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Correio da Manhã

Adega de Pegões
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Adega de Pegões ganha 10 medalhas no Concurso Mundial de Bruxelas

No evento, em que estiveram presentes mais de oito mil vinhos de todo o mundo, a empresa alcançou seis ouros e quatro pratas
12 de Outubro de 2020 às 10:52
Jaime Quendera, enólogo e diretor-geral da Adega de Pegões
Jaime Quendera, Mário Figueiredo, Maria Helena Oliveira e Carlos Pereira, os membros da direção da cooperativa
Situada entre duas reservas naturais, a do estuário do Tejo, a noroeste, e a do Sado, a sudoeste, a região de Pegões apresenta condições de vegetação privilegiadas para a vinha
Um pormenor da linha de engarrafamento da Adega de Pegões, na qual são embaladas dezenas de milhares de garrafas, destinadas a mais de 40 mercados
O Moscatel de Setúbal da Adega de Pegões estagia em barricas de vinho tinto usadas, numa zona cálida da adega, para aumentar a velocidade de oxidação, tal como acontece no processo de estufagem do vinho Madeira, o que lhe dá mais complexidade num período mais curto de tempo. Desta forma ganha, mais depressa, aromas terciários, notas de frutos secos de amêndoas, nozes e até de caril, além das tradicionais de laranja, casca de laranja e mel deste tipo de vinhos
Jaime Quendera, enólogo e diretor-geral da Adega de Pegões
Jaime Quendera, Mário Figueiredo, Maria Helena Oliveira e Carlos Pereira, os membros da direção da cooperativa
Situada entre duas reservas naturais, a do estuário do Tejo, a noroeste, e a do Sado, a sudoeste, a região de Pegões apresenta condições de vegetação privilegiadas para a vinha
Um pormenor da linha de engarrafamento da Adega de Pegões, na qual são embaladas dezenas de milhares de garrafas, destinadas a mais de 40 mercados
O Moscatel de Setúbal da Adega de Pegões estagia em barricas de vinho tinto usadas, numa zona cálida da adega, para aumentar a velocidade de oxidação, tal como acontece no processo de estufagem do vinho Madeira, o que lhe dá mais complexidade num período mais curto de tempo. Desta forma ganha, mais depressa, aromas terciários, notas de frutos secos de amêndoas, nozes e até de caril, além das tradicionais de laranja, casca de laranja e mel deste tipo de vinhos
Jaime Quendera, enólogo e diretor-geral da Adega de Pegões
Jaime Quendera, Mário Figueiredo, Maria Helena Oliveira e Carlos Pereira, os membros da direção da cooperativa
Situada entre duas reservas naturais, a do estuário do Tejo, a noroeste, e a do Sado, a sudoeste, a região de Pegões apresenta condições de vegetação privilegiadas para a vinha
Um pormenor da linha de engarrafamento da Adega de Pegões, na qual são embaladas dezenas de milhares de garrafas, destinadas a mais de 40 mercados
O Moscatel de Setúbal da Adega de Pegões estagia em barricas de vinho tinto usadas, numa zona cálida da adega, para aumentar a velocidade de oxidação, tal como acontece no processo de estufagem do vinho Madeira, o que lhe dá mais complexidade num período mais curto de tempo. Desta forma ganha, mais depressa, aromas terciários, notas de frutos secos de amêndoas, nozes e até de caril, além das tradicionais de laranja, casca de laranja e mel deste tipo de vinhos

A Adega de Pegões foi distinguida com seis medalhas de ouro e quatro de prata no Concurso Mundial de Bruxelas, que se realizou em setembro em Brno, na República Checa, com a presença de mais de oito mil vinhos de quase 50 países. Dos vinhos distinguidos com ouro destaca-se o Adega de Pegões Syrah, para além das referências Adega de Pegões Touriga Nacional, Adega de Pegões Colheita Selecionada Branco ou Rovisco Pais Premium, que conseguiram o mesmo galardão.

O Adega de Pegões Syrah já tinha sido anteriormente considerado o "melhor vinho de Portugal" no Korea Wine Challenge, que decorreu na Coreia do Sul, evento no qual a Adega de Pegões ganhou mais duas medalhas de ouro, uma delas com o seu Moscatel de Setúbal e outra com o Adega de Pegões Colheita Selecionada Branco. A empresa ainda obteve uma de prata com o Alicante Bouschet e uma de bronze com o Adega de Pegões Colheita Tinto.

O melhor vinho na Rússia

Em fevereiro, o Adega de Pegões Aragonês recebeu o Cisne de Ouro por ter sido considerado o melhor vinho no concurso decorrido na Rússia, durante a Feira Prodexpo, um dos maiores eventos realizados neste país, depois de ter alcançado o mesmo galardão em 2017. Além deste troféu, a empresa ganhou uma Prodexpo Star (segunda distinção mais alta), 11 medalhas de ouro e sete de prata. Foi a empresa de vinhos mais premiada no evento.

Assim, neste ano tão singular, que está a decorrer em todo o mundo sob os efeitos da pandemia de Covid-19, em que houve muito menos concursos nacionais e internacionais de vinho, a Adega de Pegões já conseguiu um total de 130 medalhas desde janeiro.

"A Adega de Pegões é, neste momento, a maior cooperativa vitivinícola do país, com vendas de 23 milhões de euros no ano passado", diz Jaime Quendera, enólogo e diretor-geral da empresa. Acrescenta que as vendas apenas decresceram 8% nos primeiros seis meses deste ano, percentagem significativamente mais baixa do que a queda global de vendas no mercado nacional, que foi de 23,9%. "Estes dados são positivos, porque as exportações decresceram, como seria de esperar, dado a Europa, o nosso principal mercado, também ter entrado em confinamento", explica o responsável. Em Portugal, enquanto as vendas no canal Horeca decresciam quase 50%, as da distribuição moderna aumentavam 8%, o que contribuiu para o impacto desta crise não ter sido tão significativo na atividade da Adega de Pegões. 

"A empresa sempre se posicionou pela relação qualidade-preço dos vinhos que coloca no mercado, o que a torna mais resiliente em tempos de crise como a que atravessamos", explica Jaime Quendera. E porquê? "Porque os consumidores fazem, nestes momentos, compras mais sóbrias e sábias, o que contribuiu para que as vendas da empresa não tivessem caído de forma tão significativa como as do mercado total." A queda do negócio da empresa na restauração e exportação foi, assim, parcialmente compensada pelo crescimento das vendas para a distribuição moderna. Jaime Quendera diz que já se sentiu alguma retoma nos primeiros dois meses do segundo semestre deste ano e espera que as vendas da empresa atinjam um valor semelhante ao do ano passado, se a tendência se mantiver.

Gerida por Mário Figueiredo, Maria Helena Oliveira e Carlos Pereira, a Adega de Pegões tem como diretor-geral o enólogo Jaime Quendera. Hoje é o maior produtor e principal certificador de vinhos da Península de Setúbal. "O empenho que temos tido em produzir, e pôr no mercado, vinhos com boa relação qualidade-preço ajudou-nos a tornar-nos na maior adega cooperativa do País e maior empresa da região", defende Jaime Quendera.

Com o objetivo de melhorar a qualidade dos seus vinhos, a Adega estabeleceu e concretizou uma estratégia de modernização dos sistemas de produção e de estabilização financeira durante as duas últimas décadas. O efeito desse trabalho é sentido pelos parceiros da empresa e pelos consumidores e é o fator principal que tem sustentado a evolução positiva e o sucesso do seu negócio, e o reconhecimento das suas marcas cá e lá fora.

Há dois anos foi feito um reforço de capacidade de vinificação e armazenamento de mais quatro milhões de litros de vinho, para fazer face à procura crescente dos mercados, que se espera que se acentue no próximo ano, depois de os efeitos depressivos sobre a economia, provocados pela pandemia na economia global, deixarem de se fazer sentir.

A adega é moderna e dinâmica, vocacionada para a produção de vinhos com boa relação preço-qualidade, dos vinhos tranquilos aos espumantes e moscatéis. Isto tem sido confirmado pelos resultados das suas marcas nos concursos nacionais e internacionais do setor, em que a Adega de Pegões obteve 261 medalhas em 2018. Nos últimos 14 anos, a empresa conquistou mais de 1000 medalhas em concursos realizados um pouco por todo o mundo.

Uvas de qualidade em 2020

Fundada em 1958, produz e comercializa atualmente mais de 17,5 milhões de garrafas para mais de 40 países em todo o mundo. "São os mais interessantes para a empresa", explica Jaime Quendera, enólogo e diretor-geral da empresa. Com um volume de negócios de 23 milhões de euros, a Adega de Pegões perspetiva atingir o mesmo valor este ano, apesar do impacto no negócio da crise.

Situada entre duas reservas naturais, a do estuário do Tejo, a noroeste, e a do Sado, a sudoeste, e tendo a poente a serra da Arrábida e a nascente os barros alentejanos, a região de Pegões apresenta condições de vegetação privilegiadas para a vinha. Com o seu clima mediterrânico, a influência do oceano Atlântico, e o seu solo arenoso e pobre, origina vinhos de características ímpares, próprios de um terroir distinto.

É uma zona de planície, formada pela deposição de materiais carregados pelos rios Tejo e Sado durante milhões de anos, onde são atingidas temperaturas muito elevadas durante o verão. O excesso de calor é aplacado pelas brisas marítimas que sopram do lado do Atlântico, suavizando o ambiente e impedindo que a temperatura média do ar ultrapasse os 45 ºC. Contribuem, assim, para os vinhos produzidos em Pegões não serem demasiado maduros e terem alguma frescura.

Além disso, a presença de um lençol freático próximo da superfície do solo ajuda as vinhas a manterem-se verdejantes, contribuindo para a elevada concentração de açúcares nos bagos de uva. "Trata-se de uma maturação homogénea, e os vinhos que produzimos aqui refletem isso", explica Jaime Quendera. "É preciso não esquecer que, apesar de o Homem ter um papel importante na produção dos vinhos, 70% das suas características dependem da qualidade das uvas que chegam à porta da adega", acrescenta.

As que a empresa transforma têm, hoje, origem em mais de 1150 hectares de vinhas dos seus associados. São principalmente castas tintas, que correspondem a 70% de um encepamento dominado por Castelão, Syrah e Touriga Nacional. As principais variedades brancas são a Fernão Pires, o Moscatel e o Verdelho. A sua produção, este ano, foi um pouco superior à do ano passado, enquanto a de uvas tintas e a destinada à produção de Moscatel de Setúbal foram um pouco mais baixas. Em todos os casos, Jaime Quendera diz que a qualidade média é bastante boa, e que espera mais um ano de produção de vinhos com uma boa relação qualidade-preço para o mercado.

Outubro 2020