Barra Cofina

Correio da Manhã

Especiais C-Studio
7
Especiais C-Studio
i
C- Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do Universo
É o local onde as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Novo mercado é hoje inaugurado

Mercado Municipal de Braga está agora mais moderno, respondendo aos novos tempos
5 de Dezembro de 2020 às 11:39

Acreditar ser possível o convívio de sucesso entre um mercado tradicional e estruturas médias ou grandes superfícies comerciais, onde cada um há de saber encontrar o seu lugar de forma diferenciada numa sociedade em permanente mudança e com altos níveis de exigência, foi determinante para a decisão de reabilitação do Mercado Municipal de Braga (MMB). Este é, contudo, um longo caminho e um enorme desafio.

Ter presentes as alterações verificadas nos hábitos de compra dos consumidores obrigou a autarquia a adaptar o funcionamento do mercado tradicional às novas necessidades de procura, não apenas para fidelizar clientes, mas também para captar novos segmentos de população.

Começou-se pela reabilitação do edifício, tornando-o mais bonito, moderno, melhorando as condições e o conforto de circulação no seu interior com corredores mais amplos, comerciantes bem instalados e harmoniosamente distribuídos, criando condições ótimas para a venda direta. Também a retaguarda, em áreas técnicas e de refrigeração, foi melhorada para adaptar o seu funcionamento a novas exigências, abrindo espaço para tendências alimentares que no passado não tinham lugar no mercado. Procura-se deste modo uma participação ativa dos operadores, desafiando-os a lançar mão de meios complementares de pagamento, a inovar ao nível dos serviços prestados, a participar, em conjunto com o município, na promoção global do equipamento.

Município mantém a gestão do equipamento

Sem abdicar da gestão municipal, procurou-se impulsionar as mudanças necessárias para consolidar o consumo de produtos frescos, de um leque diversificado e com qualidade, mantendo, em simultâneo, toda a tradição de um equipamento, que, não obstante datar de 1956, tem raízes profundas anteriores em outros locais da cidade.

O município mantém a gestão do equipamento, promove e cria condições para a sua atividade, facilita o giro comercial, permite que os comerciantes se concentrem na atividade, na logística e na prestação de serviços relacionados, sendo que, em conjunto, assumem um destino comum.

Uma ala do edifício é para a restauração

Em paralelo e acompanhando as tendências mais atuais, destinou-se uma ala do edifício, em exclusivo, à zona de restauração, sem que esta opção ponha em causa a finalidade principal de comércio de produtos frescos, aos quais se destinou 80% do equipamento, antes estimulando uma interação que se espera muito profícua de troca de sinergias entre um e outro setor.

Por outro lado, tendo sido construída e equipada uma cozinha em espaço nobre do mercado, será possível a realização de cursos de culinária, apresentação de produtos ou realização de showcookings, o que será passível de conquistar novos públicos.

Apesar de tudo isto, o mercado municipal representa uma função mais vasta do que esta imediata e lógica, resultante de uma ótica meramente económica.

Refira-se, a título meramente exemplificativo, o abastecimento público da população local fornecendo bens de primeira necessidade, da confiança e preferência de uma parte dos consumidores, a facilidade e conforto da compra de uma variedade de produtos num espaço compacto, o que permite ganho de tempo, concentração de pontos de venda semelhantes num mesmo local fomentando a concorrência, mas também, uma capacidade única de gerar efeitos positivos na envolvente.

Voltar às raízes

O objetivo desta reabilitação passa por devolver o protagonismo há muito perdido ao Mercado Municipal de Braga, mantendo todas as suas características e tradição. Neste contexto, recuperou-se a sua designação original. Assim, vai voltar a chamar-se ao local Praça, como ainda por muitos é conhecido, fazendo uma transição pacífica, fluida e natural entre o passado e o futuro.

A autarquia não quer um mercado velho em instalações novas, razão pela qual vai mudar: no horário de funcionamento, de forma a corresponder aos novos horários familiares e aos hábitos das populações mais jovens; na criação de serviços complementares; na qualificação dos operadores; na imagem do equipamento através de uma gestão profissional e próxima; na atração de novos públicos, em resposta ao desafio que lançamos para diversificar a oferta e trazer para a Praça novas tendências da alimentação.

Regeneração e dinamização da Praça do Comércio

O executivo acredita que o espaço vá ter um efeito positivo em toda a zona envolvente à Praça do Comércio e que continuará a regeneração urbana já notória desde o início das obras e que hoje é evidente. Espera igualmente um impacto positivo na dinamização de boas práticas sociais, culturais, ambientais e de segurança alimentar.

Espera uma aposta na tecnologia que possibilite compras à distância com serviços de entrega ao domicílio e serviços de levantamentos em horários diferidos da abertura do equipamento ao público. Acredita ainda numa Praça que recupere as funções de encontro e interação social.

O executivo não investiu apenas na requalificação do edifício da Praça. Investiu na manutenção da atividade comercial através do mercado provisório que permitiu que não se extinguissem os operadores e os hábitos de comprar no MMB. Um investimento de mais de um milhão de euros, em dois anos, nos comerciantes e clientes do mercado provisório, em condições que em muito foram agravadas por causa da pandemia.

Não obstante, o executivo confia no sucesso deste equipamento requalificado, até porque conta com a colaboração e a participação dos comerciantes.