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Artistas reagem à morte de Madalena Iglésias

Cantora morreu esta terça-feira em Barcelona. Tinha 78 anos.
Lusa 16 de Janeiro de 2018 às 10:26
Madalena Iglésias
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O cantor e compositor Tozé Brito lamentou esta terça-feira a morte de Madalena Iglésias, aos 78 anos, considerando que marcou uma época e é um nome de referência na música portuguesa.

"É um nome de referência da música portuguesa. É inevitável não falar da Madalena Iglésias, quando se fala da história da música portuguesa. Nesse sentido, tenho muito respeito por ela e imensa pena da sua morte", disse.

Em declarações à agência Lusa, Tozé Brito, que não trabalhou nem escreveu nada para Madalena Iglésias, disse ter acompanhado "aquela geração", que incluía nomes como Simone de Oliveira e António Calvário, entre outros.

"Havia três ou quatro nomes que marcaram aquela época da música portuguesa, principalmente a Simone que foi 'rival' da Madalena Iglésias. Elas competiam por um lugar de rainhas da música portuguesa, de primeira dama na música portuguesa", salientou.

Tozé Brito disse ainda que Madalena Iglésias "foi uma grande senhora, uma mulher com comportamento exemplar, lindíssima, com muito boa presença em palco e que um ídolo da televisão".

Cantora ficará para a história da música portuguesa, diz Simone
A cantora Simone de Oliveira lamentou hoje a morte de Madalena Iglésias, considerando que ficará para sempre ligada à história da música portuguesa com "Ele e Ela", com o qual venceu o Festival da Canção.

"Tenho muito pena, é um grande desgosto. Foi uma pessoa com quem eu convivi, apesar das rivalidades à época. Já não a via há muitos anos, desde que a convidei para vir ao espetáculo dos meus 50 anos de carreira no Coliseu", adiantou.

Simone de Oliveira lembrou que há 30 anos, na década de 1960, existia um quarteto: a Simone, o António [Calvário], a Madalena e o Artur [Garcia].

"Ela é a primeira do quarteto a morrer. É verdade que fomos rivais nessa época. Ela tinha um grupo de fãs muito complicado, mas eram coisas de miúdas de 24/25 anos. (...) Depois foi para Barcelona, teve uma vida boa sem preocupações financeiras", disse.

No entender de Simone de Oliveira, o nome de Madalena Iglésias fica na história da música portuguesa, marcando uma época.

"O que fica? Como eu costumo dizer: o resto são cantigas! Ficam as cantigas, o "Ele e Ela" e a birra entre a Madalena e a Simone", concluiu.

António Calvário lembra cumplicidade que tinha com "amiga de sempre"
O cantor António Calvário enalteceu o trabalho de Madalena Iglésias, sublinhando a cumplicidade que havia entre ambos.

Em declarações à agência Lusa, António Calvário, que trabalhou com Madalena Iglésias na música do filme "Sarilho de fraldas" e em "Uma hora de amor", entre outras, considerou a cantora como "uma amiga de sempre", com quem fez várias digressões em conjunto.

"Recordo as digressões a nível mundial, mais do que uma vez fizemos os Estados Unidos e o Canadá", afirmou António Calvário, que sublinhou que sempre manteve contacto próximo com Madalena Iglésias e a família.

"Sempre que ela vinha a Portugal telefonava e nós encontrávamo-nos e íamos almoçar, com um amigo comum. Foi a pessoa com quem mais lidei e a colega com quem mais trabalhei", acrescentou o artista, que destacou também a grande cumplicidade que havia entre ambos.

"Foi uma amiga muito especial, nunca tivemos a mais pequena desavença, apoiávamo-nos muito mutuamente e éramos muito cúmplices", afirmou.

A cantora Madalena Iglésias, que venceu o Festival da Canção em 1966 com a música "Ele e Ela", morreu hoje, aos 78 anos, numa clínica em Barcelona, Espanha, disse à Lusa uma fonte familiar.

O velório da cançonetista realiza-se hoje, a partir das 18h00 locais (17h00 em Portugal), na sala 18 do Tanatório de Collserola, em Barcelona.

"Um dos nomes mais destacados da história da música ligeira portuguesa", afirma SPA
Madalena Iglésias é "um dos nomes mais destacados da história da música ligeira portuguesa", afirma a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), em comunicado.

A SPA refere que homenageou a intérprete de "Ele e Ela", em 2013, com a Medalha Pro-Autor, e que a convidou, em 2016, para entregar os prémios de SPA de Televisão, na sua gala anual, que se realizou em Lisboa.

"A sua presença recebeu uma ovação do público. Era uma grande amiga da cooperativa, que nos últimos anos fez sempre questão de apoiar, tendo oferecido à instituição as partituras com as mais importantes obras que interpretou na sua carreira", refere a SPA, acrescentando que, "embora fosse essencialmente intérprete, Madalena Iglésias sempre afirmou a profunda ligação que teve aos autores, nomeadamente os que escreveram para ela".

Madalena Iglésias era associada da cooperativa de autores desde 02 de julho de 1959.

A SPA refere a participação "com êxito" nos festivais de Benidorm, de Aranda de Duero, do Mediterrâneo, em Espanha, e no do Rio de Janeiro.

A cooperativa afirma que, depois do seu casamento, em 1972, "partiu para a Venezuela" e "ainda interveio esporadicamente em programas da televisão" desse país.

Cantora "marcante para uma geração", diz ministro da Cultura
Madalena Iglésias foi "marcante para uma geração", afirma o ministro da Cultura, numa nota de pesar.

O Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, "lamenta profundamente a morte da cantora Madalena Iglésias", que foi "marcante para uma geração", lê-se no comunicado.

"A sua carreira internacional foi marcada por digressões à América do Sul", afirma o ministro que recorda as palavras de Madalena na sua fotobiografia, em que se referiu à sua carreira como "um caminho percorrido com entusiasmo, alegria, êxitos e algumas nuvens".

Uma "reveladora síntese do legado que nos deixa", atesta Castro Mendes.

A nota ministerial recorda a participação de Madalena Iglésias nos diferentes festivais e as suas vitórias, designadamente no Festival da RTP da Canção, em 1966, com "Ele e Ela", de Marco Canelhas, e em Espanha, onde venceu o de Aranda del Duero, em 1964.

"Antes disso, em 1960, tinha sido eleita na televisão espanhola, por votação popular, a 'Rainha da Rádio e da Televisão'", refere Castro Mendes.

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