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Correio da Manhã

Boa Vida

Israel: muito mais do que um local de culto

O património histórico é só um dos atrativos de um país marcado por paisagens naturais de cortar a respiração.
Pedro F. Guerreiro 20 de Novembro de 2016 às 00:00
Israel
Monte do templo (ao fundo), na cidade velha de Jerusalém, é um local sagrado para o judeus, cristãos e muçulmanos
Muro das Lamentações (ou ocidental) é um dos locais mais sagrados para o judaísmo. Os fiéis deslocam-se ali para orar ou depositar os seus desejos escritos em papéis entre as fendas da parede
Tel aviv é a segunda maior cidade e uma espécie de centro financeiro de Israel.  É também conhecida pela sua atmosfera jovem e cosmopolita e pela vida noturna
A alta concentração de sal no Mar Morto faz com que se flutue com facilidade
Ruas estreitas da zona velha de Jerusalém conduzem a alguns dos principais locais culturais e atrações turísticas da cidade
Gerido pelo Kibbutz local, o Ein Gedi Spa é uma das principais atrações na costa israelita do  mar  Morto. Os visitantes podem experimentar banhos únicos naquele lago ou tratamentos como  banhos  de lama
Depois de décadas a ser associado à pobreza e decadência, Florentin é hoje em dia o bairro mais ‘trendy’ de Tel Aviv. É conhecido pelos cafés, bares alternativos, galerias de arte e pelos muitos grafitis espalhados pelas ruas.
A 25 quilómetros de Eilat, o Timna Parque, no vale com o mesmo nome, oferece a possibilidade de explorar – de carro, bicicleta ou a pé, utilizando trilhos para o efeito – as paisagens desarmantes do deserto do   Neguev.
Produtos como fruta, vegetais, queijos, especiarias ou comidas típicas como falafel, shawarma ou baklava podem ser encontrados em mercados como o Mahane Yehuda, o mais popular em Jerusalém entre locais e turistas
Israel
Monte do templo (ao fundo), na cidade velha de Jerusalém, é um local sagrado para o judeus, cristãos e muçulmanos
Muro das Lamentações (ou ocidental) é um dos locais mais sagrados para o judaísmo. Os fiéis deslocam-se ali para orar ou depositar os seus desejos escritos em papéis entre as fendas da parede
Tel aviv é a segunda maior cidade e uma espécie de centro financeiro de Israel.  É também conhecida pela sua atmosfera jovem e cosmopolita e pela vida noturna
A alta concentração de sal no Mar Morto faz com que se flutue com facilidade
Ruas estreitas da zona velha de Jerusalém conduzem a alguns dos principais locais culturais e atrações turísticas da cidade
Gerido pelo Kibbutz local, o Ein Gedi Spa é uma das principais atrações na costa israelita do  mar  Morto. Os visitantes podem experimentar banhos únicos naquele lago ou tratamentos como  banhos  de lama
Depois de décadas a ser associado à pobreza e decadência, Florentin é hoje em dia o bairro mais ‘trendy’ de Tel Aviv. É conhecido pelos cafés, bares alternativos, galerias de arte e pelos muitos grafitis espalhados pelas ruas.
A 25 quilómetros de Eilat, o Timna Parque, no vale com o mesmo nome, oferece a possibilidade de explorar – de carro, bicicleta ou a pé, utilizando trilhos para o efeito – as paisagens desarmantes do deserto do   Neguev.
Produtos como fruta, vegetais, queijos, especiarias ou comidas típicas como falafel, shawarma ou baklava podem ser encontrados em mercados como o Mahane Yehuda, o mais popular em Jerusalém entre locais e turistas
Israel
Monte do templo (ao fundo), na cidade velha de Jerusalém, é um local sagrado para o judeus, cristãos e muçulmanos
Muro das Lamentações (ou ocidental) é um dos locais mais sagrados para o judaísmo. Os fiéis deslocam-se ali para orar ou depositar os seus desejos escritos em papéis entre as fendas da parede
Tel aviv é a segunda maior cidade e uma espécie de centro financeiro de Israel.  É também conhecida pela sua atmosfera jovem e cosmopolita e pela vida noturna
A alta concentração de sal no Mar Morto faz com que se flutue com facilidade
Ruas estreitas da zona velha de Jerusalém conduzem a alguns dos principais locais culturais e atrações turísticas da cidade
Gerido pelo Kibbutz local, o Ein Gedi Spa é uma das principais atrações na costa israelita do  mar  Morto. Os visitantes podem experimentar banhos únicos naquele lago ou tratamentos como  banhos  de lama
Depois de décadas a ser associado à pobreza e decadência, Florentin é hoje em dia o bairro mais ‘trendy’ de Tel Aviv. É conhecido pelos cafés, bares alternativos, galerias de arte e pelos muitos grafitis espalhados pelas ruas.
A 25 quilómetros de Eilat, o Timna Parque, no vale com o mesmo nome, oferece a possibilidade de explorar – de carro, bicicleta ou a pé, utilizando trilhos para o efeito – as paisagens desarmantes do deserto do   Neguev.
Produtos como fruta, vegetais, queijos, especiarias ou comidas típicas como falafel, shawarma ou baklava podem ser encontrados em mercados como o Mahane Yehuda, o mais popular em Jerusalém entre locais e turistas
O único estado de maioria judia do Mundo tem menos de 70 anos, mas o seu território é berço religioso milenar para judeus, cristãos e muçulmanos. A cidade velha de Jerusalém, capital de Israel, é precisamente símbolo dessa mescla: está dividida entre os chamados Bairros Arménio, Cristão, Judeu e Muçulmano e é ali que podem ser encontradas algumas das principais atrações religiosas e turísticas da cidade, como o Muro das Lamentações (ou Ocidental), a Igreja do Santo Sepulcro, a Cúpula da Rocha ou a Mesquita de al-Aqsa.

E se o património religioso é a principal motivação para milhões de peregrinos que todos os anos visitam Israel, a verdade é que há muito mais para descobrir. A começar pelo património natural, marcado pelas paisagens predominantemente áridas: o deserto do Neguev, a sul de Israel, ocupa cerca de 60% do seu território.

É também junto ao deserto, mas da Judeia, que fica outra das suas principais atrações turísticas. A fortaleza de Masada, construída pelo rei Herodes entre os anos 37 e 31 a.C., eleva-se num imponente planalto escarpado a 400 metros do nível das planícies e mais de 500 do nível do mar Morto. Para chegar ao topo, a solução mais fácil e rápida é utilizar o teleférico, mas a forma mais tradicional é mesmo fazer a subida a pé de um dos dois trilhos (íngremes) disponíveis: o caminho da Serpente – assim denominado por ziguezaguear rumo ao topo do planalto – é o mais popular e o indicado para os mais aventureiros. Esta é também a única forma de testemunhar um nascer do Sol inesquecível – partindo da base do planalto de noite, quando o teleférico ainda está fora de funcionamento e o calor ainda não é insuportável – e, uma vez no topo, apreciar as vistas deslumbrantes para o mar Morto e, do outro lado, as montanhas da Jordânia.

A par do deserto, a costa é outro dos atrativos do país. A cidade de Eilat, a sul, banhada pelo golfo de Eilat, ligado ao mar Vermelho, é uma zona franca isenta de impostos e uma atração turística devido aos recifes de corais. Já Tel Aviv, a segunda cidade mais populosa depois de Jerusalém e uma espécie de centro económico de Israel, é conhecida pelo seu ambiente jovem e cosmopolita e pela vida noturna vibrante. As praias, de areia fina e águas temperadas do mar Mediterrâneo, são também visita obrigatória para banhistas e surfistas. Ali, como em Eilat, não será incomum ver sinais onde se informa ser proibido nadar enquanto centenas de pessoas se refrescam dentro de água. Não se preocupe – é a normalidade local.

Boiar no mar morto 

Tudo começa com um engano. O mar Morto não é mar, mas sim um grande lago de água salgada que banha a Jordânia a oriente e Israel a ocidente. É também o sítio mais baixo do Planeta, a 423 metros abaixo do nível do mar.

As particularidades únicas do mar Morto – cuja salinidade chega a ser dez vezes a registada no oceano e cujas temperaturas ultrapassam regularmente os 30º – justificam o nome, uma vez que torna impossível a vida de plantas e animais. Porém, há milhares de anos que atrai visitantes. Hoje em dia, flutuar nas suas águas continua a ser uma atividade popular. A experiência pode ser ou positiva ou negativa – mas é certamente única. 
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