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E se as grávidas tomarem aspirina?

Um novo estudo analisou os efeitos deste comprimido nos nascimentos prematuros.
Por Aline Fernandez 14 de Fevereiro de 2020 às 16:48
FOTO: Volodymyr Hryshchenko | Unsplash

Um novo estudo publicado pela revista médica The Lancet acompanhou 11976 mulheres grávidas em seis países com altas taxas de nascimento prematuro, nomeadamente a Índia, a República Democrática do Congo, a Guatemala, o Quénia, o Paquistão e o Zâmbia. A partir do primeiro trimestre da gravidez – de gestações pela primeira vez de bebés únicos –, metade das mulheres recebeu diariamente um comprimido de 81 miligramas de aspirina, uma dose mais fraca do que a normal, enquanto a outra metade tomou um placebo.

Os investigadores concluíram que as mulheres que ingeriram aspirina tiveram um risco relativo 11% menor de dar à luz antes das 37 semanas de gestação e um risco 25% menor de ter um parto antes das 34 semanas. Os resultados apontaram também que a taxa de morte fetal e infantil (de 20 semanas de gestação a sete dias após o parto) era 14% menor naqueles cujas mães tomaram aspirina.

Matthew K. Hoffman, presidente de obstetrícia e ginecologia da rede de hospitais privados sem fins lucrativos ChristianaCare em Newark, Delaware, nos Estados Unidos da América, e principal autor deste estudo, alerta na publicação que o nascimento prematuro é causado por reações inflamatórias, sintomas para as quais a aspirina é um tratamento eficaz, além de ser, segundo o médico, segura e barata e provavelmente útil em todos os países. "Isso significa tomar uma medicação diária, o que as mulheres estão compreensivelmente relutantes em fazer. Mas o nosso estudo mostra que a aspirina beneficiaria a maioria das crianças."

Já em 2007 a mesma publicação britânica publicou um estudo onde mostrava que a aspirina, ou qualquer outro medicamento, reduzia em cerca de 10% o risco de pré-eclampsia nas mulheres na gravidez.  

Grávidas (ou não-grávidas) que levarem em consideração a ingestão diária de um comprimido como aspirina devem realizar uma consulta médica e serem aconselhadas por profissionais especialistas, já que a aspirina pode causar sangramento e outros efeitos colaterais.

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