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Acidente Vascular Cerebral: o que é, como prevenir e quais os sintomas

Evite o tabaco, faça exercício. Mantenha uma dieta variada e equilibrada, com restrição ao sal.
Por Rogério Chambel 6 de Fevereiro de 2020 às 01:30
Em todo o mundo estima-se que uma em cada seis pessoas terá um AVC
Em todo o mundo estima-se que uma em cada seis pessoas terá um AVC FOTO: Direitos Reservados
O acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de morte em Portugal. Em todo o mundo estima-se que uma em cada seis pessoas terá um AVC; a cada segundo uma pessoa sofre um AVC; e a cada seis segundos o AVC é responsável por uma morte.

O AVC pode dividir-se em dois tipos: isquémico e hemorrágico. O isquémico ocorre quando o fornecimento de sangue ao cérebro é interrompido por um coágulo ou placa de aterosclerose que bloqueia a artéria. Este tipo de corresponde a cerca de 80 por cento do total. O hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo rompe e provoca uma hemorragia.

Na suspeita de AVC, deve telefonar o mais depressa possível para o 112. Os doentes serão encaminhados para uma unidade de saúde com capacidade para realizar os tratamentos adequados. Após o tratamento, segue-se a recuperação. Cerca de um terço dos doentes recupera de modo significativo no primeiro mês, mas muitos doentes ficam com sequelas.
Uma atitude positiva e o suporte profissional e familiar são muito importantes. O doente com AVC não pode ficar "arrumado" numa cama ou numa cadeira.

A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral deixa alguns conselhos práticos: adaptar a casa de banho, usar calçado que aperte com velcro (em vez de cordões), calças com elástico na cintura (em vez de fecho) e camisas com molas (em vez de botões).

SINTOMAS
Atenção aos ‘3 F’
O AVC pode ter consequências graves, pelo que é importante agir rapidamente ao aparecimento dos primeiros sinais de alarme. A Sociedade Portuguesa de AVC define os sintomas de um derrame cerebral pela nomeação dos 3 F: desvio da Face; falta de Força num braço; dificuldade em Falar.

Visão e dores de cabeça
Outros sinais de alarme: perda súbita de visão, dor de cabeça intensa, dificuldade em caminhar, equilibrar-se ou coordenar movimentos.

Náuseas e desmaios
Sensação súbita (em minutos ou horas) de náuseas e vómitos; breve período de ausência ou diminuição de consciência (desmaios, confusão, convulsão ou coma).

Fatores de risco
A diabetes, a hipertensão arterial, o colesterol, a obesidade, o sedentarismo, as arritmias, a displasia fibromuscular, o consumo de tabaco e de álcool, também aumentam o risco de AVC. Alguns dos fatores não são controláveis, como a idade, o género (mais frequente nos homens) e a genética. Em relação à idade, é importante referir que cerca de 25% dos AVC ocorrem em pessoas jovens.

PREVENÇÃO
Bem comer
Mantenha uma dieta equilibrada e variada. Opte por uma alimentação rica em fibras. Restrinja o sal e as gorduras saturadas. Evite a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas.

Não ao tabaco

Pare de fumar e evite ambientes de fumadores (ser fumador passivo não ajuda a saúde).

Fazer exercício
Mantenha atividade física regular. Evite o sedentarismo. Controle o peso. Emagreça de forma saudável.

Pressão arterial

Vigie regularmente a pressão arterial. A pressão sistólica (máxima) deve ser inferior a 140, e a diastólica (mínima) inferior a 90.

Colesterol e glicemia
Saiba os níveis de colesterol e das ‘gorduras’ do sangue. Atenção também à glicemia.

COMO SE TRATA
A grande maioria dos doentes que sofreram um AVC necessitam de fazer medicação preventiva para toda a vida, geralmente com fármacos antiagregantes ou anticoagulantes, além de modificar o estilo de vida. Após a fase aguda há todo um trabalho de reabilitação que inclui a parte motora ( fisioterapia), terapia da fala e terapia ocupacional.

O tratamento deve ser iniciado logo que possível, ainda no hospital, e mantido em clínicas de reabilitação e em casa, devendo ser realizado diariamente para o paciente recuperar independência.
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