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Correio da Manhã

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Grávidas têm mais probabilidade de ter sintomas graves de Covid-19

Agência Europeia de Medicamentos apela para a vacinação de grávidas.
Lusa 11 de Janeiro de 2022 às 18:04
Grávida
Grávida FOTO: Getty Images
As grávidas têm mais probabilidade de sofrerem de formas graves de covid-19 que as restantes mulheres, revelou esta terça-feira a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), apelando para a sua vacinação "o mais rapidamente possível".

"As mulheres grávidas têm mais probabilidades de ficarem gravemente doentes devido à covid-19 quando comparadas com as que não estão grávidas. As que ficam infetadas durante a gravidez também correm maior risco de parto prematuro e natimorto e podem correr maior risco de outras complicações na gravidez", alertou o chefe da Estratégia de Ameaças Biológicas para a Saúde e Vacinas da EMA, Marco Cavaleri.

Falando na primeira conferência de imprensa do ano da agência europeia, Marco Cavaleri vincou que "a vacinação [contra a covid-19] é a melhor forma de proteger eficazmente tanto a mãe como a criança e deve ser prosseguida o mais rapidamente possível".

Na ocasião, o especialista aludiu também a estudos sobre a segurança e eficácia durante a gravidez da vacinação contra a covid-19 assente na tecnologia do ARN mensageiro (como os fármacos da Pfizer/BioNTech e Moderna), que reuniu mais de 100 mil mulheres, para destacar que "as provas atuais são muito tranquilizadoras e indicam que a vacina reduz o risco de hospitalização ou morte durante a gravidez sem causar complicações na gravidez ou afetar o bebé".

Reagindo a esta nova informação científica, a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, exortou, através da rede social Twitter, "as mulheres grávidas em toda a UE a procurarem a vacinação o mais rapidamente possível, para reduzir os riscos dos efeitos mais graves do vírus".

A posição da EMA surge numa altura de elevado ressurgimento de casos por infeção com o SARS-CoV-2, que ainda assim não se traduz em mais internamentos ou mortes.

Marco Cavaleri disse que esta "rápida propagação de infeções atinge principalmente em grupos etários mais jovens".

"Embora a covid-19 seja geralmente leve em crianças de todas as idades, para alguns pode levar a doenças graves, hospitalização e mesmo à morte", alertou o responsável.

Por esta altura, decorre também a administração da vacina anticovid-19 a crianças dos cinco aos 11 anos, após o primeiro fármaco, da Pfizer/BioNTech, para esta faixa etária ter tido 'luz verde' do regulador da UE em novembro passado.

"Os dados até à data indicam que as vacinas anticovid-19 são tão eficazes em crianças como em adultos [...] e que são altamente eficazes na prevenção da hospitalização e de outras consequências da covid-19, tais como a síndrome inflamatória do sistema nervoso", assinalou Marco Cavaleri, falando em "efeitos secundários graves muito raros" nesta faixa etária.

O chefe da Estratégia de Ameaças Biológicas para a Saúde e Vacinas da EMA precisou que, "à semelhança dos adultos, a maioria dos efeitos secundários em crianças são ligeiros ou moderados e melhoram em poucos dias".

Numa altura em que são administradas também doses de reforço, Marco Cavaleri adiantou que a EMA está a avaliar um pedido sobre o uso da terceira dose da vacina Pfizer/BioNTech em adolescentes dos 16 aos 17 anos e espera que o consórcio farmacêutico apresente em breve um pedido semelhante para um reforço na faixa etária dos 12 aos 15 anos de idade.

A covid-19 provocou 5.494.101 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19.161 pessoas e foram contabilizados 1.693.398 casos de infeção, segundo a última atualização da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

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