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Projeto BIOW21: pela Redução da Pegada Ecológica

Os Elétrodos Biodegradáveis por Wireless procuram contribuir para o desenvolvimento de uma solução mais prática, eficiente e sustentável na execução de eletrocardiogramas.
22 de Setembro de 2021 às 12:18

Saúde e sustentabilidade unem-se num projeto e num produto inovador para a área de diagnóstico médico cardíaco. O BioW21 – Elétrodos Biodegradáveis por Wireless nasceu de um trabalho em equipa que integra as alunas Ana Beatriz Rodrigues, Diana Carvalho, Marizete Pires e Modesta Bártolo do Instituto Politécnico de Castelo Branco. O projeto tomou parte no Concurso Poliempreende local e representou depois o Politécnico de Castelo Branco na competição nacional que decorreu em Santarém.

A equipa desenvolveu o seu trabalho na criação de Elétrodos Biodegradáveis por Wireless, ou seja, uma solução mais prática, eficiente e sustentável da execução de eletrocardiogramas e provas de esforço.

De acordo com a equipa responsável pelo seu desenvolvimento, “este produto foi idealizado por forma a combater a excessiva quantidade de resíduos hospitalares” não esquecendo também “a qualidade e precisão na aquisição e análise dos exames aos quais está destinado”.

O produto necessita da intervenção de tecnologias desenvolvidas, nas áreas da produção eletrónica, assim como tecnologias sustentáveis. O BioW21 “permite um serviço mais prático e dinâmico, não esquecendo a redução do lixo hospitalar”. Na verdade, um dos objetivos que presidiram ao trabalho é também a capacidade “de reduzir a pegada ecológica, contribuindo para um planeta mais verde e mais tecnológico”, refere a equipa.


Material biodegradável

O produto em si é composto por um chip recarregável com recurso a uma bateria portátil. O corpo do elétrodo será constituído por materiais biodegradáveis, permitindo que apenas este material seja descartável, “o que contribui para a redução dos resíduos hospitalares”.

Conforme refere a equipa, “o chip pode ser removido do restante elétrodo, possibilitando assim a sua reutilização”. A verdade é que existem ainda “milhares de elétrodos não biodegradáveis que acabam por ser descartados todos os dias nos serviços de cardiologia a nível nacional”, sendo que o BioW21 vem combater essa mesma realidade.

Ao olhar para o projeto de uma forma mais abrangente, integrando-o na sociedade, a equipa considera que “a gestão sustentável de recursos, responsabilidade ambiental e, por conseguinte, a redução da pegada ecológica é um pilar no atual desenvolvimento, sendo pertinente a evolução de material hospitalar neste sentido”. E, sendo a saúde um dos direitos humanos, “este projeto é para todos, pretendendo melhorar tanto o nosso planeta como a execução e análise dos exames de diagnóstico em cardiologia”.




Nasceu uma ideia

O projeto BioW21 surgiu no âmbito da Unidade Curricular de Bioempreendedorismo lecionada no curso de Fisiologia Clínica na Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Tendo por base a experiência da equipa em estágio curricular na área de eletrocardiografia nos diversos meios hospitalares situados em diferentes pontos geográficos, foi possível perceber que existe “uma elevada quantidade de resíduos hospitalares produzidos diariamente, não sendo amigos do ambiente”.

Deste modo, tentou-se encontrar “uma solução para esta questão ambiental, não esquecendo o melhoramento da qualidade e precisão na execução dos exames de diagnóstico de cardiologia”. O BioW21 reuniu um grupo de amigas e colegas, todas com a mesma profissão, motivo pelo qual “o fluir das ideias foi muito natural”. Apesar de tudo, foi considerado “um processo de várias etapas, desde a projeção da ideia num mapa mental até ao plano de negócios e apresentação do projeto, sempre com o cumprimento das normas necessárias”.

O trabalho inicial para participação em concurso demorou “dois meses”, mas este projeto está ainda em fase de desenvolvimento, não tendo sido colocadas em prática “atividades que necessitassem de financiamento”. No entanto, a equipa considera que futuramente será preciso procurar esse financiamento “tendo em conta que atingiremos patamares maiores”.


O Santander e o Poliempreende

A relação com o Santander tem sido muito positiva, sendo que a equipa de projeto destaca “todo o trabalho do representante do Santander no Concurso Regional do Poliempreende em Castelo Branco”, que demonstrou “ser muito motivador e empenhado em incentivar o crescimento dos jovens empreendedores”. A equipa do BioW21 considera que “o Santander faz a diferença ao permitir a concretização e o acreditar de ideias inovadoras através do financiamento em projetos empreendedores”.

Sendo que “cada projeto parte de um trabalho profundo”, a verdade é que “cada entidade ou empreendedor tem de acreditar no seu trabalho”. Se esta mensagem for passada, “o Santander será mais uma entidade a acreditar no projeto e a contribuir para o crescimento e concretização deste”.

Do lado do Banco Santander, Cristina Dias Neves, diretora do Santander Universidades adianta ainda que o Projeto BioW21, como outros, é um exemplo “de ideias que podem ser viáveis e que através do nosso apoio ganham uma visibilidade e um impacto que, por um lado, incentiva estes jovens a continuar na senda da inovação e na adequação dos seus conhecimentos ao mercado” e por outro, “motiva outros alunos e investigadores a criarem também eles os seus projetos, contribuindo assim para um ciclo virtuoso de criação de conhecimento, inovação e transferência para o mercado”.


O BIOW21 permite um serviço mais prático e dinâmico, não esquecendo a redução do lixo hospitalar.


Acresce que este tipo de iniciativas, como o Concurso Poliempreende, são parte constituinte da estratégia Santander “de fomentar a educação, emprego e empreendedorismo”. Cristina Dias Neves considera que “através delas, é possível contribuir para que os jovens saiam do ensino superior com mais ferramentas para enfrentar o mercado de trabalho”.

A verdade é que o treino em empreendedorismo no ensino superior “permite que os estudantes associem às competências científicas, competências sociais que são condição sine qua non para uma boa integração no mercado”. Entre estas, contam-se “a capacidade de trabalhar em equipa, de pensar “fora da caixa”, de adaptação a circunstâncias adversas, enfim, um sem número que qualidade que serão muito importantes durante a sua vida profissional”.






O Concurso Poliempreende

“motiva outros alunos e investigadores a criarem também eles os seus projetos, contribuindo assim para um ciclo virtuoso de criação de conhecimento, inovação e transferência para o mercado”.

Cristina Dias Neves, diretora do Santander Universidades




Trabalhar em tempos de Pandemia

Desenvolver um projeto durante o período pandémico trouxe desafios acrescidos à equipa do BioW21, que explica que a sua pesquisa para iniciar o projeto “teve de partir muito de iniciativa própria”. Nesse sentido, as estratégias “passaram muito pela procura constante de informação e criatividade tanto a nível ecológico como tecnológico”.



Concurso Poliempreende já tem vencedores

Já foram divulgados os vencedores nacionais do Concurso Poliempreende 2021 que decorreu em Setúbal e reuniu os 20 vencedores dos diferentes concursos regionais. Assim sendo, o júri atribuiu os seguintes prémios:

  • • 1º Classificado Menu AI – IP Setúbal: software que recorre a inteligência artificial para digitalizar e manusear menus. Projeto desenvolvido por João Santos e Guilherme Tavares;
  • • 2º Classificado Palmito do Atlântico – Universidade da Madeira Projeto desenvolvido por João Petito Silva;
  • • 3º Classificado Scratch – IP Santarém Projeto desenvolvido por João Sá.

E como, devido à pandemia, no ano passado, não houve concurso, este ano foram ainda avaliados os 14 projetos participantes nesta fase final.

Os vencedores foram:

  • • 1º Classificado INOAPI – IP Coimbra: Projeto desenvolvido por Tiago Simões, Osvaldo Silva, Rafael Simões e Bárbara Santos;
  • • 2º Classificado Forma cerâmica – IP Leiria: Projeto desenvolvido por Pedro Carvalho e Sílvia Teixeira;
  • • 3º Classificado INCREAS – IP Setúbal: Projeto desenvolvido por João Monteiro, Diogo Alves e Micael Alves;

Decorreu ainda a 1ª Edição do Prémio José Adriano que distinguiu Pedro Parreira, Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.