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Atriz brasileira Maria Ribeiro lança crónicas em Lisboa

Protagonista da novela 'A Escrava Isaura' lança obra em Portugal.
Lusa 15 de Setembro de 2016 às 08:33
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A atriz no Festival de Berlim, aquando da apresentação do filme 'Tropa de Elite 2'
A atriz no Festival de Berlim, aquando da apresentação do filme 'Tropa de Elite 2' FOTO: Getty Images

O livro de crónicas 'Trinta e Oito e Meio", da brasileira Maria Ribeiro, lançado esta quinta-feira em Lisboa, é um retrato de uma perceção do mundo, do processo de amadurecimento e da aprendizagem da vida. É assim que a atriz, uma das protagonistas da novela 'A Escrava Isaura', que passa na CMTV, comenta a obra que veio apresentar a Portugal.

"Penso que o livro é um retrato de uma perceção do mundo", declarou à Lusa a escritora, documentarista e atriz Maria Ribeiro, uma carioca de 40 anos.

"Trinta e oito e meio" é o primeiro livro da atriz brasileira a ser publicado.

De acordo com Maria Ribeiro, o livro aborda o seu processo de amadurecimento e de como aprendeu a viver, referindo ainda que começou a escrever as crónicas aos 33 anos, grávida do seu segundo filho, e terminou aos 38 anos e meio, daí o nome da obra.

"Acho que até aos trinta anos você vai vivendo. Eu achava tudo muito difícil. Com trinta, fui elaborando tudo o que vivi até então. O livro é o que tenho para ensinar como viver, como se aceitar. Eu tenho um grande público jovem, de 20 anos e tal, que me agradecem e identificam-se (com o que escreve)", referiu ainda Maria Ribeiro.

"Talvez, por ser tão verdadeiro e franco, ilumine algumas pessoas", sublinhou a autora, que também é licenciada em Jornalismo.

O lançamento do livro 'Trinta e Oito e Meio', editado pela Tinta da China, realiza-se esta quinta-feira na Livraria Bertand Picoas e contará com a presença da jornalista e poetisa Matilde Campilho.

Maria Ribeiro, que participou no filme "Tropa de Elite" (1 e 2), declarou que sempre leu muito crónicas e que este é um formato que a encanta, pois "fica entre o jornalismo e a dramaturgia".

"Eu sou atriz, adoro ficção, adoro participar nas histórias dos outros, mas tenho também um enorme prazer também na realidade, sou documentarista. Penso que a crónica tem esse encontro do jornalismo com o formato literário, que tem um recorte mais poético sobre os acontecimentos do quotidiano", acrescentou.

Segundo a autora, o livro - lançado em 2015 no Brasil - é uma coletânea de crónicas escritas para a revista TPM e para jornal O Globo, meios de comunicação brasileiros que Maria Ribeiro colabora regularmente.

Destituição de Dilma é "afronta à democracia"

A atriz acompanha a situação política no Brasil e considera que a  destituição da Presidente Dilma Rousseff foi um ato contra o sistema democrático do país.

"Penso que foi muito triste o que aconteceu, penso que a destituição da Dilma (Rousseff) uma afronta à democracia. Não importa o quão ruim ela era como Presidente, e ela era péssima, mas nós temos regras, nós temos uma Constituição", declarou à Lusa a atriz e também escritora brasileira.

A Presidente Dilma Rousseff perdeu a 31 de agosto o mandato presidencial após de uma votação no Senado (câmara alta parlamentar), em Brasília, num processo que demorou no total nove meses.

 

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