Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo

Moçambique baixa quarentena de 14 para sete dias

Medida foi anunciada durante uma comunicação à nação para alívio de algumas restrições de prevenção da doença.
Lusa 19 de Janeiro de 2022 às 21:42
Covid-19 em Moçambique
Covid-19 em Moçambique FOTO: Getty Images
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, reduziu esta quarta-feira de 14 para sete o número de dias de quarentena domiciliar obrigatória para casos de covid-19 e isolamento de contactos.

A medida foi anunciada durante uma comunicação à nação para alívio de algumas restrições de prevenção da doença, incluindo a reabertura das praias e a retoma sem restrições dos horários de estabelecimentos comerciais.

O pico da quarta vaga associada à variante Ómicron parece estar ultrapassado com um número de óbitos e internamentos abaixo do registado noutras fases da pandemia, assinalou o chefe de Estado, que, ainda assim, recomenda cautelas.

"Ainda não é tempo de baixar a guarda", uma vez que a taxa de positividade continua acima dos 20%, o nível de alerta, disse.

No que respeita à abertura das praias, podem ser frequentadas das 05:00 às 16:00, sem venda nem consumo de bebidas alcoólicas e sem aglomerados.

No retorno aos horários normais de lojas, restaurantes, centros comerciais e outros estabelecimentos, está vedada, por enquanto, a emissão de licenças para horários especiais.

Nyusi anunciou ainda um alívio nas restrições às visitas a detidos em prisões e doentes internados em unidades de saúde.

Moçambique tem um total acumulado de 2.140 mortes e 220.908 casos de covid-19, dos quais 88% recuperados e 140 internados.

A covid-19 provocou 5.553.124 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países.

Presidente Moçambique Filipe Nyusi Ómicron política autoridades locais saúde
Ver comentários