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Londres2012: Viúvas de Munique apelam a protesto

As viúvas de um atleta e de um treinador israelitas, assassinados nos Jogos Olímpicos de Munique de 1972, pediram esta quarta-feira aos espectadores, que estarão presentes na cerimónia de abertura de Londres 2012, para cumprirem um protesto silencioso.
25 de Julho de 2012 às 20:19
Segundo Ankie Spitzer e Ilana Romano, os maridos "foram para os Jogos com sonhos e voltaram a casa dentro de caixões"
Segundo Ankie Spitzer e Ilana Romano, os maridos 'foram para os Jogos com sonhos e voltaram a casa dentro de caixões' FOTO: Damir Sagolj / Reuters

Ankie Spitzer e Ilana Romano viram negada a sua petição para a realização de um minuto de silêncio em memória das 11 vítimas do sequestro sangrento de Munique há 40 anos, pelo Comité Olímpico Internacional (COI). Esta quarta-feira, apelaram ao público para se erguer em silêncio, enquanto o presidente Jacques Rogge estiver a discursar.

"Eles não eram turistas acidentais. Foram para os Jogos com sonhos e voltaram a casa dentro de caixões", disse Ankie Spitzer, viúva de Andrei Spitzer, treinador da equipa israelita de esgrima.

Ankie Spitzer - que tem sido a porta-voz pela sua causa e pela de Ilana Romano, viúva do halterofilista Yossef Romano - referiu que as 11 vítimas, assassinadas a 5 de Setembro de 1972, no sequestro de atletas e treinadores israelitas, por membros da organização palestiniana "Setembro Negro", eram provenientes do país e religião errados.

Numa conferência de imprensa no final de uma reunião da comissão executiva do COI que decorreu no sábado, Jacques Rogge repetiu a sua oposição: "Consideramos que podemos prestar homenagem aos atletas num outro contexto".

"A cerimónia de abertura não tem uma atmosfera adequada a comemorações deste tipo", acrescentou o presidente.

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