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Torcicolo: Saiba como prevenir e o que fazer para tratar

Dor no pescoço que por vezes pode irradiar para a região do ombro. A dor é acompanhada pela dificuldade em executar movimentos.
Por João Saramago 23 de Fevereiro de 2020 às 01:30
Torcicolo
Torcicolo FOTO: Getty Images
O torcicolo é caracterizado por uma dor cervical (pescoço) que por vezes pode irradiar para a região do ombro. A dor é acompanhada por limitação dos movimentos da cabeça, principalmente movimentos de inclinação ou rotação.

Joana Henriques Sequeira, especialista em Medicina Física e Reabilitação no Hospital CUF Descobertas, salientou que "deve fazer-se uma massagem local com pomada ou um creme anti-inflamatório".

"Nos casos em que a dor é persistente ou recorrente deve consultar o seu médico pois o torcicolo pode ser um sintoma de uma doença mais grave e necessitar de medicação oral ou tratamentos específicos", adiantou a médica especialista.

Joana Henriques Sequeira adiantou que "a maioria dos torcicolos resultam de posições incorretas ou gestos bruscos, provocando irritação de músculos, ou seja, uma contratura muscular". Uma das formas de aliviar a dor passa por, durante o duche, aplicar água quente na zona dolorosa.

O torcicolo é mais comum em pessoas com idades compreendidas entre 30 e 60 anos. As mulheres possuem maior risco de desenvolver o problema do que homens. O histórico familiar para o problema é determinante perante a eventual presença de anormalidades congénitas na coluna cervical.

O uso de medicamentos que possam conduzir ao espasmo muscular pode ser outras das razões para o aparecimento do torcicolo, bem como a existência de lesões anteriores na área do pescoço. É frequente surgir durante o sono e não ser encontrada uma explicação para o sucedido.

Sintomas
Limitação dos movimentos
Um dos primeiros sintomas é a limitação dos movimentos possíveis de serem executados pelo pescoço. As inclinações ficam limitadas, bem como virar a cabeça para cada um dos lados.

Dor de cabeça
É frequente e resulta do incómodo provocado pelas dores permanentes existentes no pescoço. É frequente uma dor na nuca com origem a partir do pescoço.

Um ombro mais alto
Reflexo das limitações do pescoço, ocorre, por vezes, um dos ombros ficar mais alto do que o outro lado do corpo. Ocorre porque é essa a postura que garante ao paciente uma dor mais reduzida, ou mesmo a anulação da dor.

Inchaço dos músculos
Inflamação que é um reflexo de diferentes fatores, como a tensão emocional, a sobrecarga física, assim como um trauma por deslocamento súbito ou permanência na mesma posição por período prolongado.

Rigidez dos músculos
Especialistas associam a rigidez muscular na região do pescoço associada ao limite dos movimentos musculares.

Como prevenir
Fazer alongamentos regularmente é um dos melhores exercícios para evitar a dor cervical. Para quem não têm essa prática diária há pequenos exercícios a fazer.

Um deles passa por colocar os braços junto ao corpo, e erguer o queixo lentamente e voltar a descer, até colocar o queixo junto ao peito. Repita estes movimentos por cinco vezes, mas ainda a menor velocidade.

Um outro exercício passa por girar a cabeça para a esquerda, o máximo que conseguir. Depois faça o mesmo movimento para a direita. Repita os dois movimentos cinco vezes.

Número de casos
55% da população já sofreu, pelo menos uma vez na vida, algum tipo de desconforto relacionado com o pescoço.

Risco acrescido
12% das mulheres e 9% dos homens poderão desenvolver cervicalgia crónica. É importante consultar o médico.

PRIMEIROS SOCORROS 
Saiba como agir diante de crises convulsivas, provocadas por um excesso de atividade elétrica, na sequência de crises de epilepsia ou por traumatismos cranianos

Convulsão de grande mal

Atente ao sinais e sintomas: perda súbita da consciência, movimentos involuntários do corpo (tipo tremores), ou dificuldade em respirar, assim como cerrar os maxilares. Poderá ainda aparecer sangue na boca. Por fim, os músculos relaxam e a respiração volta ao normal.

A vítima recupera a consciência, mas poderá apresentar-se desorientada, com sonolência e sem recordação do episódio.

Convulsão de pequeno mal
A vítima poderá sofrer alucinações, sonhar acordada. A perda de consciência súbita e completamente alheia ao que se passa em seu redor é um dos sinais.

Atente a reações inexplicáveis, como estalidos nos lábios. Preocupe-se, sobretudo, em tornar a área segura e ampare a queda, afastando todos os objetos em redor da vítima. Verifique se sofre de epilepsia e coloque a vítima em posição lateral de segurança.
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