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Deve ser dada a Berardo a "oportuniade de esclarecer" as autoridades, defende Miguel Albuquerque

Presidente do Governo Regional da Madeira Albuquerque lembrou que "não há nenhuma condenação".
Lusa 29 de Junho de 2021 às 18:18
Miguel Albuquerque , presidente do governo regional da Madeira
Miguel Albuquerque , presidente do governo regional da Madeira
O presidente do Governo da Madeira defendeu hoje que deve ser dada ao empresário madeirense Joe Berardo, que foi detido, "oportunidade de esclarecer" os factos constantes do processo, defendendo a importância de haver "serenidade".

"Acho que neste momento tem de ser facultado ao comendador a oportunidade de esclarecer dúvidas relativamente aquilo que está no processo", declarou Miguel Albuquerque aos jornalistas, quando questionado sobre a detenção de Berardo, à margem da visita que efetuou a uma exploração agrícola nos arredores do Funchal.

O empresário Joe Berardo e o seu advogado André Luís Gomes foram hoje detidos no âmbito de uma operação que visou "um grupo económico" que terá lesado vários bancos, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

O chefe do executivo madeirense, de coligação PSD/CDS-PP, argumentou que, "neste momento, há um inquérito a decorrer".

"E espero que seja tudo esclarecido. O meu desejo é que seja tudo esclarecido perante a lei", acrescentou.

Albuquerque lembrou ainda que "não há nenhuma condenação".

"As pessoas vão depor. Num estado de direito é assim: prestam-se esclarecimentos presenciais perante as instâncias judiciais competentes", disse.

Miguel Albuquerque enfatizou ser preciso "aguardar o desenrolar dos processos", porque "o tempo dos processos não é o tempo mediático".

"A tramitação processual obriga a alguma serenidade e reflexão sobre o que se vai passar porque o processo, seja criminal ou civil, é dialético, impõe-se sempre uma razão das duas partes até se descobrir a evidência, que normalmente é a busca da verdade", disse.

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta manhã que fez buscas em Lisboa, Funchal e Sesimbra numa operação que visa "um grupo económico" que terá lesado vários bancos, por suspeita de administração danosa, burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento.

A PJ indicou, em comunicado, que se trata de um grupo "que entre 2006 e 2009 contratou quatro operações de financiamentos com a Caixa Geral de Depósitos, no valor de cerca de 439 milhões de euros", e que terá causado "um prejuízo de quase mil milhões de euros" à Caixa, ao Novo Banco e ao BCP.

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