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Aprende-se uma profissão contactando com o mundo do trabalho

Proximidade dos formandos dos cursos profissionais com empresas e organizações, que são possíveis empregadoras, facilita a sua integração num estágio profissional e no mercado
18 de Junho de 2021 às 13:35

Os cursos e as escolas de formação profissional são cada vez mais relevantes em Portugal. Estes formandos vão bem preparados para o mercado de trabalho, pois parte da sua aprendizagem é prática e feita em empresa. Ou seguem para o ensino superior, findo o seu curso profissional. De uma ou de outra forma, enriquecem o nosso tecido empresarial e industrial, a sociedade, o País.

Quisemos, no entanto, aferir, em concreto, junto de quem sabe, quais são os benefícios que têm os estudantes que optam pela via profissional para concluir o ensino secundário. Logo, perguntámos aos peritos na matéria. Joaquim Bernardo, presidente do Programa Operacional Capital Humano (PO CH), cujo objetivo é contribuir para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo e para a coesão económica, social e territorial, começa por explicar precisamente o que foi supracitado, recordando que os formandos dos cursos profissionais "aprendem uma profissão, contactando diretamente com o mundo do trabalho, através da formação em contexto de trabalho, ao mesmo tempo que concluem a sua escolaridade". Ao longo do curso, e tendo em conta o tipo de formação que estes proporcionam, de ordem prática, contactam com "entidades e possíveis empregadores, o que facilita a sua integração num estágio profissional ou no mercado de trabalho depois da conclusão do curso". "Estes alunos são acompanhados em todo o processo pelos seus professores, inclusive durante o estágio profissional", esclarece.

O presidente do PO CH acrescenta que o ensino profissional tem "qualidade e é exigente". Realça que é assim que tem de ser, pois "cada vez mais os alunos querem prosseguir a sua formação para o ensino superior". As escolas profissionais, aponta, têm de proporcionar preparação não só para a vertente laboral como também para a científica. "Os alunos do ensino profissional, além de poderem prosseguir estudos para o ensino superior estão ainda aptos a trabalhar logo à saída do 12º ano, com uma certificação profissional reconhecida ao nível europeu, que lhes permite desempenhar a profissão eleita em qualquer país da Comunidade Europeia."

Joaquim Bernardo conta que quem opta pela via de dupla certificação "vê o seu percurso formativo facilitado", por quase não implicar quaisquer custos para os seus alunos e famílias, através dos apoios diretos às deslocações casa e escola, à alimentação, às visitas de estudo ou à compra dos materiais necessários para o desenvolvimento de trabalhos e projetos no âmbito da sua formação.

Salário atrativo

Em relação aos benefícios que têm os estudantes que vão para o ensino profissional para concluir o secundário, Luís Rocha, diretor do CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, dá como exemplo a sua realidade. Para este responsável, a formação profissional no artesanato e património de nível IV e equivalência ao 12º ano tem a mais-valia de ser uma formação "prática e qualificante que permite uma fácil empregabilidade em áreas de trabalho ligadas à cultura, à criatividade e à sustentabilidade, com muita falta de mão de obra qualificada e como tal com remuneração atrativa". Estas atividades alicerçadas em saberes técnicos e produções sustentáveis são atualmente vistas como "património de futuro", constituindo-se como saídas profissionais estimulantes para jovens empreendedores e criativos.

"Concluindo o secundário, os jovens e adultos têm ainda entrada preferencial em alguns cursos superiores, através de protocolos que o CEARTE tem com várias universidades e politécnicos que dão equivalência a várias disciplinas dos cursos", refere Luís Rocha.

Aquisição de competências

Por sua vez, José Luís Presa, presidente da ANESPO – Associação Nacional de Escolas Profissionais, diz que os jovens ficam mais aptos para o mercado de trabalho porque, no percurso de três anos que é a duração dos cursos profissionais, adquirem "competências sociais e humanas essenciais para a sua vida como cidadãos ativos, competências técnicas e tecnológicas essenciais para o exercício de determinada atividade profissional, bem como um conhecimento direto do mundo do trabalho".

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