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Decorre hoje, em Lisboa, uma ação de sensibilização com o objetivo de alertar para o cancro da próstata. Os homens estão convidados a entrar em campo
17 de Novembro de 2021 às 08:11
A estação do Metro do Cais do Sodré vai ser o palco da ação de sensibilização para a doença
A estação do Metro do Cais do Sodré vai ser o palco da ação de sensibilização para a doença

Assinala-se hoje o Dia Mundial de Combate ao Cancro da Próstata. Como é a segunda causa de mortalidade por cancro na população masculina, a Associação Portuguesa de Doentes da Próstata, a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, a Associação Portuguesa de Urologia, a Sociedade Portuguesa de Oncologia e a Astellas Pharma levam hoje a cabo uma ação de campanha, no Cais do Sodré, Lisboa, sob o mote "Mostre um Cartão Vermelho ao Cancro da Próstata", com o objetivo de alertar para esta doença.

É comum pensar-se que o cancro da próstata só surge a partir dos 50 anos. Nem sempre é assim, pelo que é importante fazer exames de rotina e começar a prevenção mais cedo. Luís Campos Pinheiro, professor de Urologia da Nova Medical School, começa por explicar que "não há um consenso" sobre a partir de que idade se deve fazer o primeiro doseamento de PSA (exame feito para rastreamento deste tipo de cancro em homens assintomáticos).

"A evidência que existe de que o rastreio de carcinoma da próstata tem benefício de diminuir a mortalidade advém dos ensaios clínicos internacionais em que a população rastreada tinha idade superior a 54 anos", afirma e continua: "No entanto, também sabemos que há doentes que falecem com cancro da próstata no início da década de 50. Estes doentes, embora raros, apenas teriam hipótese de sobreviver ao seu cancro da próstata agressivo se tivessem feito o doseamento de PSA aos 40 anos. Por isso, muitos de nós defendemos fazer um primeiro doseamento nesta idade mais jovem."

É frequente fazer-se o doseamento de PSA anualmente, mas poderá não ser necessário fazer tão frequentemente. Segundo o urologista, fazer o exame a cada dois anos seria uma boa opção.

Os sintomas a ter em atenção

Questionado sobre quais os sintomas a que os homens devem estar atentos, Luís Campos Pinheiro, que também é diretor da Área Cirúrgica do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central e diretor do Serviço de Urologia do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, começa a sua resposta reforçando ser importante "diagnosticar o carcinoma da próstata numa fase assintomática, sem sintomas, apenas na suspeição de um doseamento de PSA elevado".

"No entanto, os sintomas mais frequentes em situações de carcinoma da próstata mais avançado são aqueles que perturbam a micção: jato urinário fraco, interrompido, ou mesmo urinar frequentemente ou durante a noite."




Como prevenir?

Sobre a forma de prevenir a doença, Luís Campos Pinheiro diz que pouco se pode fazer, mas há regiões do planeta em que o carcinoma da próstata é menos frequente e pensa-se que tenha que ver com os hábitos alimentares. "A nossa alimentação mediterrânica é protetora, por exemplo. Mas o paradigma de menor prevalência de carcinoma da próstata está na Ásia em que a alimentação rica em algas é responsável por uma maior proteção."

Números animadores

Depois de detetado, o cancro na próstata pode ser curado "em 80 a 90% dos casos", se diagnosticado precocemente. Quanto aos tratamentos existentes diferem consoante o caso e nem sempre é necessário haver tratamento curativo. O urologista conta que muitas situações de cancro da próstata são indolentes e pouco agressivas, necessitando apenas de vigilância a que designamos de vigilância ativa.

Nos outros casos mais agressivos, mas com doença localizada, é possível fazer "a prostatectomia radical – atualmente por via robótica e mini-invasiva – ou radioterapia externa ou braquiterapia".

Nas situações mais avançadas, existe hoje acesso aos chamados medicamentos inovadores que controlam a doença com poucos efeitos secundários, mas durante longos anos. "Não é por isso um drama ter um carcinoma da próstata avançado e agressivo, nos dias de hoje!"

APDPróstata: ao serviço dos doentes

Responsável pela campanha de hoje de sensibilização deste cancro, a Associação Portuguesa de Doentes da Próstata (APDPróstata) é uma entidade privada sem fins lucrativos que tem por objetivo incentivar os homens com mais de 45 anos a fazerem um exame anual à próstata. Joaquim Domingos, presidente da APDPróstata, explica que a entidade pode ajudar quem tem a doença "prestando as informações de que dispõe sobre os diversos tipos de patologias que podem afetar a próstata, os seus sintomas e principais formas de intervenção que podem ser aplicadas a cada caso".

Com enorme experiência pessoal e institucional no tema (a APDPróstata tem quase 20 anos), o conselho que Joaquim Domingos deixa a quem foi diagnosticado cancro na próstata é que "aceite o diagnóstico do médico especialista, seja urologista ou oncologista". Quem tiver dúvidas acerca do que lhe foi dito sobre os seus problemas na próstata deve procurar "uma segunda opinião".



No Cais do Sodré, a partir das 9 horas


Face à importância, particularidade e originalidade da ação cujo mote é “Mostre um Cartão Vermelho ao Cancro da Próstata”, inserida na campanha "Homens Bem Informados", a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) decidiu apoiar esta iniciativa, que vai decorrer na estação do Metro de Lisboa do Cais do Sodré, hoje, entre as 9 e as 20 horas.

Luciano Gonçalves, presidente da APAF, conta que foi com “grande satisfação” que se juntaram à Associação Portuguesa de Doentes da Próstata numa ação de consciencialização ligada à saúde masculina. “Consideramos que o conceito, relacionado com a atividade dos árbitros de futebol, passa a mensagem de uma forma simples e direta, pelo que esperamos alertar muitos homens para a importância de vigiar a sua saúde”.