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Comemoração do Dia da Europa

A resposta a esta pandemia constitui o desafio atual das nossas vidas, enquanto cidadãos europeus.
9 de Maio de 2020 às 07:01
Rui Rio, presidente do PSD
Rui Rio, presidente do PSD



Artigo de opinião de Rui Rio, presidente do PSD.
A comemoração do dia da Europa do ano 2020 não vai ser igual a nenhuma outra. O Mundo e a Europa vivem tempos de uma crise sem precedentes, a crise provocada pela Covid19.

Uma crise completamente inesperada, com dificuldades incomensuráveis para todas as populações da Europa.

Em pleno século XXI continuamos, pois, a confrontarmo-nos com riscos inimagináveis para os quais ninguém estava verdadeiramente preparado.

Esta crise do ano 2020 afetou e afeta a União Europeia no seu conjunto e impos e impõe uma resposta coletiva, coordenada e urgente, a nível europeu. Esta crise não é igual às anteriores. As causas são diferentes e os efeitos serão ainda mais devastadores.

A resposta a esta pandemia constitui, pois, o desafio atual das nossas vidas, enquanto cidadãos europeus.

Numa primeira fase de resposta a esta crise a União Europeia não esteve bem.

Faltou atenção, sensibilidade, mas acima de tudo, faltou o mais importante: solidariedade europeia, solidariedade de facto que "não foi sentida nos primeiros dias desta crise".

Aliás, a solidariedade como um dos valores em que se funda a União Europeia é evidenciada nos Tratados, mais propriamente, no artigo 2.º do Tratado da União Europeia.

Estamos, pois, conscientes de que a União Europeia tem pela frente uma hora das mais complexas que alguma vez teve. Mas não podemos perder a esperança, porque apesar de tudo a solidariedade (nacional e europeia), embora tardiamente, vai existindo.

De facto, a construção da Europa não tem sido linear. Antes pelo contrário, tem tido períodos muito difíceis e complexos. Conseguimos, sempre, ultrapassá-los. Juntos. E sobrevivemos.

O velho adágio «a união faz a força» mantém, pois, toda a sua atualidade para os europeus de hoje, até porque só juntos conseguiremos combater a preocupante vaga "nacionalista" e "populista", quer à esquerda quer à direita.

Por isso, hoje, mais do que nunca, nestes tempos de incerteza a Europa precisa de uma solidariedade de facto, de visão, de consensos.

A Europa fez-se sempre de solidariedade: dos fundos europeus, nos programas comunitários, na partilha de soberania, nos processos de alargamento, na revisão dos Tratados e na criação de uma União Económica e Monetária.

Com esta História comum a Europa tem forçosamente de ter a capacidade para se adaptar a este novo mundo, a esta nova realidade, a estes novos desafios do pós crise Covid 19, trabalhando em conjunto, e tentando voltar a redescobrir o seu espírito precursor.

E como diria Robert Schuman, "devemos continuar os esforços à medida dos perigos que nos ameaçam, trabalhando conjuntamente em prol do bem comum do nosso continente europeu". E sem medos, porque ao longo de muitas gerações, a Europa foi sempre considerada sinónimo de futuro.

Por isso, e neste contexto, faz ainda mais sentido comemorar o Dia da Europa. Recordamos, pois, que foi há 70 anos, a 9 de maio de 1950, que nasceu a Europa comunitária.

Carta da Europa