Barra Cofina

Correio da Manhã

Especiais C-Studio
3
Especiais C-Studio
i
C- Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do Universo
É o local onde as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Oeiras recebe primeira edição do FIC.A

O festival internacional da ciência deverá receber 40 mil visitantes, dos quais metade serão alunos das escolas locais.
7 de Junho de 2021 às 16:39

A primeira edição do FIC.A - Festival Internacional de Ciência foi apresentado na semana passada e deixou encontro marcado na agenda para os dias 12 a 17 de outubro, nos Jardins do Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras. Este festival, organizado pela Senciência em parceria com a Câmara Municipal de Oeiras e com o Alto Patrocínio da Presidência da República, é, segundo a organização, o primeiro do género em Portugal. O programa inclui "experiências únicas em diversas áreas científicas, artísticas e culturais".


A expetativa é de receber 40 mil visitantes na sua primeira edição, dos quais metade serão alunos das escolas do Município. A estes vão juntar-se ainda espetadores de todo mundo que poderão acompanhar via livestream alguns dos debates, palestras, espetáculos, exposições interativas, workshops e concertos do festival.


O FIC.A pretende dar aos seus visitantes a oportunidade de interagirem com cientistas, artistas e outros profissionais e com equipamentos e materiais que vão desde as áreas da tecnologia, robótica e inteligência virtual, ao ambiente e saúde, passando ainda por campos como a astronomia, o desporto e até a gastronomia, o que permitirá explorar todos os sentidos e relembrar que a ciência está em todo o lado.


O festival vai reunir mais de 100 entidades académicas, científicas, tecnológicas, diplomáticas, governamentais e não-governamentais, num programa que supera as 700 atividades e já soma mais de 100 oradores de cerca de 20 países, da Austrália ao Canadá. Com Alexandre Quintanilha como Embaixador, estão também envolvidos 22 curadores de diferentes áreas de conhecimento, entre os quais Elvira Fortunato, Henrique Leitão, Maria Manuel Mota e ainda o ex-ministro da Educação Nuno Crato.





A dúvida está na base da procura do conhecimento

"Os fanáticos e os ignorantes estão cheios de certezas, enquanto os estudiosos e os qualificados cheios de dúvidas", foi esta a frase, com base numa famosa citação de Bertrand Russell, que o embaixador do evento usou como ponto de partida na sua intervenção durante a apresentação, salientando que "não poderia pensar numa frase mais atual". Relembrando que a dú vida está na base da procura do conhecimento, definiu como linha orientadora cinco grandes desafios atuais e que considera que vão ser "cada vez mais graves nas próximas décadas": o aquecimento global; as doenças zoonóticas, que necessitam de um diálogo mais intenso entre especialistas da saúde humana e de veterinária; as alterações demográficas; as democracias fragilizadas; as teorias da conspiração e fake news.


Na apresentação do festival, foi anunciada a presença de Timothy Caulfield, investigador no campo do direito e ética na saúde e produtor da A User’s Guide to Cheating Death da Netflix; bem como o norte- -americano Thomas Lovejoy, biólogo e ecólogo que dedicou mais de 50 anos a estudar a Amazónia, pai do conceito de "diversidade biológica"; o astronauta português Rui Moura, acompanhado pela tecnologia portuguesa que se encontra nos veículos enviados a Marte, entre outras aplicações desenvolvidas por empresas como o ISQ, InovLabs e ALGA+; e ainda Barry Fitzgerald, investigador e comunicador de ciência que se dedica a explorar a ciência por detrás dos super-heróis. Houve ainda espaço para o espetáculo de ciência "Física Viva", em que o público é convidado a experimentar as mais variadas aplicações da Física - uma breve antevisão do que esperará os visitantes em outubro.



Envolver a ciência na sociedade

Rúben Oliveira, biólogo e diretor científico da Senciência, realça que "o FIC.A vem afirmar a importância de enraizar a ciência na sociedade, na consciência e vida de todos" e que espera que "todos sintam que o evento foi pensado para eles e para cada um, e, sobretudo, para os menos interessados e incluídos".
"Queremos vê-los envolvidos na ciência, mais despertos a estímulos ao conhecimento", refere, acrescentando que foi nesse sentido que foi desenvolvida "uma forte componente artística e cultural, que inclui música, cinema, teatro, literatura, artes digitais e até artes têxteis." Já Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, garantiu não ter dúvidas "sobre o efeito inspirador que o Festival Internacional de Ciência terá no despertar do interesse das novas gerações e na generalização da cultura científica na nossa comunidade".


"Mais do que estimular a curiosidade, estou convencido de que esta celebração vai afirmar a ciência como a atividade cultural relevante que é, aproximando as pessoas da ciência que é feita em Oeiras. Este é um dos investimentos mais significativos que podemos fazer pela sociedade, dando a conhecer o muito que a comunidade científico-tecnológica Oeirense já faz pelo país", concluiu. O FIC.A decorrerá todos os dias das 9h30 às 23h00, com entrada gratuita mediante reserva dos bilhetes na plataforma online. A iniciativa encontra-se inscrita na candidatura do Município de Oeiras a Capital Europeia da Cultura 2027.

Oeiras 2021