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Correio da Manhã

Boa Vida
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Queijo das Furnas

Uma micaelense de 19 anos criou uma queijaria nas Furnas para fazer queijos que não são mais do mesmo.
Edgardo Pacheco 12 de Setembro de 2018 às 16:43
Queijo da Queijaria Furnense, em São Miguel
Queijo da Queijaria Furnense, em São Miguel FOTO: Direitos Reservados
Em matéria de queijos açorianos há um certo ruído engraçado e justificado à volta da Queijaria Furnense. E por diferentes razões. Primeiro, o setor da indústria dos lacticínios nos Açores é algo conservador. Quem tem marcas há décadas e com clientes fixos não sente lá muita necessidade em inovar na criação de novos produtos (é mais refrescar a imagem e a funcionalidade das embalagens e siga o barco).

Segundo, a Furnense tem como figura de proa a Paula Rego, uma miúda hoje com 19 anos mas que começou a meter as mãos nas cubas de leite ainda com 17 anos. Tem tido a ajuda do pai, de um queijeiro com muito currículo e até da equipa técnica de uma fábrica de grande dimensão na ilha de São Miguel, mas a sua juventude e o carácter aventureiro são trunfos estratégicos de marketing. Na ilha, nem sempre se fala dos produtos da Queijaria Furnense, mas sim dos queijos da Paula.

Terceiro - e mais importante - os queijos não só são bem feitos com nos chegam com alguma inovação. Não pelo facto de juntarem ao leite - como no caso do queijo que destacamos na foto - orégãos e especiarias (isso existe em abundância por aí), mas pelo facto da salmoura onde os queijos passam conter água azeda e não uma água normal. Ou seja, uma das águas muito ricas em minerais que abundam na região das Furnas.

A água mais o marketing dão valor estratégico ao queijo. Tudo bem pensado.
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