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Correio da Manhã

Boa Vida

Plymouth, a ‘cidade oceano’ que é a base principal da Royal Navy

Cidade inglesa virada para o mar, de onde partiram colonos e onde se pode comer um pastel de nata.
Sérgio A. Vitorino 30 de Maio de 2018 às 10:00
Uma pitoresca rua de Plymouth
A base naval de Davenport, em Plymouth
Vista geral de Plymouth, a partir do mar
Uma pitoresca rua de Plymouth
A base naval de Davenport, em Plymouth
Vista geral de Plymouth, a partir do mar
Uma pitoresca rua de Plymouth
A base naval de Davenport, em Plymouth
Vista geral de Plymouth, a partir do mar
Chamam-lhe a ‘cidade oceano’. Plymouth, Inglaterra, é casa da base naval Devonport, a mais importante da marinha britânica (Royal Navy) e a maior da Europa.

A ligação ao mar da cidade que cresceu na boca do rio Plym é antiga. Foi dali que, à terceira tentativa, partiu o Mayflower, navio que em 1620 transportou de Inglaterra os primeiros colonos para o Novo Mundo, os futuros EUA.

Plymouth é muito orgulhosa do seu legado militar. Conta com vinte memoriais às campanhas britânicas, os mais imponentes celebram a vitória sobre a Armada espanhola em 1588 e as I e II Grandes Guerras. Mas é ainda uma cidade universitária moderna, com uma afamada zona de bares (Barbican) e onde se pode comer um pastel de nata no café Lisbon. 

Felicidade pelo gin ter-se safado das bombas na II Grande Guerra
Plymouth foi de grande importância na II Grande Guerra (1939-45), mesmo como ponto de saída no Dia D. Foi alvo de 59 bombardeamentos por aviões nazis (Luftwaffe), que visavam a base naval, mas acabaram por destruir quatro mil edifícios - obrigando a reconstrução, uma igreja mantém-se como memória - e matar um milhar de civis. A destilaria do afamado gin de Plymouth, no Barbican, também foi atingida. Mas para todos os navios da Royal Navy seguiu a mensagem: o gin sobreviveu! Há mesmo um gin específico para a marinha.

A terra do pirata 
Francis Drake dá o nome a ilha e tem uma estátua 
O afamado pirata inglês Francis Drake, patrocinado por Isabel I, era ‘mayor’ de plymouth quando de lá saiu para combater a armada espanhola. Qualquer navio que entre no porto tem de contornar a ilha de Drake - que foi prisão - e passar por uma estátua que celebra o corsário e navegador, que os espanhóis recordam como o ‘Dragão’. A base naval de Devonport é frequentemente visitada por navios da Marinha portuguesa, que ali realizam a avaliação final após um período de treino, ficando mais aptos a integrar missões com outros navios da aliança NATO. A base é a única da Royal Navy que repara submarinos nucleares.

O que comer e o que fazer
Rakuda Bar
Em frente à marina, no Barbican, a principal zona de restaurantes. Uma boa refeição com música ao vivo e a companhia do carismático dono. 

Smeaton’s Tower
Na zona conhecida como Hoe, é um farol que esteve originalmente noutra localização. É o postal de Plymouth e visitável por 4 libras. 

Mayflower Steps
É o monumento que marca o local de onde partiu o navio para o Novo Mundo. Há ainda um museu visitável, no Barbican, por 3 libras.
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