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Cultura
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“As perguntas nunca nos apaziguam”: Escritor José Jorge Letria lança livro de crónicas

Crónicas de José Jorge Letria no CM podem agora ser lidas em ‘O que a Memória Guardou’.
Sónia Dias 19 de Abril de 2021 às 08:19
Escritor José Jorge Letria
Livro de crónicas 'O que a Memória Guardou'
Escritor José Jorge Letria
Livro de crónicas 'O que a Memória Guardou'
Escritor José Jorge Letria
Livro de crónicas 'O que a Memória Guardou'
"Assim se constroem e preservam as memórias de um quotidiano amargo em que se inscreveram os medos e as perguntas teimosamente sem resposta”, escreve José Jorge Letria em ‘O que a Memória Guardou’ (Edições Glaciar), que chega esta terça-feira às livrarias. Com prefácio de António Victorino d’Almeida, a obra é uma compilação dos textos publicados no Correio da Manhã, na coluna de opinião ‘Tinta por uma Linha’, ao ritmo de dois por semana, durante “os longos dolorosos meses de confinamento”.

“O ritmo de escrita e o trabalho de observação da realidade sanitária, tecnológica, económica e humana ajudou-me a encontrar algumas respostas e, sobretudo, novas perguntas. As perguntas nunca nos apaziguam, até porque nos levam a refletir sobre novas situações”, afirma ao CM o autor e presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), que se deixou levar pelos “acontecimentos e emoções” que a condição de jornalista tornava “inesquecíveis”.

“Estas crónicas resultaram, por um lado, da minha sempre atenta observação da realidade e, também, da experiência de cerca de três décadas de jornalismo”, revela o escritor, para quem estes textos são “um tenso e sempre partilhado sinal de memória e de vida” e que aguarda, agora, a recuperação do setor cultural, que adivinha “morosa e muito complexa”.

“É preciso que o público volte a consumir cultura e que o processo de vacinação contribua para haver paz e segurança, mas ainda estamos longe e temos o dever de saber esperar, com lucidez e capacidade de resistência”.
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