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Já imaginou o futebol sem fora de jogo?

Esta é uma das alterações às regras propostas pela FIFA. Conheça outras sugestões.
José Carlos Marques 19 de Janeiro de 2017 às 10:38
Van Basten é hoje responsável pelas áreas de inovação e tecnologia da FIFA
Van Basten é hoje responsável pelas áreas de inovação e tecnologia da FIFA
Van Basten é hoje responsável pelas áreas de inovação e tecnologia da FIFA
Marco Van Basten foi um dos melhores avançados de todos os tempos, hoje é diretor técnico da FIFA e tem nas mãos a pasta da inovação e tecnologia. Numa entrevista ao jornal alemão Sport Bild, o holandês revelou as suas propostas para a mudança de regras no futebol, algo que, a concretizar-se, vai mudar completamente o jogo. Eis as sugestões mais radicais:

- Acabar com a regra do fora de jogo. Van Basten diz que há jogos que "mais parecem andebol, com nove jogadores mais o guarda-redes encostados à área, como uma parede".

- Substituir os cartões amarelos por expulsões temporárias, em que o jogador castigado sai de jogo por 5 ou 10 minutos, voltando depois ao jogo. "Isso assustaria as equipas. É difícil jogarem 10 contra 22, quanto mais 9 ou 8, explica Van Basten ao Bild.

- Um novo sistema de desempate, em vez dos prolongamento ou penáltis. À semelhança do hóquei em patins, haveria livres em que o avançado corre de uma distância de 25 metros para tentar fintar o guarda-redes e fazer golo.

- Proibir todos os jogadores de falar com árbitro, à exceção dos capitães de equipa.

- Estabelecer um limite de cinco faltas por jogador, ao fim dos quais o infrator tem de sair do jogo por 10 minutos

- Reduzir o número de jogos por equipa. Van Basten aponta para um  limite máximo de 50 jogos oficiais por temporada.

- Alargar o número de substituições. A FIFA propõe que possam haver mais uma ou duas alterações em caso de prolongamento.

- Parar o relógio sempre que o jogo estiver interrompido nos últimos 10 minutos. "Quanto mais demora uma substituição, a execução de um livre ou o tratamento de um jogador lesionado, mais tempo de jogo se perde. Por isso discutimos que os último dez minutos sejam um tempo de jogo efetivo", diz Van Basten. A regra aproximaria o futebol do basquetebol, em que o relógio pára sempre que o jogo é interrompido.




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