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Correio da Manhã

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Quarenta e quatro das 64 vítimas já foram identificadas

"Este é o momento certo para fazermos a reforma da floresta", diz António Costa.
22 de Junho de 2017 às 02:31
Bombeiros espanhóis ateiam fogo controlado
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Combate aos incêndios
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Ao quinto dia de combate aos incêndios em Pedrógão Grande (Leiria) e em Góis (Coimbra) os dois dos principais fogos foram dados como dominados.

Depois de ter ceifado a vida a 64 pessoas e provocado mais de 200 feridos, o fogo em Pedrógão Grande, foi dado como dominado desde a tarde de quarta-feira, anunciou o comandante operacional da Proteção Civil Vítor Vaz Pinto.

Depois de já ter tido cinco frentes ativas, o incêndio em Góis, no distrito de Coimbra, foi dado como dominado esta quinta-feira às 7h41, informou o comandante operacional, Carlos Tavares.

Os sinais da reconstrução do que foi destruído pelas chamas começam a surgir. Na Estada Nacional 236-1, onde morreram 47 pessoas, trabalhadores e máquinas começaram na quarta-feira a proceder à remoção e substituição do alcatrão, fazendo-se a circulação automóvel de forma alternada.

20h55 - O fundo de apoio à revitalização das áreas afetadas pelos incêndios nos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, hoje aprovado, irá agregar verbas públicas e doações privadas, disse à Lusa fonte do Governo. A mesma fonte esclareceu que o fundo irá agregar "dinheiros públicos e pretende também agregar outros fundos privados, como por exemplo contas solidárias ou donativos em bens e espécies, que depois serão utilizados na reconstrução e no equipamento de casas".

20h40- O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, manifestou esta quinta-feira o seu desagrado pelo facto de o comando operacional da Proteção Civil ter saído da zona industrial da vila e ter sido levado para Ansião. "Foi retirado o posto de comando de Pedrógão [Grande]. Depois nem o levaram para Figueiró [dos Vinhos] nem para Castanheira [Pera]. Levaram precisamente para Ansião, a 40 quilómetros daqui o que é horrível", afirmou à agência Lusa. Valdemar Alves disse ainda que não lhe foi dada qualquer justificação e adiantou que a única coisa que ouviu dizer ao comandante operacional da Proteção Civil que estava no terreno naquele dia, foi que o posto do comando iria para junto do mercado.

20h36 - Voluntários trabalham sem parar para dar de comer e beber a mais de mil bombeiros em Góis.

20h25 -  A reunião da bancada do PSD decorreu esta quinta-feira num tom emotivo e de indignação, com alguns deputados a acusarem o Governo de fazer uma gestão política da tragédia de Pedrógão Grande, enquanto a oposição tem mantido o recato. De acordo com relatos feitos à Lusa por deputados presentes na reunião, o tom geral foi de crítica ao Governo: "Não se admite que o PSD esteja em recato e que o Governo esteja a fazer política", resumiu um dos deputados presentes.

19h41- O Ministério da Agricultura informou estar a coordenar a distribuição de alimentos para os animais das zonas afetadas pelos incêndios nos concelhos de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra e Pedrogão Grande. A Companhia das Lezírias e a CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal disponibilizaram 60 toneladas de fardos de palha e feno, enquanto a IACA - Associação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais disponibilizou 50 toneladas de alimentos compostos, fornecidos por 16 empresas associadas, alimentos que se destinam a animais de produção e também a animais de companhia.

18h59 -  A Proteção Civil vai reduzir esta quinta-feira à noite o número de operacionais envolvidos no combate ao incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande no sábado e que foi dominado na tarde de quarta-feira, informou o comandante operacional António Ribeiro. Num 'briefing' no posto de comando instalado em Avelar, no concelho de Ansião (distrito de Leiria), perto das 18h00, o responsável referiu que o número de meios a retirar do terreno ainda não está definido, mas admitiu que a diminuição possa ser de cerca de 50%.

18h34 - O CDS-PP anunciou que vai enviar esta quinta-feira 25 perguntas a António Costa sobre a tragédia de Pedrógão Grande, salientando que "de um primeiro-ministro esperam-se respostas, não se esperam perguntas". O CDS-PP questiona, por exemplo, quem deu o primeiro alerta para o incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, e que causou pelo menos 64 mortos, qual a causa ou causas do incêndio ou se o sistema de comunicações SIRESP falhou ou não. A presidente do CDS-PP questiona ainda o primeiro-ministro se concorda com a ministra da Administração Interna de que "não há prova de ter havido qualquer falha na resposta do Estado", se mantém a confiança em Constança Urbano de Sousa e se "assume que houve descoordenação política".

18h25 - As autópsias às 64 vítimas dos incêndios que atingiram a região Centro desde sábado foram concluídas em 48 horas e já foi possível identificar 44 delas, anunciou esta quinta-feira o gabinete da ministra da Justiça. Em comunicado, a mesma fonte refere que o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciência Forense (INMLCF) emitiu os certificados de óbito relativos aos 44 corpos, permitindo o seu levantamento pelas famílias.

18h22 - O presidente da Câmara de Castanheira de Pera estima que o incêndio que lavra desde sábado tenha afetado "cerca de 75% da área florestal" do concelho e que arderam, pelo menos, 64 casas. Segundo admitiu à agência Lusa o socialista Fernando Lopes, em consequência do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande e alastrou ao município de Castanheira de Pera, "ardeu cerca de 75% da área florestal" do concelho, correspondente a uma área na ordem dos 4.800 hectares. O autarca contabilizou ainda que as chamas tenham consumido, pelo menos, 64 casas, além de residências de segunda habitação.

17h52 - 
O PSD perguntou esta quinta-feira ao Governo por que motivo demorou dez horas o internamento de um bombeiro ferido no combate aos incêndios em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, no sábado. "O que justificou que um bombeiro ferido desde cerca das 20h00 tenha sido sujeito a uma espera de dez horas até chegar a um hospital?" é a pergunta que o PSD dirige ao Governo. No texto, os deputados, que estiveram nos últimos dias na região, recordam que o bombeiro de Castanheira de Pera Rui Rosinha esteve envolvido no acidente em que morreu outro bombeiro, Gonçalo Conceição. 

17h20 -
O líder parlamentar do PS, Carlos César, comunicou esta quinta-feira formalmente ao seu homólogo social-democrata, Luís Montenegro, a concordância dos socialistas com a proposta de criação de uma comissão técnica independente referente ao incêndio de Pedrógão Grande.

16h55 - O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta quinta-feira que todos os mecanismos de apoio estão ativados e disponíveis nos concelhos de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, os mais afetados pelos incêndios dos últimos dias. "Todos os mecanismos de apoio do Ministério do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), do Ministério do Planeamento, do Ministério da Agricultura e ainda o Fundo de Emergência Municipal estão ativados e disponíveis", disse António Costa durante a conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros. O primeiro-ministro afirmou que é prioritário reconstruir os concelhos mais afetados pelo fogo.

16h50 - A ministra da Justiça apresentou hoje no parlamento um diploma que alarga a aplicação da pena relativamente indeterminada aos agentes do crime de incêndio florestal e prevê a obrigação de permanência na habitação, com fiscalização por vigilância eletrónica. Estas alterações em matéria de regime sancionatório de agentes da prática de crime de incêndio florestal constam do diploma que contemplam também alterações ao Código Penal, Código da Execução das Penas e Medidas Privativas da Liberdade, Lei da Vigilância Eletrónica e Lei da Organização do Sistema Judiciário.

16h40 -  O incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande destruiu totalmente cerca de 20 habitações e afetou uma centena de postos de trabalhos, segundo os prejuízos provisórios avançados hoje pelo Governo.

16h15 - A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem em Pedrógão Grande uma equipa operacional para acudir a necessidades imediatas da população dos três concelhos mais afetados pelo incêndio que lavrou naquela zona durante cinco dias.Entre as necessidades sentidas pela população afetada pelo incêndio contam-se ventoinhas para fazer face às temperaturas elevadas, frigoríficos ou dezenas de lonas necessárias para substituir os telhados destruídos pelo fogo.

15h56 - O presidente do PS criticou hoje o agendamento pelo PSD de um debate para a próxima semana sobre questões inquietantes que resultaram do incêndio de Pedrógão Grande, advertindo que os socialistas não estão para brigas entre partidos.

15h26 - A procuradora-geral da República (PGR), Joana Marques Vidal, afirmou que o Ministério Público está, desde o início, "no teatro de operações" para investigar as causas do incêndio que começou em Pedrógão Grande no sábado, no distrito de Leiria.

"O Ministério Público (MP) esteve presente, no teatro das operações, desde o início na perspetiva de exercer com rapidez as suas competências. Todos os elementos da Polícia Judiciária, Instituto de Medicina Legal e demais instituições presentes tinham contacto, direto, com os magistrados do MP que estiveram, aliás, desde domingo e segunda-feira, não só contactáveis como mesmo presentes em alguns desses sítios", disse Joana Marques Vidal à margem VII Congresso dos Solicitadores e dos Agentes de Execução que decorre ate sábado, em Viana do Castelo.

A procuradora-geral da República adiantou que o inquérito crime, em segredo de justiça, "foi levantado nos primeiros momentos em que o fogo deflagrou e que houve conhecimento de que havia vítimas mortais e danos" e que "irá investigar tudo aquilo que for necessário ser investigado"

"Nunca se pode arredar a necessidade de investigação em toda a sua vertente, designadamente a possibilidade de existir indício criminal, ou não", sustentou.

15h24 - Mais de 600 militares do Exército apoiados por 149 viaturas foram desde sábado empenhados no apoio à Proteção Civil para o combate aos incêndios, segundo um balanço hoje divulgado.

"Até ao momento, o Exército já empenhou 641 militares e 149 viaturas" no dispositivo de apoio ao combate aos incêndios, nos concelhos de Vila Real, Viseu, Góis e Pedrógão Grande, indica um balanço hoje divulgado pelo ramo.


14h43 - O relatório preliminar dos estragos provocados pelo incêndio de Pedrógão Grande em habitações, na floresta e terrenos agrícolas deverá estar concluído no sábado, garante o presidente da autarquia local.

"Vamos fazer um levantamento até sábado, para se criar um relatório preliminar, para depois elaborar para a semana, princípio da próxima semana, o relatório final", afirmou Valdemar Alves.

14h41 - Houve um reacendimento do fogo em Louriceira, mesmo junto a uma zona habitacional e foram os moradores, munidos com mangueiras, que foram evitando que o fogo se propagasse. O incêndio desta zona já tinha sido declarado como extinto esta quarta-feira à noite.

14h39 - O secretário de Estado da Administração Interna disse que o incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande pode ser dado como extinto na sexta-feira ou no sábado, também com a ajuda das condições climatéricas favoráveis.

"Neste momento, estamos só num ponto de vigilância. Já não há chamas rigorosamente nenhumas. Temos temperaturas que no máximo atingirão os 25 graus, um índice de humidade relativa de 50% e vamos ter uma temperatura noturna que rondará os 18 graus", explicou o governante.

14h38 - O Santuário Nossa Senhora de Fátima-Maria Medianeira, em Paris, vai celebrar no domingo uma missa pelas vítimas dos incêndios que deflagraram em Pedrógão Grande e vai fazer uma recolha de fundos até ao final do mês.

De acordo com o padre Nuno Aurélio, reitor do santuário, a iniciativa "procura unir os portugueses em Paris e região parisiense" na sequência da "situação de horror e grande sofrimento dos seus compatriotas, com dois gestos de proximidade".

"A iniciativa serve para manifestar a nossa união ao sofrimento dos portugueses atingidos por este flagelo e para mostrar que estamos sensíveis aos nossos compatriotas, apesar da distância", afirmou, acrescentando que o embaixador e o cônsul-geral adjunto de Portugal em Paris vão estar presentes.

14h26 - Deputados da comissão de Defesa Nacional deslocam-se na sexta-feira à região mais afetada pelos incêndios florestais para conhecer as missões que os militares estão a desempenhar no local, no apoio ao dispositivo de combate aos fogos.

Os deputados pretendem "recolher informação" sobre as preocupações que os militares empenhados na operação possam ter e "manifestar apoio institucional", disse à Lusa o deputado Marco António Costa, presidente da comissão de Defesa Nacional. 

13h55 - O secretário de Estado da Administração, Jorge Gomes, disse em Avelar que todas as pessoas que foram deslocadas nos dois últimos dias em Góis, devido ao incêndio florestal que deflagrou no sábado, já estão nas suas casas.

"Em Góis, todas as pessoas que foram deslocadas ao longo dos dois últimos dias já estão nas suas próprias casas, o que é motivo de satisfação, não só para as pessoas, como para as comunidades e para nós próprios", afirmou o governante.

13h49 - O líder parlamentar do PSD anunciou que o partido vai realizar na próxima quinta-feira um debate político sobre as questões "que apoquentam, inquietam e intrigam" os portugueses na tragédia de Pedrógão Grande.

No final da reunião do grupo parlamentar social-democrata, Luís Montenegro referiu que o PSD vai utilizar o seu agendamento potestativo (direito de fixar a ordem do dia) de dia 29 para abordar a questão dos incêndios do passado fim de semana, considerando que o tema "merece um tratamento sério, mas que não pode deixar de ser feito em sede parlamentar".

"Nós entendemos dar voz às pessoas. Quero comunicar-vos que, na próxima quinta-feira, dia 29, o agendamento potestativo do PSD será preenchido com um debate político para podermos suscitar as questões que apoquentam, que inquietam, que intrigam todos os portugueses", disse.

13h15 - As seguradoras criaram um fundo especial de 2,5 milhões de euros para apoio extraordinário aos familiares dos pelo menos 64 mortos do incêndio de Pedrógão Grande, distrito de Leiria.

"Os termos, eventuais limites e critérios de atribuição das compensações ao abrigo do fundo especial, estão ainda em estudo e serão em breve divulgados", informou a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), em comunicado.

13h13 - A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande alertou esta quinta-feira a população para a vaga de assaltos nas aldeias evacuadas devido ao incêndio que lavrou no concelho e pediu atenção ao surgimento de falsos técnicos de apoio.

"Quero lançar um alerta para a nossa população por causa de duas situações que estão a acontecer: uma delas foi inicial, em que as pessoas foram retiradas das suas aldeias e houve grupos que sabiam que as aldeias tinham sido evacuadas e assaltaram essas casas", disse à agência Lusa o presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Carlos David.

Ao mesmo tempo, chegou ao conhecimento deste responsável "que existem falsos técnicos no terreno, identificados como voluntários, e que querem entrar dentro das casas das pessoas para ajudar e depois assaltam-nas".

13h10 - Apenas 1% dos 200 mil hectares geridos pela indústria papeleira ardeu nos últimos dez anos, segundo um representante do setor, que atribui este resultado à boa gestão e proteção da área florestal.

"Na última década, em média, apenas 1% da área sob gestão das associadas [da entidade que representa o setor, CELPA] ardeu, o que significa que boas práticas de gestão florestal têm resultado efetivo", disse o diretor da Celpa - Associação da Indústria Papeleira, Carlos Amaral Vieira.

Em 2015, último ano em que existem dados definitivos, dos mais de 200 mil hectares geridos, apenas 0,4% ou cerca de 750 hectares, arderam, o que, referiu à agência Lusa, "reforça a evidência de que uma floresta bem gerida é menos vulnerável ao risco de incêndios".

13h07 - O comandante operacional do combate ao incêndio de Góis garantiu hoje que já não há focos de fogo no perímetro controlado pelos bombeiros, mas alertou para eventuais reacendimentos devido à subida de temperatura e ventos fortes.

"Não temos chama no perímetro do incêndio (...), mas não podemos baixar a guarda" disse Carlos Tavares junto ao posto de comando do incêndio, em Góis.

O comandante operacional manifestou preocupação com a "forte possibilidade" de haver reacendimentos em diversas zonas dos 20 mil hectares que foram afetados pelas chamas nos últimos três dias nos concelhos de Góis, Pampilhosa da Serra e Arganil.

"Vamos manter vigilância apertada, porque, com o vento forte e a subida de temperatura, estão criadas condições para que incêndio seja reativado em algumas zonas", disse Carlos Tavares.

12h34 - O primeiro-ministro António Costa falou, esta quinta-feira, durante a reunião do Conselho de ministros, sobre os incêndios que assolam o centro do país. Em declarações aos jornalistas, Costa garantiu que o Governo criou um fundo de apoio aos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos. 

O primeiro-ministro garante que o levantamento das necessidades das populações afetadas vai estar concluído até ao final da próxima semana e que vai aguardar por respostas da Proteção Civil para saber o que falhou. 

"É essencial apurar cabalmente tudo o que aconteceu", disse, adiantando que a prioridade passa, agora, por ajudar as famílias das vítimas e as empresas que ficaram incapacitadas de laborar, bem como reconstruir as zonas fustigadas pelas chamas.

"Este é o momento certo para fazermos a reforma da floresta", diz António Costa, que quer fazer um "trabalho profundo de reordenamento da floresta", mas adianta que tal não será possível fazer "num mês". Novas propostas de lei neste sentido serão debatidas no Parlamento, garante o primeiro-ministro, que deixou um voto de pesar às vítimas e de agradecimento a quem tem ajudado a combater os incêndios.

12h13 - A Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande alertou para "informações falsas" que estão a circular relativas a donativos monetários e à doação de bens, sugerindo que quem quiser ajudar contacte diretamente a instituição.

"Uma vez que estão a circular informações falsas acerca da nossa disponibilidade para aceitar bens e voluntários, vimos por este meio esclarecer que a Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande continua a aceitar toda a ajuda possível", indica a instituição, numa publicação na rede social 'Facebook'.

Contudo, existem "pessoas fazendo-se passar por funcionários da instituição, aceitando bens, bens esses que não" estão a chegar à Santa Casa, realça, pedindo aos interessados em ajudar que entreguem os bens a "colaboradoras devidamente identificadas", isto é, com farda ou que circulam na carrinha desta entidade.

11h25 - O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu em Bruxelas a necessidade de uma comissão técnica independente começar a trabalhar "tão depressa quanto possível" para dar "todas as explicações" aos portugueses sobre a tragédia de Pedrógão Grande.

"As explicações são ainda incompletas e vai ser importante que todas as explicações sejam mesmo dadas. E todas significa que é preciso que uma instância que seja constituída por peritos, técnicos com independência sobre a administração possam elencar todas as questões que são relevantes", declarou.

Por outro lado, prosseguiu o presidente dos sociais-democratas, "procurar responder de modo a que os portugueses saibam exatamente o que é que se passou e o que é que motivou que a tragédia tivesse acabado por adquirir a dimensão que adquiriu".

11h20 - A Câmara de Pedrógão Grande está a realizar, até ao próximo domingo, um inventário das habitações afetadas pelo incêndio que lavrou no concelho e que já está dominado, anunciou a autarquia.

Num edital afixado em vários locais públicos do concelho, o presidente do município de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, informa que a autarquia vai, com "equipas no terreno", proceder à "inventariação de habitações permanentes/habitadas afetadas pelos incêndios".

Segundo o responsável, os proprietários devem "identificar o artigo matricial urbano ou registo da conservatória [e apresentar] documentos de identificação dos proprietários e seguro de casa, caso exista".

"Será ainda realizado o inventário de habitações não ocupadas e de anexos/armazéns agrícolas e florestais, sem a necessidade de inventariação" até domingo, acrescenta Valdemar Alves.

O autarca sugere que, em caso de dúvidas, os munícipes contactem o vereador Bruno Gomes através do telefone 964 184 362.

11h04 - A utilização de meios aéreos no combate ao incêndio de Góis está suspensa devido ao nevoeiro, devendo ser retomada "logo que as condições climatéricas o permitam", revelou esta manhã o comandante operacional, Carlos Tavares.

O fogo que desde sábado lavra em Góis, no distrito de Coimbra, foi dado como dominado hoje, às 07h41, estando a decorrer uma fase de "consolidação de rescaldo".

"É um trabalho que tem que ser feito com muito cuidado, para evitar reacendimentos", explica Carlos Tavares, adiantando que "logo que possível" regressarão ao palco de operações os quatro aviões e dois helicópteros que têm sido vitais no combate às chamas.

10h53 - O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, enviou uma mensagem de "pesar e solidariedade" ao Governo português.

"Às famílias enlutadas", Nyusi endereçou "profundo pesar e solidariedade", anunciou hoje o executivo, numa nota publicada no portal do Governo moçambicano na Internet.

Após tomar conhecimento da situação, o chefe de Estado diz ter ficado "bastante comovido, dado que as vítimas não tiveram alternativas para procurar abrigo".

"Testemunhamos com grande admiração o empenho do Governo português o corajoso e incansável trabalho de todas as equipas e autoridades de proteção civil", acrescentou a mensagem.

10h30 - A noite entre quarta-feira e hoje foi de acalmia na zona afetada pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, mas é difícil prever a extinção do fogo, disse esta manhã o comandante operacional responsável pelas operações, António Ribeiro.

"É difícil prever a extinção, este é um trabalho continuado. As causas dos reacendimentos são várias", afirmou António Ribeiro no primeiro 'briefing' do dia, efetuado perto das 10h00 no posto de comando instalado em Avelar, no concelho de Ansião, distrito de Leiria.

O comandante operacional da Proteção Civil sublinhou que durante a noite houve condições meteorológicas favoráveis que permitiram a realização de trabalhos de consolidação do perímetro afetado.

"De momento, o incêndio está perfeitamente consolidado ao perímetro que tem. Há algumas bolsas com alguma dimensão que não arderam, mas com todo o trabalho feito desde ontem [quarta-feira] e noite, estamos a eliminar esses pontos quentes", explicou.

António Ribeiro adiantou que essas bolsas dentro do perímetro do teatro de operação têm "áreas significativas, entre os 20 e os 50 hectares, que não arderam".

"Continuamos a contar, sempre que necessário, com os meios aéreos", disse.

10h02 - O período crítico do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios, que prevê diversas medidas e ações de planeamento e intervenção para proteção das florestas contra os fogos, começa esta quinta-feira e prolonga-se até setembro.

Segundo uma portaria hoje publicada em Diário da República, a antecipação do período crítico, que deveria começar a 01 de julho, deve-se à previsão de "condições meteorológicas adversas de temperatura, que determinam o aumento do nível de perigosidade para alerta vermelho e laranja no território continental" e aumentam o nível de risco de ocorrência de incêndios florestais.

Durante o período crítico, definido entre hoje e o dia 30 de setembro, "estão vedados certos comportamentos e procedimentos que configuram de per si um risco acrescido para a ocorrência de tais incêndios" nos espaços florestais e agrícolas, entre os quais fumar e fazer lume ou fogueira, fazer queimadas, lançar foguetes e balões de mecha acesa.



09h37 - 1200 operacionais continuam no terreno a combater o fogo, apoiados por 400 viaturas. 

06h49 - Os concelhos de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e Góis, em Coimbra estão em risco 'elevado' de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com informação disponível na página do IPMA da Internet, os concelhos de Pedrógão Grande e Castanheira de Pera (afetados por um incêndio que causou 64 mortos), no distrito de Leiria, e Góis, em Coimbra, estão hoje em risco 'elevado' de incêndio.

Também hoje em risco 'elevado' de incêndio estão os concelhos de Alvaiázere e Figueiró dos Vinhos, em Leiria, e Pampilhosa da Serra, em Coimbra.

06h35 - A Estrada Nacional 2 e a Estrada Municipal 543, ambas no concelho de Góis (Coimbra), onde deflagrou no sábado um incêndio, foram reabertas durante a madrugada de hoje, disse à agência Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).

"Não há estradas cortadas devido a incêndios", afirmou a fonte da GNR, fazendo um ponto de situação a nível nacional.

Depois de já ter tido cinco frentes ativas, o incêndio em Góis, no distrito de Coimbra, que deflagrou na tarde de sábado, encontrava-se na madrugada de hoje apenas com uma frente ativa, com 400 metros de extensão, disse o comandante operacional Carlos Luís Tavares.

De acordo com a informação divulgada na página na Internet da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), o fogo em Góis mobilizava, às 06h30 de hoje, 1.200 bombeiros e 428 meios terrestres.

Além das estradas em Góis, a Estrada Municipal 543, na localidade de Ervedosa, no concelho de Vinhais, em Bragança, foi reaberta ao trânsito, após ter sido cortada por causa dos fogos.

Segundo informação da Proteção Civil, o incêndio em Ervedosa, que deflagrou pelas 20h30 de quarta-feira, estava hoje de manhã em conclusão (incêndio extinto, com pequenos focos de combustão dentro do perímetro do incêndio), mobilizando 14 bombeiros e quatro meios terrestres.

04h58 - Os principais incêndios florestais que lavram nos concelhos de Góis (Coimbra) e de Pedrógão Grande (Leiria) estavam a ser combatidos, às 04h30 de hoje, por mais de 2.400 operacionais, apoiados por 862 meios terrestres, segundo a Proteção Civil.

Em curso desde as 15h00 de sábado, o incêndio em Góis, no distrito de Coimbra, mobilizava, àquela hora, 1.195 efetivos e 427 viaturas.

Já em estado de resolução (incêndio sem perigo de propagação para além do perímetro já atingido), o fogo em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, estava a ser combatido, à mesma hora, por 1.214 operacionais, apoiados por 435 veículos.

O incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande e foi dado como dominado na tarde de quarta-feira, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos.

Este incêndio já consumiu cerca de 30.000 hectares de floresta, de acordo com dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.

Às 04h30 de hoje, a página na internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) assinalava dez incêndios ativos, dos quais três em curso, um em resolução e seis em conclusão, que mobilizavam um total de 2.746 operacionais e 973 meios terrestres.

04h46 - As temperaturas diminuíram e a humidade relativa subiu significativamente na região Centro do país, o que proporciona "melhores condições" para combater os incêndios em Góis e em Pedrógão Grande, disse hoje à Lusa a meteorologista Madalena Rodrigues.

A técnica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse que a situação meteorológica está "muito mais tranquila, com menos instabilidade", referindo que "as temperaturas desceram e a humidade relativa subiu".

"Na região onde estão a decorrer alguns incêndios, estamos com humidade entre os 90 e os 100%. Durante a tarde de hoje, essa humidade vai diminuir entre os 50 e os 70%", avançou a meteorologista do IPMA.

Ministra não se demite
Na quarta-feira à noite, a ministra da Administração Interna admitiu a possibilidade de instaurar um inquérito ao incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, mas para tal necessita de obter todos os dados sobre aquilo que se passou.

"É algo que não estou a excluir neste momento. Preciso de ter dados sobre a atuação da GNR e da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e de ter indícios que me permitam fazer um inquérito", disse Constança Urbana de Sousa, em entrevista à RTP3.

A ministra da Administração Interna disse ainda que não se vai demitir do cargo, enquanto tiver a confiança do primeiro-ministro.

"Era mais fácil demitir-me, mas optei por dar a cara", afirmou.

Góis Coimbra acidentes e desastres Carlos Tavares
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