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Correio da Manhã

Boa Vida
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A beleza digna de romance literário de Gavião

Concelho liga o Alentejo à Beira Baixa e Belver é mesmo a única localidade alentejana que fica na margem direita do grande rio Tejo.
Pedro Galego 2 de Março de 2017 às 09:00
Do alto do castelo de Belver pode apreciar-se o Tejo
A linha da Beira Baixa serve o concelho e segue junto ao rio
Belver fica na margem direita do rio e tem vários pontos de interesse
O palácio da família Lino Neto é um dos edifícios mais singulares
Belver celebra em agosto o milagre das Santas Relíquias
Do alto do castelo de Belver pode apreciar-se o Tejo
A linha da Beira Baixa serve o concelho e segue junto ao rio
Belver fica na margem direita do rio e tem vários pontos de interesse
O palácio da família Lino Neto é um dos edifícios mais singulares
Belver celebra em agosto o milagre das Santas Relíquias
Do alto do castelo de Belver pode apreciar-se o Tejo
A linha da Beira Baixa serve o concelho e segue junto ao rio
Belver fica na margem direita do rio e tem vários pontos de interesse
O palácio da família Lino Neto é um dos edifícios mais singulares
Belver celebra em agosto o milagre das Santas Relíquias
Quer um conselho? Chegue se possível de comboio ao Gavião. A estação fica em Belver, na margem direita do Tejo. Esta é mesmo a única localidade alentejana que fica acima do grande rio. As encostas proporcionam uma vista digna de um romance literário onde a natureza enquadra um património, não só natural, como também histórico, onde salta à vista o castelo desta vila.

Já em Belver, e antes de rumar ao Gavião, veja, além do Castelo, a igreja Matriz, o museu das Mantas e Tapeçarias e, ainda, o Museu do Sabão, que fica na antiga escola primária. Se já forem horas de almoço, pode parar no Sabores da Guidintesta e comer a especialidade rainha nesta altura do ano, o arroz de lampreia. Se não for apreciador, há ainda peixes do rio, como o achigã ou o lúcio-perca acompanhados sempre com açordas de ovas, ou de uma açorda de sável, rematando com uma tigelada a refeição. A saída pode ser feita pela ponte que data de 1905, atualmente em remodelação. Já na margem esquerda, na parte sul, tem um passadiço pedonal que leva à praia fluvial do Alamal. As sombras das árvores e a calma do rio – apenas povoado a espaços por pequenas embarcações de pescadores – são outro dos capítulos do tal romance.

Já no centro do Gavião pare no renovado Jardim do Cruzeiro, para depois passar pela Praça do Município e visitar o mercado.
Quando a barriga começar a dar horas e se estiver no centro da vila, tem várias opções. No Manel ou no Parracho pode degustar a comida tradicional de uma região de transição entre o Alentejo, Ribatejo e Beira Baixa, e que vai das migas ao javali, do cozido a alguns pratos de peixe do rio.

As outras pequenas terras do concelho também têm vários motivos de interesse. Em Vale de Gaviões, além do busto que homenageia Mouzinho da Silveira, há ainda duas salsicharias tradicionais, onde pode conseguir grandes enchidos.

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Há ainda percursos que dão a conhecer os Moinhos de Água, na Margem, na Comenda, sem esquecer os das Ribeiras das Barrocas e de Alferreireira, a bordejar o Tejo pela Atalaia. Para recordar um passeio que se pretende doce, pode ainda levar mel do Outeiro, considerado um dos melhores do Mundo, feito em exclusivo à base de rosmaninho, e passe na aldeia de Domingos da Vinha para ver o Lagar de Varas e o núcleo museológico. Pode ser que estejam a fazer pão no forno comunitário, que fica em frente, e de certeza que lhe oferecem um pedaço, bem como um copo de vinho.
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