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Correio da Manhã

Cultura
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40 anos depois, o legado de John Lennon permanece. O relato da noite trágica por quem a noticiou

O mais famoso dos Beatles, ao lado de McCartney, morreu a 8 de dezembro de 1980. Tom Brook, da BBC, recorda o desenrolar da noite em que o músico foi alvejado até à morte.
Iúri Martins(iurimartins@cmjornal.pt) 8 de Dezembro de 2020 às 20:17
John Lennon
John Lennon
Mark David Chapman
John Lennon
John Lennon
Mark David Chapman
John Lennon
John Lennon
Mark David Chapman

8 de dezembro de 1980. Uma noite fria como tantas outras naquela Nova Iorque. John Lennon e Yoko Ono regressavam a casa depois de uma tarde a gravar no estúdio Record Plant. Pouco faltava para as 23h00 quanto cinco tiros foram disparados em direção a Lennon. Quatro atingiram o mais famoso dos Beatles, deixando-o em estado crítico. A morte do icónico músico viria a ser declarada cerca das 23h15.

Tom Brook, jornalista da BBC, foi o primeiro britânico a fazer uma reportagem em direto do local onde Lennon havia sido alvejado. Mark David Chapman - o atirador que no mesmo dia tinha pedido um autógrafo ao músico - acertou quatro dos cinco tiros disparados contra Lennon à porta do edifício Dakota. "A história era importante, mas a logística foi bastante simples. Coloquei-me dentro de uma cabine telefónica pública que tinha vista para o Dakota e respondi a perguntas do apresentador da BBC Radio Four Today, Brian Redhead, em Londres, e assim contava tudo o que ali se passava", revela o jornalista.

O primeiro jornalista britânico a relatar a morte de Lennon explica que quando não estava a passar informações para a rádio, estava a entrevistar vários dos fãs - ali se juntaram centenas - que se reuniram naquela rua. 

"Todos ao meu redor choravam, alguns [fãs] estavam histéricos. Eu próprio também era um grande fã de Lennon", recorda. Quando questionado sobre como era o ambiente à porta do Dakota, Brook diz: "Nunca esquecerei uma jovem que me disse: 'Sinto-me como se tivesse levado um soco no estômago'. Acho que estas palavras resumem perfeitamente". "Ele ainda está vivo, ele ainda está connosco, o espírito dele continuará, ninguém pode matar uma pessoa tão facilmente", disse a jovem a Brook na fatídica noite.

E essa é mesmo uma verdade que se mantém intacta passados 40 anos. O artista, música e ativista John Lennon ainda está 'vivo' para muitos, influenciando milhões de jovens e menos jovens em todo o Mundo. A voz de 'Jealous Guy' partiu há 40 anos mas a música, essa, permanecerá para sempre.

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