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Correio da Manhã

Tv Media
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TV domina publicidade

Os anunciantes portugueses colocaram 21,5 milhões de inserções publicitárias nos principais suportes de comunicação entre Janeiro e Junho deste ano, divulgou a Marktest após análise aos meios televisão, rádio, imprensa escrita, cinema e publicidade exterior (‘outdoor’). O mês de Março foi o que registou maior pressão publicitária, com um total de 4978 mil inserções.
29 de Julho de 2006 às 00:00
A televisão absorveu 70,3 por cento do total investido pelos anunciantes
A televisão absorveu 70,3 por cento do total investido pelos anunciantes FOTO: Tiago Petinga/Lusa
No total do semestre foram investidos, a preços de tabela, quase dois mil milhões de euros, o que significou um aumento de 12% face ao período homólogo de 2005.
Em valor, a maior fatia do total investido nos seis primeiros meses do ano, a preços de tabela, foi dirigida à televisão, que absorveu 70,3% (cerca de 1,4 mil milhões de euros). A imprensa captou 18,2% (aproximadamente 360 milhões), cabendo 11,5% (cerca de 230 milhões) aos restantes meios analisados.
A Reckitt Benckiser (representa maioritariamente detergentes) foi o maior investidor do semestre, representando 2,6% face ao total do mercado publicitário e 8,4% em relação ao total dos 20 maiores anunciantes.
A Procter & Gamble (dentífricos e cremes) foi o segundo maior anunciante, com 2% de investimento face ao total do mercado publicitário, com a Unicer a aparecer em terceiro.
O conjunto dos 20 maiores anunciantes foi equivalente a 30,7% do investimento publicitário.
Os valores apresentados referem-se a preços de tabela, dados que ainda não sofreram os descontos habitualmente praticados pelos meios de Comunicação Social, mas que servem de referência para o mercado.
PORTUGUESES VÊEM MAIS FICÇÃO
Os portugueses estão a ver mais programas de ficção, tendo estes formatos ocupado 34,9% do total de minutos de TV visionados entre Janeiro e Junho, divulgou a Marktest após analisar o primeiro semestre. Estes programas conseguiram subir na tabela de preferências, ao alcançar uma quota de audiência 46% acima da sua quota de emissão. Em termos homólogos, este género subiu 13,8%.
A apetência por estes programas foi influenciada pelo facto de os quatro canais em sinal aberto (RTP 1, 2:, SIC e TVI) terem oferecido cerca de 4200 horas de programas de ficção. A informação surge como o segundo tipo de programa mais frequente (17,6%), seguida dos formatos de divertimento (15%).
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