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Coronavírus: conheça as diferenças da doença nas mulheres e nos homens

Os cientistas afirmam que existem inúmeros factores que fazem com que os homens esteja mais vulneráveis à doença.
9 de Março de 2020 às 13:09
Coronavírus: conheça as diferenças da doença nas mulheres e nos homens
Coronavírus: conheça as diferenças da doença nas mulheres e nos homens FOTO: Unsplash

Conhecido como Coronavírus, mais tarde alterado pela Organização Mundial de Saúde  (OMS) para Covid-19, este vírus que se originou na cidade chinesa de Wuhan, na província de Hubei, já infectou mais de 77 mil pessoas e provocou a morte a 2400, segundo o presidente da China.

Segundo o The New Times, apesar das crianças serem consideradas um grupo vulnerável, o Covid-19 está maioritariamente a afectar adultos de meia-idade e pessoas idosas. Na semana passada o centro chinês de controlo e prevenção de doenças publicou um estudo que revelou que a taxa de mortalidade das mulheres (1,7%) tem-se verificado mais baixa, em comparação com a dos homens (2,8%). No entanto, o mesmo já tinha acontecido em 2003, com os surtos de SARS (síndrome respiratória aguda grave) e de MERS (síndrome respiratória do Médio Oriente), segundo este jornal americano.

Os cientistas afirmam que existem inúmeros factores que podem responder a essa questão. Como por exemplo, factores biológicos ou variáveis relacionadas com estilos de vida. Contudo, afirmam que o sistema imunitário das mulheres tem um forte impacto nas estatísticas. "Esse é um padrão que vimos em muitas infecções virais do trato respiratório - os homens podem ter resultados piores" explica Janine Clayton, investigadora de saúde feminina, ao The New York Times.

A hormona feminina, o estrogénio, pode ter um papel crucial no sistema imunitário, tal como os cromossomas X. Considerando esse facto, as mulheres contêm dois cromossomas X e os homens apenas um. Segundo um estudo citado pelo The New York Times, para comprovar que a hormona feminina tinha impacto, foram realizadas experiências com ratos. As investigações foram lideradas por Stanley Perlman, na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. Os investigadores bloquearam as hormonas de estrogénio ou retiraram os ovários aos ratos. Ao realizar essa intervenção, concluíram que os ratos que não sofreram nenhuma intervenção tinham menos hipóteses de morrer. Em relação à testosterona, bloqueada, não fazia nenhuma diferença. Ou seja, não exercia qualquer papel protetor.

O estilo de vida, que se reflecte em questões como a alimentação ou rotinas diárias, também pode ter um impacto nesta assimetria de taxa de mortalidade. Segundo o The New York Times, a China é considerado o país com mais fumadores a nível mundial, sendo que só 2% das mulheres é que fumam. A saúde é também um fator crucial para o aumento das taxas de mortalidade. O jornal americano afirma que "os homens chineses têm taxas de diabetes tipo 2 e de pressão alta mais alta do que as mulheres, o que aumenta o risco de complicações após a infeção pelo coronavírus". O facto de haver registo médico antecedente preocupante ou o paciente ter outras doenças diagnosticadas, aumenta o risco de mortalidade.

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