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“Atuar na prevenção e promoção da saúde”

Crianças com dor de dentes têm as suas atividades quotidianas afetadas, como comer, dormir e brincar. A dor pode afetar o rendimento escolar e ser razão para faltar à escola.
24 de Agosto de 2021 às 12:32
André Brandão de Almeida é médico dentista e diretor clínico do SOL
André Brandão de Almeida é médico dentista e diretor clínico do SOL
André Brandão de Almeida é médico dentista e diretor clínico do SOL

O Serviço Odontopediátrico de Lisboa (SOL) abriu portas em 2019 com o intuito de minimizar as dificuldades das famílias oferecendo cuidados de saúde oral completamente gratuitos às crianças e adolescentes da cidade de Lisboa. Uma "vontade" expressa do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, que quis complementar o Serviço Nacional de Saúde com uma resposta para os mais novos e "mudar o paradigma na prestação de cuidados de saúde oral", conforme explica André Brandão de Almeida, diretor clínico do SOL.

De que forma o SOL veio contribuir para mudar o paradigma da falta de acesso a cuidados de saúde oral?

Aliando o acesso universal a todas as crianças e jovens independentemente da sua condição económica ou social à prestação de cuidados personalizados e com recurso a equipamentos, tecnologia e recursos muito diferenciados. Posteriormente, a Direção de Saúde, liderada pela Dra. Tânia Matos, implementou a resposta no terreno e, dessa forma, há dois anos que, com o SOL, da Misericórdia de Lisboa, reforça o seu papel de complementaridade face ao SNS, dando resposta a mais um enorme desafio e ajudando milhares de crianças e famílias.

Os cuidados orais na infância são fundamentais, mas as famílias continuam a ter dificuldade em assegurá-los?

O êxito alcançado por programas de atenção precoce em alguns países mostra uma prolongada ausência de doenças orais em crianças que recebem cuidados desde os primeiros meses de vida, confirmando que estas idades são o grupo fundamental para a organização de programas coletivos de promoção da saúde oral. É essa a função primordial do SOL. Atuar na promoção da saúde, prevenção e atendimento precoce, apostando na orientação e motivação da família para a adoção de comportamentos e estilos de vida saudáveis.

E para o futuro, qual é o plano?

Queremos aprofundar a nossa resposta, complementá-la com outras áreas importantes na saúde oral, como a nutrição ou a terapia da fala, e continuar a capacitar a nossa equipa e solidificar o nosso núcleo de investigação e pesquisa para que possamos não só ter melhores práticas clínicas mas também para que possamos partilhar os nossos protocolos e resultados. As doenças orais afetam desproporcionalmente os grupos mais pobres e marginalizados da sociedade. O aumento do consumo de açúcares livres está a causar um aumento na cárie dentária, bem como obesidade e diabetes. O tratamento médico-dentário por si só pode não conseguir resolver esse problema.

Assumindo a saúde oral um papel relevante na qualidade de vida da população, contribuindo para o seu bem-estar físico, mental e social, acreditamos que o SOL constitui uma abordagem inovadora que se traduzirá na obtenção de ganhos em saúde.

Há um limite de tratamentos por utente?

Realizam-se todos os tratamentos que sejam necessários, sem qualquer limite. Se são necessários, serão realizados. Independentemente da condição económica, social, credo, religião, cor, local de nascimento, de quem são filhos, de que clube gostam... nada disso nos interessa. O que nos interessa é que são crianças e o que nos preocupa é se têm problemas ou doenças orais. E se os têm, nós estamos cá para os tratar e ajudar a corrigir comportamentos. A todos. Ninguém pode, nem fica para trás.

Cárie precoce compromete bem-estar

"As doenças orais têm um impacto significativo na qualidade de vida das pessoas quando ficam comprometidas funções tão básicas como mastigação, fala e sorriso, produzindo efeitos significativos na qualidade de vida e com repercussões físicas, psíquicas e sociais", lembra André Brandão de Almeida.

O diretor clínico do SOL dá como exemplo a cárie: "Com o desenvolvimento destas lesões, a criança pode apresentar um quadro de infeção, dor, dificuldade de mastigação, trauma psicológico e perda prematura dos dentes. A falta dos dentes decíduos deve ser evitada, pois são de grande importância para o adequado desenvolvimento e crescimento dos arcos maxilares, organização correta da oclusão e função mastigatória", afirma o médico. "Quando a perda ocorre na região ântero-superior, pode desenvolver deglutição e fonética atípicas, atraso ou aceleração na erupção dos dentes permanentes, dificultar a alimentação e causar problemas ortodônticos, além de afetar psicologicamente a criança", acrescenta. 

A perda precoce de dentes posteriores acarreta ainda a possibilidade de perda de espaço para o dente permanente sucessor. Crianças com dor de dentes têm as suas atividades quotidianas afetadas, como comer, dormir e brincar. Além disso, sabe-se que tal dor pode afetar o rendimento escolar e ser razão para faltar à escola.