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Oeiras 27 pretende transformar o território

Fazer da cultura o motor de um novo ciclo de desenvolvimento local através de novas centralidades culturais e dinâmicas abrangentes é o objetivo.
7 de Junho de 2021 às 16:39
Jardim Palácio Marquês de Pombal
Quinta Real Caxias
Parque dos Poetas
Jardim Palácio Marquês de Pombal
Quinta Real Caxias
Parque dos Poetas
Jardim Palácio Marquês de Pombal
Quinta Real Caxias
Parque dos Poetas

É sob o pretexto da candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027 que o Município de Oeiras decidiu criar o Oeiras 27, um programa abrangente que vai muito além das vertentes culturais vulgarmente conhecidas, uma vez que propõe transformar o território. O desafio proposto é fazer da Cultura motor de um novo ciclo de desenvolvimento, em ordem à criação da Cidade de Oeiras, não no sentido administrativo do termo, mas sim para fazer de Oeiras um lugar privilegiado de interação cidadã, através de novas centralidades culturais e dinâmicas abrangentes e qualificadoras.


A proposta deste novo ciclo parte de um programa cultural que articula as pré-existências e as perspetivas em curso com o que pretende ser uma visão abrangente, coerente e mobilizadora que terá um ponto alto, em 2027, da concretização de um conjunto de objetivos de desenvolvimento do Município. Nesse ano, pretende-se que Oeiras seja um ecossistema urbano avançado, ancorado nas artes, ciência, tecnologia e inovação; Capital da Poesia e das Culturas de Língua Portuguesa; Capital das Artes e da Criatividade; Capital das Heranças Culturais; Capital das Fortificações Marítimas. Cumulativamente, se Oeiras vencer, será Capital Europeia da Cultura 2027 e seguramente que as dinâmicas criadas terão continuação no tempo e nas interações geradas em termos culturais, económicos, sociais.


O propósito é fazer da Cultura, em Oeiras, um fermento da ação comunitária e territorial neste tempo e lugar do século XXI, para uma urbanidade sustentável e inovadora, tendo por referência as pessoas, numa geografia em rede. Do seu Programa Estratégico fazem parte cinco eixos fundamentais sendo o primeiro deles o Oeiras, Ecossistema Urbano. Propõe-se aqui a implantação de praças em diversos pontos do concelho e que as mesmas sejam elemento central de uma ideia transformadora do espaço urbano, concretizando-se como nós de uma rede de organização do espaço público e privado, das mobilidades viárias, cicláveis e pedonais, agregadoras de uma organização geográfica do território.


As Praças de Oeiras são as âncoras para uma visão integrada da vida das suas comunidades com as múltiplas funções urbanas, articuladas em ordem à qualidade de vida, tendo a atividade e a participação cultural como parâmetro estruturador. Esta visão ecossistémica implica, ao mesmo tempo, um olhar para a sustentabilidade dos recursos, características dos materiais utilizados, equilíbrios entre as dinâmicas construtivas e os espaços naturais, promoção e aprofundamento de interações entre as diversas partes da comunidade oeirense. A promoção das dinâmicas de participação comunitária é elemento de grande relevância neste âmbito.


No eixo 2, Oeiras, Capital da Poesia e das Culturas de Língua Portuguesa – o município desenvolveu um investimento relevante na criação do Parque dos Poetas e do Templo da Poesia, equipamentos únicos a nível nacional e internacional. Estes equipamentos vão ser densificados na sua utilização e programação, em ordem ao cumprimento da missão a que foram destinados – a celebração da poesia.


O objetivo é fazer desta celebração uma marca distintiva do Concelho de Oeiras, através do objetivo de a tornar, pelas diversas ações a programar, Capital da Poesia. Ao mesmo tempo, Oeiras é a casa de um número alargado de etnias, nomeadamente, de Língua Portuguesa, sendo, também, um concelho com dinâmicas reconhecidas no âmbito do livro e da leitura. Celebrar a diversidade das culturas de Língua Portuguesa e partilhar esta diversidade através de iniciativas que a evidenciem no quadro de uma ideia de comunidade plural e coesa, vai promover Oeiras enquanto Capital das Culturas de Língua Portuguesa. Neste eixo, apresentam-se propostas novas e de aproveitamento de equipamentos e dinâmicas existentes, visando valorizá-las e colocá-las num novo plano.



Aposta na criatividade

Oeiras, Capital das Artes e da Criatividade integra o eixo 3. Aqui surgem as artes contemporâneas e, de forma genérica, a criatividade associada a novos projetos de desenvolvimento comunitário, são a alavanca para este eixo de Oeiras 27. Oeiras possui um conjunto de novos projetos construtivos – auditórios, centros culturais - e um conjunto de equipamentos existentes cuja alteração de uso é desejável (edifícios patrimoniais, espaços desativados), que são propiciadores de um salto qualitativo de grande relevância para a sua afirmação no domínio das artes e da criatividade. Oeiras possui condições para estabelecer programas de arte contemporânea competitivos e qualificados no quadro internacional.


Finalmente, Oeiras possui um conjunto de agentes de cultura amadora que é imperativo valorizar e qualificar. Propõe-se medidas que pretendem pontuar, de forma articulada, em diversas partes do território, gerando centralidades de uso local, nacional e internacional.


Estas centralidades serão decisivas na criação de novos olhares – internos e externos – para Oeiras e sobre Oeiras, tornando-a mais cosmopolita, europeia, urbana. Assim, surgirão novos auditórios, museus, festivais, programas comunitários, programas de arte contemporânea, dinâmicas de desenvolvimento económico a partir das artes e de reflexão e formação tendo a cultura como referência, nos seus diferentes domínios. Oeiras, Capital das heranças culturais é o Eixo 4 do programa.


A conservação e reabilitação do edificado e do património móvel, a sua programação e acesso à fruição pública são elemento crítico de uma visão para uma cidade onde as artes, cultura e património desempenham um papel estruturante. Neste domínio, incluem-se, nomeadamente, a documentação e difusão das intervenções no Palácio, Jardim e Quinta do Marquês de Pombal, nas fortificações marítimas, no Convento da Cartuxa, na Quinta Real de Caxias, na Fábrica de Cima da Fábrica da Pólvora de Barcarena, no Castro de Leceia.



Ligação ao mar

Finalmente, o eixo 5 "Oeiras, Capital do Património Marítimo" diz respeito ao facto de Oeiras deter o número mais significativo de fortificações marítimas daquelas que, com as situadas nos Concelhos de Almada e Cascais, são o maior conjunto mundial de fortificações marítimas de defesa.


Neste sentido, propõe-se a musealização da Barra do Tejo, a partir de Oeiras. Pretende-se concretizar este propósito através de um museu polinucleado com sede em Oeiras, na linha de costa. Este museu, desenvolvido com recurso às últimas tecnologias digitais, será, também um programa, que inclui a possibilidade de conhecimento das fortificações a partir da frente de rio, conhecimento da arqueologia, flora e fauna subaquáticas, assim como uma história da linha de costa, com celebração da paisagem natural e construída.


Assim, integrando a história militar, não se limitará à mesma, oferecendo uma visão alargada deste património e do seu contexto e possibilidades. A articulação as dinâmicas a criar com o Aquário Vasco da Gama serão importantes.

Oeiras 2021