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É fruta portuguesa, com certeza!

Comprar português é comprar qualidade e proximidade. O Centro de Frutologia Compal reconhece e contribui para a valorização deste importante setor.
28 de Julho de 2021 às 09:45
Gonçalo Madeira, aluno da Academia do CFC de 2020 e vencedor de uma bolsa
Gonçalo Madeira, aluno da Academia do CFC de 2020 e vencedor de uma bolsa
Gonçalo Madeira, aluno da Academia do CFC de 2020 e vencedor de uma bolsa

Declarado pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, 2021 é o Ano Internacional das Frutas e Legumes. Motivo mais do que suficiente para celebrar os produtos portugueses, numa altura em que se torna importante aumentar a consciencialização sobre o papel da fruta e das hortícolas na alimentação, na saúde e no acesso a estes alimentos.

Mas "Porquê preferir e comprar fruta portuguesa?" A resposta está na qualidade dos produtos que resultam da excelência da terra e clima único e do trabalho de uma nova geração de produtores caracterizada por formação em diversas áreas, desde agrícola a gestão, engenharias e outras, apoio técnico qualificado e exigente, networking e conhecimento de explorações internacionais.

Na origem da fruta, estão profissionais altamente qualificados que querem produzir de forma sustentável e que sabem que um produto alimentar é um produto de e para a saúde.

Gonçalo Madeira, jovem produtor de maçã de Alcobaça e aluno da Academia do CFC em 2020, lembra isso mesmo, dizendo que "o nosso mercado está em interação com os grandes mercados internacionais que são muitas das vezes mais competitivos que o português", mas "com todos os esforços e exigências que a produção de frutos e legumes acarretam hoje, o produto final acaba por se destacar". Por trás da diferenciação conseguida "está também a proximidade que Portugal tem ao mar, o que confere à produção características diferenciadoras e únicas nos aspetos intrínsecos e extrínsecos".

Comprar português é comprar qualidade e também proximidade, ajudando a diminuir ainda a pegada carbónica. Finalmente, a compra pode e deve também ter a ver com os inúmeros benefícios do consumo de fruta e dos seus derivados para a saúde, ajudando a reduzir o risco de algumas doenças, como as cardiovasculares, o cancro do estômago e colorretal, a obesidade e a diabetes. O consumo de fruta, enquadrado num estilo de vida saudável, garante o aporte de nutrientes reguladores, como as vitaminas, os minerais, as fibras alimentares e, ainda, compostos essenciais para a saúde.

Centro de Frutologia Compal apoia produção nacional

O Centro de Frutologia Compal reconhece e contribui para a valorização deste setor tão importante, quer reforçando a formação dos profissionais quer desenvolvendo iniciativas de promoção do consumo de fruta junto da população. Entre as iniciativas a ter em conta, destaque para a Academia, o Pomar Pedagógico e o Mapa das Frutas DOP e IGP de Portugal.

O Centro de Frutologia Compal assegura a atribuição de 5 bolsas no valor total de 100.000 euros. E a Gama Compal Origens faz a promoção de frutas e terras especificas, convidando os portugueses a redescobrir Portugal.

As candidaturas para a Academia do CFC estão abertas até ao próximo dia 9 de agosto e o CFC espera pelos novos produtores.

Os projetos devem incidir em, pelo menos, um dos seguintes frutos: alperce, ameixa, ameixa rainha-cláudia, amora, cereja, clementina, dióspiro, figo, figo-da-índia, framboesa, groselha, laranja, limão, kiwi, maçã, marmelo, melancia, melão, meloa, mirtilo, morango, pêssego, pera rocha e/ou romã.

Do total de candidaturas acolhidas, a Academia CFC escolhe 12 empreendedores aos quais abre as portas à participação nas sessões de formação. Destes, os cinco melhores projetos recebem uma bolsa de 20 mil euros após o final do programa de formação.

Uma nova forma de fazer produção frutícola

Na última década houve toda uma renovação no setor frutícola, "com o investimento em novos pomares, mais competitivos, pela intensificação da cultura aliada à maior preocupação da sustentabilidade das práticas culturais". A ideia foi deixada por Gonçalo Madeira, jovem produtor de maçã de Alcobaça e aluno da CFC em 2020, que explicou ainda: "Procurou-se um equilíbrio financeiro e ambiental." Financeiro "na medida de aumentar o rendimento por hectare aliado à implementação de boas práticas, como a gestão eficiente dos recursos hídricos, fertilizações e tratamentos com base na avaliação técnica das necessidades". Mas o crescimento aconteceu também na formação dos produtores, "pela crescente associação dos fruticultores em organizações de produtores e cooperativas agrícolas, muito pela necessidade de escoamento seguro da produção e pela assistência técnica prestada por estas".

Estes jovens profissionais trazem uma nova visão ao setor. Gonçalo Madeira acredita que sim: "As gerações mais novas e que estão neste momento a estabelecer-se como produtores agrícolas não são apenas agricultores, são técnicos agrícolas, engenheiros agrónomos ou com qualquer outra especialização superior, muitas vezes na área das ciências agrárias." Desta forma, isso vem permitir-lhes "ter uma visão diferente não só da produção como da gestão, do marketing e da própria comercialização".

Por outro lado, o produtor português considera que são também profissionais "mais preocupados com a preservação ambiental e na aplicação de práticas que reduzam as contaminações dos solos e dos recursos hídricos e dos ecossistemas, fauna e flora". Acrescenta-se o facto de que as novas gerações "estão mais abertas a deixar os modos de cultivo convencionais e optar por modos de produção biológica que além de terem um grande mercado externo e interno garantem uma maior sustentabilidade".

Assim sendo, neste momento, fazer agricultura "não é andar de enxada na mão nem ter as mãos com calos"; é antes "saber procurar a forma de atuar mais rápida e que diminua ao máximo o esforço físico do agricultor, ao mesmo tempo que se protege o solo, os recursos naturais e a biodiversidade". Para isso, as máquinas substituem "praticamente todos os trabalhos de mão de obra esforçada; equipamentos de monitorização da humidade do solo e crescimento dos frutos com disponibilização dessa informação a qualquer minuto numa app no telemóvel".O recurso às mais modernas tecnologias permite acionar ou desligar a rega através do smartphone. Gonçalo Madeira sabe que todos estes equipamentos e tecnologias permitem, em última análise, "uma agricultura de precisão, com controlo precoce dos problemas que podem advir e dar uma maior qualidade de vida tanto ao produtor como aos seus funcionários".