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Telemóveis podem alertar se estamos bêbados pela forma como caminhamos

Detetores de movimento dos 'smartphones' podem prevenir comportamentos de risco após ingestão de álcool.
Por Pedro Rodrigues Santos 18 de Agosto de 2020 às 16:22
Detetores de movimento nos telemóveis podem ser preciosos na proteção das nossas vidas
Detetores de movimento nos telemóveis podem ser preciosos na proteção das nossas vidas FOTO: CMTV

Os telemóveis há muito que controlam a vida de todos nós, seja de forma involuntária ou porque assim o desejamos, mas há soluções que podem dar-nos uma preciosa ajuda no nosso quotidiano.

Uma equipa de investigadores da universidade californiana de Stanford serviu-se de modernos smartphones para perceberem como eles podem detetar se uma pessoa está ou não alcoolizada, de acordo com um artigo publicano no diário britânico The Sun.

À semelhança do que acontece com a má análise dos riscos percecionadas pelos condutores de automóveis, mesmo com pequenas quantidades de álcool no organismo, esses efeitos também se refletem na forma como caminhamos na rua.

Ora, neste caso mais específico, a equipa de investigação encontra nos modernos telemóveis equipados com sensores de movimento, um precioso aliado para detectar essas diferenças.

"Trazemos connosco sensores poderosos para onde quer que vamos", explica o cientista Brian Suffoletto, responsável pela experiência realizada na Universidade de Stanford. "Apenas precisamos de saber usá-los para melhor servir a saúde pública".

Um grupo de voluntários, com idades entre os 21 e os 43 anos, foi convidado a ingerir uma quantidade de vodca com um grau de álcool equivalente à ingestão de oito cervejas.

Com os telemóveis presos à cintura, foi depois ordenado a todas as cobaias a fazerem uma caminhada para se perceber os efeitos que a bebida estava a ter no seu comportamento.

Os investigadores conseguiram identificar que nove em cada dez participantes estavam acima do limite legal para conduzir, mesmo depois de terem parado de beber passadas várias horas.

Mais do que instalar alcoolímetros nos automóveis, que apenas permitem o arranque caso o resultado do teste seja nulo, Brian Suffoletto sublinhou o seu desejo para que os smartphones possam alertar os seus utilizadores para os perigos que correm depois de ingerirem bebidas alcoólicas.

"Gostaria de imaginar um mundo no qual as pessoas recebessem conselhos que as ajudasse a pararem de beber e a protegê-las de conduzir sob o efeito do álcool ou de praticarem sexo sem proteção", rematou o cientista.

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