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Covid-19: Dexametasona, o fármaco que salva vidas de pacientes graves

Foi identificado um fármaco que consegue reduzir em cerca de um terço as mortes de pacientes em estado grave devido ao novo coronavírus.
16 de Junho de 2020 às 18:39

Um ensaio conduzido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriu que um fármaco chamado dexametasona consegue reduzir em cerca de um terço as mortes de pacientes em estado grave devido à Covid-19. Trata-se de um corticoesteroide que já é usado para tratar inflamações relacionadas com a artrite reumatoide e a asma, mas só deve ser adminstrado em ambiente hospitalar. 

O RECOVERY Trial, que testa tratamentos já existentes para ver se também funcionam contra o novo coronavírus, experimentou a dexametasona. Este fármaco é barato e há uma grande oferta a nível global, de acordo com a BBC. 

Nos pacientes de Covid-19 ligados a ventiladores, a dexametasona cortou o risco de mortalidade num terço. Já a mortalidade de pessoas que precisaram de oxigénio foi reduzida num quinto. 

Os peritos britânicos consideram que caso a droga tivesse sido usada para tratar pacientes no Reino Unido desde que a pandemia começou, até 5 mil vidas podiam ter sido salvas no país. Agora, pode ser um grande beneficio em países mais pobres, com grandes números de pacientes com Covid-19. 

Além de tratar inflamações provocadas por outras doenças, a dexametasona também parece travar alguns dos danos que podem ocorrer quando o sistema imunitário entra em sobrecarga, para travar o novo coronavírus: a chamada tempestade de citocina. 

A dexametasona pode ser administrada durante dez dias e tem um custo diário de seis euros. 

No RECOVERY Trial, cerca de 2 mil pacientes receberam dexametasona e foram comparados com mais de 4 mil que não receberam a droga. O risco de morte em pacientes ligados a ventiladores foi cortado de 40% para 28%; em pacientes ligados a oxigénio, caiu de 25% para 20%. 

"Este é o único fármaco até agora que mostrou que reduz a mortalidade – e de forma significativa. É um grande avanço", afirmou o líder do ensaio, Peter Horby, citado pela BBC. 

Porém, não revelou trazer melhorias a pessoas com sintomas mais leves de Covid-19.
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