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“Agora, Braga tem à sua disposição um espaço reinventado”

Mercado Municipal de Braga abre hoje as portas ao público. Local emblemático da cidade passa a conciliar a tradição com iniciativas de caráter social, cultural e económico.
5 de Dezembro de 2020 às 11:37
Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga
Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga
Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga

A cidade de Braga ganhou uma nova centralidade com o renovado mercado municipal, que hoje é inaugurado. Um espaço funcional, eficiente e confortável, que concilia traços de modernidade com a base tradicional e que se assume como uma referência em toda a região. Concretiza-se, deste modo, um objetivo de todos os bracarenses que consideram o mercado um símbolo da cidade, repleto de recordações individuais e coletivas. "Agora, Braga tem à sua disposição um espaço reinventado que promove a criatividade de mãos dadas com a produtividade, em que os setores tradicionais se conjugam com a realização de iniciativas de caráter social, cultural e económico", afirma Ricardo Rio, presidente da câmara municipal bracarense.

O autarca recorda que a Praça vive da relação "entre passado e presente e tornou-se funcional, atrativa e dotada de novas valências". "Tudo isto num ambiente de harmonia e de sustentabilidade, garantindo a ligação a um setor tão importante da nossa economia como é o caso do setor primário."

A nova Praça foi, também, um investimento estratégico para a regeneração urbana de Braga e que resultou num projeto único e transformador de toda a zona envolvente. "Restabelecemos a relação intrínseca entre a cidade e o mercado, melhorámos as condições de funcionalidade, reestruturámos a circulação automóvel e a rede viária em torno do equipamento, de forma a beneficiar a logística e a mobilidade dos utilizadores." Portanto, resume Ricardo Rio: "Transformámos uma estrutura insuficiente e pouco adaptada ao nosso quotidiano para dar lugar a uma Praça adequada à vida moderna, reaproveitando todas as suas potencialidades como espaço indispensável na vida da cidade."

Comerciantes ficam com melhores condições

A intervenção feita no mercado valoriza um espaço utilizado por milhares de bracarenses, trazendo melhores condições para os comerciantes numa perspetiva de modernidade, higiene e segurança, compatíveis com as exigências atuais de uma cidade como Braga. "Esta Praça vai contribuir ainda mais para promover os produtos da região e para a afirmação do mercado como local de animação e divulgação cultural, sem esquecer a sua atratividade turística", explica.

Ricardo Rio relembra que o executivo da Câmara Municipal de Braga assumiu, desde a primeira hora, o compromisso de melhorar a cidade e acredita que a melhor forma de homenagear o seu património histórico, é "garantir a sua utilidade e funcionalidade no presente e no futuro".

Soluções arquitetónicas adaptadas à realidade

A conceção do projeto que se materializa hoje no renovado Mercado Municipal de Braga (MMB) e respetivo espaço envolvente teve a sua origem quando os fundadores da APTO – Arquitetura decidiram aceitar o repto lançado pelo município em 2014, através do lançamento de um Concurso de Ideias. Enquanto arquitetos naturais de Braga foi com orgulho e dedicação que se concentraram neste desafio e desde logo começaram a visitar o MMB, encontrando um cenário que se mostrava desgostoso, mas também inspirador. O desalento nas caras dos comerciantes pelo estado em que o mercado se encontrava rapidamente dava lugar ao brilho nos olhos aquando do relato das memórias dos seus tempos áureos.

Com a pretensão de recuperar essas vivências e aplicá-las ao presente, adotou-se uma abordagem sóbria e respeitadora do edificado existente, para que a adaptação das funções do mercado às novas necessidades e a sua assimilação por parte de comerciantes, clientes e funcionários, bem como a captação de novos públicos, fosse um processo fluido.

Resumidamente, a proposta de reabilitação e ampliação do MMB concentrou-se na resolução de três pontos fulcrais: a otimização da organização funcional, a criação de condições higiossanitárias adequadas e a proteção de todo o espaço contra adversidades atmosféricas.

A nível funcional, o MMB possui as mesmas valências que já tinha, agora acrescidas de uma ala de restauração que, a par da Loja do Mercado localizada na esquina sudeste, encarada como a cara deste renovado equipamento onde poderá encontrar a venda de merchandising ou assistir a sessões de showcooking, será o polo de dinamização cultural desta renovada estrutura. Acrescentou-se também um conjunto de salas polivalentes para pequenas exposições, zonas de reuniões ou formações. Quanto à reorganização funcional, houve como intenções primordiais a concentração, no terrado de toda a atividade de venda ao público, a separação entre circuitos públicos e de serviços, a otimização das cargas e descargas e a dignificação da Praça do Comércio, criando relacionamentos francos entre o edifício e as vias confinantes.

Em relação às condições higiossanitárias, além da separação dos circuitos públicos dos de serviços e de cargas e descargas que se aplica em zonas como peixaria, talhos e restauração, foram aumentadas em número e área as instalações sanitárias, balneários e câmaras frigoríficas disponíveis. Foi criada uma zona de cacifos para comerciantes e os talhos já têm um sistema de roldanas para transporte da carne. Também o tratamento e a recolha de lixos são agora afastados do circuito público.

No que toca à proteção dos seus utentes contra as adversidades atmosféricas, a solução passou por tornar o terrado existente num espaço coberto, tendo-se optado também pela criação de uma nova ala a norte que o encerrasse e lhe conferisse uma maior proteção. Para tal optou-se por uma estrutura em aço que suportasse as vigas não estruturais de sombreamento em madeira, bem como o revestimento de vidro. Esta opção conseguiu reduzir custos e o tempo de obra.