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Unir o passado e o presente num projeto com futuro

A Câmara Municipal de Odivelas resgatou o antigo Mosteiro de Odivelas do abandono e deu-lhe uma nova vida através de um projeto partilhado e integrado com outras instituições.
14 de Maio de 2021 às 12:31
Mosteiro de São Dinis e São Bernardo
Túmulo de D. Dinis
Interior da igreja do Mosteiro de São Dinis e São Bernardo
Mosteiro de São Dinis e São Bernardo
Túmulo de D. Dinis
Interior da igreja do Mosteiro de São Dinis e São Bernardo
Mosteiro de São Dinis e São Bernardo
Túmulo de D. Dinis
Interior da igreja do Mosteiro de São Dinis e São Bernardo

Construído entre 1295 e 1305 por El-Rei D. Dinis, na sua Quinta de Vale de Flores, em Odivelas, o Mosteiro de São Dinis e São Bernardo nunca esteve voltado para a cidade, inicialmente porque estava ligado a ordens religiosas, e depois porque foi ocupado pelo exército que ali instalou um instituto de ensino que funcionou num modelo de internato até 2015. Desde esta data, o edifício foi deixado ao abandono e sem quaisquer perspetivas de utilização futura.

Atenta ao avançar da degradação do valioso património que o mosteiro representa, a Câmara Municipal de Odivelas assumiu o compromisso de dar uma nova vida ao espaço e devolvê-lo à comunidade. "Com o Plano Integrado do Mosteiro, o objetivo é revitalizar o nosso centro histórico de uma forma que eu considero singular", destaca o presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Hugo Martins.

O monumento que durante séculos esteve vedado à população vai-se transformar num polo dinamizador de todo o concelho a nível cultural, artístico, ambiental, desportivo, de lazer, saúde, bem-estar e de desenvolvimento económico, que integra várias instituições. "Teremos um Centro de Ensino e Conhecimento com o Campus do ISCE e do ISCTE, contaremos com o Conservatório de Música, o novo Centro Interpretativo do Mosteiro com um percurso visitável, um auditório para grandes eventos e, claro, o futuro Parque da Cidade", detalha o autarca. 

A requalificação do Mosteiro de Odivelas prevê um investimento de oito milhões de euros. Uma parte será realizada através de investimento direto da autarquia, outra passará pela comparticipação através de fundos comunitários, contando também com o investimento partilhado pelos parceiros neste projeto integrado.

Nova vida no mosteiro

No mosteiro e nos edifícios pertencentes ao Instituto de Odivelas (IO) a câmara municipal instala o Centro Interpretativo do Mosteiro de Odivelas (CIMO), que trabalha na criação de um roteiro museológico das áreas históricas do mosteiro que podem ser visitadas, nomeadamente a igreja e o que resta da primitiva construção em estilo gótico, que sobreviveu ao terramoto de 1755, o túmulo do Rei D. Dinis, a sala do capítulo, a receção, os claustros, a cozinha e o refeitório das monjas bernardas da Ordem de Cister, a sacristia, os laboratórios do IO e o espaço de conservação e restauro. Está a decorrer o estudo do túmulo do Rei D. Dinis, um projeto pioneiro em Portugal e no qual já se investiu mais de 300 mil euros, mas que irá permitir realizar um estudo científico, inédito, aos restos mortais de um monarca. Através do CIMO, a autarquia pretende preservar e valorizar as referências culturais e históricas das pessoas e das instituições que habitaram o mosteiro ao longo de sete séculos de existência.

Os serviços municipais, incluindo os órgãos executivos, passaram a ocupar grande parte do edifício do mosteiro, que abriu as suas portas a outras instituições do concelho, como o ISCE/Instituto Superior de Lisboa e Vale do Tejo, o Conservatório D. Dinis da Associação Cultural D. Dinis (ACDD) e uma residência universitária do ISCTE, que conta com 250 camas. São 250 universitários que passam a viver em Odivelas e que trazem consigo um maior dinamismo à cidade.

Espaços de utilidade pública

O refeitório do mosteiro serve os estudantes do ISCE, do ISCTE e os alunos da Associação Cultural D. Dinis, abrindo-se também à população em geral. A ligação deste edifício aos jardins a poente e ao espaço de esplanada junto ao bar permitirá o contacto com o parque urbano, com os espaços de lazer/recreio e com a zona comercial do centro de Odivelas.

Mais cultura

O atual ginásio do mosteiro dá lugar a um auditório, cuja atividade incidirá na promoção de atividades culturais, fomentando as sinergias entre as várias entidades que estão instaladas no edifício e as restantes instituições e associações existentes no município. Este espaço acolherá várias atividades culturais, como cinema, dança, música, congressos, conferências, festivais, workshops, entre outros.

Arte e espaços verdes

A arte urbana terá presença permanente nos jardins exteriores e interiores do mosteiro – revisitando os vários passados daquele conjunto, na reinterpretação da memória das Meninas de Odivelas ao longo dos séculos e de outros momentos importantes da história deste lugar. Os espaços exteriores junto ao mosteiro terão a água como elemento principal, dada a sua importância na formação deste e de outros mosteiros cistercienses. Nestes espaços coexistirão poços, tanques e percursos de água que ligam os vários espaços.

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