimento e ficção da TVI (e deverá assumir um lugar na administração) - fica com 2,5%. No capital da empresa preparam-se para entrar também os empresários Avelino Gaspar (Lusiaves), com 20%, Luís Guimarães (grupo têxtil Polopiqué), com 16%, João Serrenho (tintas CIN), com 10%, e o International Business Group.

Os acordos "independentes" feitos pela Prisa foram negociados com o empresário Mário Ferreira, dono da Douro Azul, que passará a ser o maior acionista da Media Capital, com 30,22% (participação que adquiriu em maio), através da sua empresa Pluris.

Entretanto, a Media Capital informou que a Prisa tem um entendimento, sustentado num parecer do jurista Paulo Mota Pinto, de que esta mudança acionista não obrigará a lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), uma vez que desta transação não resulta "qualquer influência dominante em substituição do controlo da Prisa".

Recorde-se que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e a ERC estavam a analisar a relação entre a Prisa e Mário Ferreira e a possibilidade de este ser obrigado ao lançamento de uma OPA. Esta análise, que ao que o CM apurou se vai manter, terá a partir de agora de passar a considerar a saída da Prisa e a venda da maioria da capital de forma dispersa a vários investidores.

Em cima da mesa continua a OPA lançada pela Cofina (que detém o CM e a CMTV).

Negócio precisa do ‘sim’ de credores e reguladores
A execução dos acordos de venda esta sexta-feira anunciados depende ainda da autorização dos credores financeiros da Prisa e dos reguladores em Portugal. Os investidores que adquirirem mais de 2% do capital têm um prazo legal para comunicar as participações qualificadas ao mercado. Ao que o Correio da Manhã apurou, a nova estrutura acionista da Media Capital terá um núcleo superior a 10 investidores.
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