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Correio da Manhã

Boa Vida
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Cerveira, a vila das artes

Encravada entre a Serra da Gávea e o Rio Minho, a Vila que deve o nome aos cervos convida a uma estada cultural, artística e ecológica.
Secundino Cunha 5 de Outubro de 2016 às 18:42
O cervo encontra-se no Monte do Crasto, na Serra da Gave
Igreja matriz de Vila Nova de Cerveira, também conhecida como igreja de S. Cipriano
Igreja da Misericórdia, com o pelourinho ao lado. Destaque para a talha neoclássica
A lontra é uma das atrações do Aquamuseu, no Castelinho
A imparável beleza do rio minho
O cervo encontra-se no Monte do Crasto, na Serra da Gave
Igreja matriz de Vila Nova de Cerveira, também conhecida como igreja de S. Cipriano
Igreja da Misericórdia, com o pelourinho ao lado. Destaque para a talha neoclássica
A lontra é uma das atrações do Aquamuseu, no Castelinho
A imparável beleza do rio minho
O cervo encontra-se no Monte do Crasto, na Serra da Gave
Igreja matriz de Vila Nova de Cerveira, também conhecida como igreja de S. Cipriano
Igreja da Misericórdia, com o pelourinho ao lado. Destaque para a talha neoclássica
A lontra é uma das atrações do Aquamuseu, no Castelinho
A imparável beleza do rio minho
No pico do monte do Crasto, o cervo vigia, há três décadas, a planície, de um lado e do outro do rio Minho. O Cervo, obra emblemática do mestre José Rodrigues, falecido no dia 10 deste mês, estende o olhar de Valença até Caminha e por vasto território da vizinha Galiza.

O Cervo, que a autarquia quer classificar como monumento de interesse nacional, foi erguido pelo velho mestre no berço castrejo de Cerveira, transformando o local num miradouro de vistas largas.

Cerveira é uma das terras do escultor. Ajudou a fundar a Bienal de Artes, em 1978, comprou e restaurou, na década de 80, o devoluto Convento de São Paio, onde fixou residência e colocou muito do seu espólio artístico, e criou algumas das mais simbólicas peças escultóricas da vila, como o já referido Cervo, o Esforço, perto da câmara, e a Navegações, junto ao rio.

A interação entre a arte e a natureza é um dos segredos desta vila do Alto Minho. Foi isso que atraiu José Rodrigues e é isso que continua a chamar milhares de pessoas.

A frescura retemperadora do Parque do Castelinho, onde é mostrado às crianças o percurso do rio Minho, permite ganhar energia para uma visita demorada ao Aquamuseu.

Em apenas uma década, este espaço, que fala das espécies e mostra boa parte da fauna, como as lontras, o salmão, o sável ou a lampreia e que conta a história e mostra as artes da pesca no rio Minho, tornou-se no museu mais visitado do Alto Minho.

A preparar desde já os 700 anos de existência (o foral foi outorgado por D. Dinis em 1321), Vila Nova de Cerveira começou por ser, como todas as vilas e cidades fronteiriças, uma importante praça militar. O castelo da vila e o Forte de Lovelhe são provas dessa realidade. Era também uma zona onde havia muitos veados (cervos). O rei chegou a ter ali uma reserva de caça.

O que hoje leva Cerveira aos quatro cantos do Mundo é, como se sabe, a Bienal de Artes. Um certame que nasceu há quase quatro décadas e que rapidamente se assumiu como a principal mostra de arte moderna do País.

A vila das artes, como Cerveira passou a ser conhecida, mostra, nas suas ruas e praças, diversas peças que se destacaram nas bienais. Mas mostra também um património histórico e cultural merecedor de demorada apreciação.

A igreja da Misericórdia, com o pelourinho mesmo ao lado e a igreja matriz da vila estão entre os monumentos de visita obrigatória.
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