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Correio da Manhã

Boa Vida
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O inebriante Triângulo Dourado

Na região onde a Tailândia faz fronteira com o laos e a Birmânia é possível conhecer um pouco destes três mundos tão diferentes e apaixonantes.
Sónia Dias 30 de Agosto de 2016 às 23:38
Neste paraíso verde, antigos campos de ópio deram lugar a arrozais
Mulheres das  tribos das montanhas colhem folhas de chá em Doi Mae Salong
A região esconde aldeias tribais que ainda conservam o mesmo modo de vida de há séculos
O rio Mekong é o principal meio de  ligação entre a Tailândia, o Laos e a Birmânia, permitindo aos locais deslocar-se entre os três países
Rodeado de montanhas e selva luxuriante, o Triângulo Dourado, no norte da Tailândia, mantém intactas as suas tradições
O Wat Rong Khun, mais conhecido como Templo Branco, é uma das principais atrações da região
A região do Triângulo Dourado oferece alguns dos templos mais antigos da Tailândia, alguns deles escondidos na selva
Neste paraíso verde, antigos campos de ópio deram lugar a arrozais
Mulheres das  tribos das montanhas colhem folhas de chá em Doi Mae Salong
A região esconde aldeias tribais que ainda conservam o mesmo modo de vida de há séculos
O rio Mekong é o principal meio de  ligação entre a Tailândia, o Laos e a Birmânia, permitindo aos locais deslocar-se entre os três países
Rodeado de montanhas e selva luxuriante, o Triângulo Dourado, no norte da Tailândia, mantém intactas as suas tradições
O Wat Rong Khun, mais conhecido como Templo Branco, é uma das principais atrações da região
A região do Triângulo Dourado oferece alguns dos templos mais antigos da Tailândia, alguns deles escondidos na selva
Neste paraíso verde, antigos campos de ópio deram lugar a arrozais
Mulheres das  tribos das montanhas colhem folhas de chá em Doi Mae Salong
A região esconde aldeias tribais que ainda conservam o mesmo modo de vida de há séculos
O rio Mekong é o principal meio de  ligação entre a Tailândia, o Laos e a Birmânia, permitindo aos locais deslocar-se entre os três países
Rodeado de montanhas e selva luxuriante, o Triângulo Dourado, no norte da Tailândia, mantém intactas as suas tradições
O Wat Rong Khun, mais conhecido como Templo Branco, é uma das principais atrações da região
A região do Triângulo Dourado oferece alguns dos templos mais antigos da Tailândia, alguns deles escondidos na selva
A fronteira na tailândia com o laos e a birmânia (myanmar) é conhecida como Triângulo Dourado, nome criado pela CIA para, na década de 20, classificar a maior região produtora de ópio do Mundo. Hoje, os campos de papoilas deram lugar a arrozais, apesar da matéria-prima que dá origem ao narcótico continuar a ser produzida, mas em menor quantidade.

Para conhecer o Triângulo Dourado – que, entretanto, recebeu o nome de Terra dos Mil Arrozais – é preciso viajar até Chiang Rai, no Norte da Tailândia. Uma cidade descontraída nas margens do rio Kok, com muito para ver. O Doi Luang National Park, por exemplo, possui vários trilhos pela selva luxuriante à espera de ser explorados. Já a cidade ancestral de Chiang Saen oferece monumentos do século VII. Diferente, mas igualmente incrível, é o célebre Templo Branco de Rong Khun que, ao contrário dos restantes espalhados pelas montanhas, foi construído em 1997 por plástico Chalermchai Kositpipat.

A região também concentra várias aldeias tribais, como Doi Mae Salong, onde é possível ver as mulheres com os seus trajes coloridos a colherem à mão as folhas de chá Oolong, um dos melhores da Ásia.

A confluência dos rios Mekong e Ruak – localmente conhecida por Sop Ruak – é o centro do Triângulo Dourado, pois é aqui que os três países se unem. Huay Xai, no Laos é facilmente acessível de barco. Aqui não é necessário pagar visto, mas terá, certamente, de provar o famoso ‘whisky cobra’. Não é bem whisky, mas a cobra no seu interior é bem real. Infelizmente, recusar um shot deste elixir que, segundo os locais, cura todos os males, é considerado uma ofensa.

Para entrar na Birmânia é preciso fazê-lo através da fronteira terrestre de Mae Sai, na Tailândia. O visto custa dez euros e só permite visitar a cidade de Tachilek, que todos os dias atrai milhares de pessoas aos seus vibrantes mercados. 

Das papoilas à fruta
Em 1969, o rei Bhumibol Adulyadej recuperou áreas utilizadas para a produção ilegal de ópio e criou centros para o plantio de flores, frutas e legumes que até então não eram produzidos na Tailândia. Aos agricultores foram oferecidas melhores condições de trabalho, o que fez cair a produção do narcótico, no país, de 200 toneladas para menos de duas em poucos anos. Ainda hoje, Rama IX é uma figura adorada pelo povo tailandês.

Em 2003, porém, o cultivo ilegal de ópio voltou a crescer, sobretudo no Laos e na Birmânia. Por este motivo, não é aconselhado aos turistas viajarem sozinhos pela região, mas com guias locais que a conhecem melhor do que ninguém.

Um mundo à parte que merece ser descoberto
Muitos turistas deslocam-se ao Triângulo Dourado em busca de aventura, mas acabam por descobrir um dos locais mais tranquilos e descontraídos da Tailândia. Afastada dos resorts de luxo e da azáfama das grandes cidades, a região parece ter parado no tempo, pelo que a presença de estrangeiros é sempre motivo de curiosidade e alegria para os locais. 

A não perder:
Mulheres Girafa
-  Na fronteira com a Birmânia é possível descobrir a célebre tribo das Mulheres Girafa, assim chamadas por usarem, desde muito cedo, argolas de metal em torno do pescoço, tornando-o mais comprido do que é normal. 

Papoilas - Na Tailândia, o cultivo de papoilas só é permitido em algumas tribos, como os Hmong, que utilizam a planta nas suas cerimónias religiosas. Contudo, a produção é controlada de perto pelo governo, para evitar o uso da papoila para fabrico de ópio. 

Centro do budismo -  O Triângulo Dourado é uma das regiões mais marcadas pela religião budista, praticada nos três países que ali fazem fronteira: Tailândia, Birmânia e Laos. É, também, um dos locais com maior concentração de templos. 

Elixir - Whisky Cobra é uma bebida típica do Laos. Este whisky – que sabe a aguardente – é muitas vezes de fabrico doméstico e destaca-se pela serpente que tem no seu interior. Os turistas adoram, mas nem todos têm coragem de provar... 
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