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Correio da Manhã

Boa Vida
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Dubai: modernidade na capital dos excessos

Oásis do luxo, a principal cidade dos Emirados tem a obsessão de ser grande em tudo.
Tânia Laranjo 4 de Agosto de 2016 às 13:22
Vista aérea de uma praia no Dubai com o famoso Hotel no Burj Al Arab
Vista aérea de uma praia no Dubai com o famoso Hotel no Burj Al Arab FOTO: D.R.
Ninguém há 30 anos visitava o Dubai. As areias, o sol e o azul do Golfo Pérsico não chegavam, não atraíam. Não eram suficientes para se cruzar o mundo. A viagem longa de avião levava os ocidentais para outras paragens.

Hoje, tudo mudou. O Dubai é uma cidade diferente. Onde se confunde o luxo, a beleza, a modernidade. É uma cidade cara e excêntrica, onde tudo é possível. O Dubai, um dos sete Emirados Árabes Unidos, é o símbolo do excesso. Onde a cultura dos gastos impera e onde a ostentação da riqueza é uma constante.

Os shoppings são uma das principais atrações por estas bandas. O Dubai Mall, com vários pisos, milhares de lojas e um aquário com tubarões bem no centro, é o maior do Mundo. Demasiado grande para se tornar um local de visita fácil, mas o preferido das mulheres árabes, que fazem questão de gastar milhares nas lojas e deixar as etiquetas visíveis por de fora das vestes.

Impressionante aqui é, também, o parque automóvel. Modelos únicos, carros de milhares de euros com esclarecedores letreiros: "Podes ver, fotografar, mas não tocar". Nas ruas, nas longas praias de areia fina, não se sente que se está num país árabe. Não fosse a proibição de beber álcool e alguns olhares mais atrevidos para as saias curtas das ocidentais, dir-se-ia mesmo que não difere de outros grandes centros turísticos.

Notável também é a forma como a cidade cresce de dia para dia. As obras não param. A cada esquina, a cada espaço, as construções sucedem-se. Trabalha-se 24 horas por dia. São paquistaneses, que a cada turno são levados para o deserto onde moram em instalações das empresas. O maior edifício do Mundo e também o hotel de sete estrelas são outros pontos de passagem obrigatória. Sempre com a certeza: no Dubai, perdura a cultura domaior, do melhor, do mais impressionante.

Circular no metro é uma experiência. As estações recentes são impecavelmente limpas e, por circular à superfície, o metro permite ver a cidade de uma outra forma. Carruagens diferentes para homens e mulheres, mas onde é relativamente aceite que os turistas se mantenham ao lado dos familiares, ultrapassando a proibição de partilharem o mesmo espaço.

Falta, no Dubai, apenas uma identidade. Sente-se que se está em todo o lado, sem estar em nenhum. Há um Big Ben importado, uma Torre Eiffel copiada de Paris e o World Trade Center a lembrar Nova Iorque.

No final, sentimos que o Dubai é uma imitação. E a ostentação de que podem ser maiores, mais altos, mais ricos e mais poderosos do que os ocidentais.

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