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Correio da Manhã

Cultura
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Cantora Mara Abrantes morre aos 88 anos

Há 63 anos a viver em Portugal, popularizou temas como ‘Horóscopo’ ou ‘Os Amantes’.
Miguel Azevedo 29 de Abril de 2021 às 08:46
Mara Abrantes fez praticamente toda a carreira em Portugal
Cantora veio em 1958 para a peça ‘Fogo no Pandeiro’
Com  o filho Pedro Abrantes
Mara Abrantes fez praticamente toda a carreira em Portugal
Cantora veio em 1958 para a peça ‘Fogo no Pandeiro’
Com  o filho Pedro Abrantes
Mara Abrantes fez praticamente toda a carreira em Portugal
Cantora veio em 1958 para a peça ‘Fogo no Pandeiro’
Com  o filho Pedro Abrantes
Nasceu no Brasil, mas fez quase toda a vida em Portugal. Mara Abrantes, a carioca que há 63 anos fazia de Lisboa a sua casa, a cantora que chegou a ser acompanhada por António Carlos Jobim e João Gilberto; a mulher a quem muitos atribuem a responsabilidade de ter introduzido o biquíni em Portugal ("aquilo foi a loucura para a censura", recordaria mais tarde), morreu esta quarta-feira, aos 88 anos, no Hospital de Santo António dos Capuchos, em Lisboa, onde estava internada, confirmou ao CM fonte da família. O corpo estará esta quinta-feira, a partir das 17h30, na Igreja S. João de Deus.

Popularizou temas como ‘Horóscopo’ ou ‘Os Amantes’ e recebeu um disco de ouro por ser a mais popular artista estrangeira em Portugal.

Mara Abrantes nasceu a 31 de maio de 1932 no Rio de Janeiro, começou a cantar na escola e chegou a tirar o curso de professora primária para fazer a vontade à tia que a criou e que dizia que a música era coisa para homens. Viajou para Portugal em 1958, a convite do empresário português Vasco Morgado, para ingressar no elenco da peça de teatro ‘Fogo no Pandeiro’, mas o contrato inicial de três meses foi-se revalidando e a artista acabaria por nunca mais regressar ao Brasil.

PORMENORES
Um talento em criança
Mara começou no Coro do Ministério da Educação e, aos 16 anos, venceu um concurso de talentos dirigido pelo compositor Ary Barroso (autor de ‘Aquarela do Brasil’). Chamou a atenção quando gravou ‘Um tiquinho mais’, proibido pela censura.

De Amália a Espadinha
Fã de Amália, que tinha ouvido no Brasil, decidiu um dia, já em Portugal, no final da peça ‘Fogo no Pandeiro’, cantar o fado ‘Foi Deus’, despertando a atenção da editora Valentim de Carvalho. Com ‘Os Amantes’ (1979) esteve 10 semanas no top, rivalizando com Victor Espadinha.
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