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Correio da Manhã

Cultura
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Drawing Room começa esta quarta-feira com obras em desenho de 95 artistas em 26 galerias

Feira de arte contemporânea foi criada como plataforma de valorização e comercialização do desenho.
Lusa 27 de Outubro de 2021 às 07:27
Fachada do edifício-sede da Sociedade Nacional de Belas Artes, que este ano celebra o seu primeiro centenário
Fachada do edifício-sede da Sociedade Nacional de Belas Artes, que este ano celebra o seu primeiro centenário FOTO: D.R.
A 4.ª edição da feira de arte contemporânea Drawing Room começa esta quarta-feira, com obras em desenho de 95 artistas em 26 galerias portuguesas e estrangeiras, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, onde ficará até domingo.

Especializada na valorização do desenho contemporâneo, o pretende apresentar mais uma vez todas as vertentes do desenho português contemporâneo com o regresso de galerias como a 3 + 1, Bruno Múrias, Filomena Soares, Pedro Cera, Uma Lulik, Belo Galsterer, Carlos Carvalho ou Miguel Nabinho.

Também estarão presentes três galerias portuenses: Presença, Pedro Oliveira e KubikGallery, que se juntam à açoriana Fonseca Macedo, apresentando obras de artistas como Jorge Molder, António Olaio, Luísa Cunha, Pedro Cabrita Reis e Jorge Queiroz, a par de jovens como Carolina Serrano, Sara Bichão e Isabel Madureira Andrade.

A edição deste ano da Drawing Room Lisboa tem ainda programado um foco especial sobre o contexto do desenho contemporâneo em Berlim, com a presença de três galerias desta cidade: Kristin Hjellegjerde Gallery, Lage Egal, Anaid Art Gallery.

"Trazemos novamente o melhor da criação artística portuguesa no que diz respeito ao desenho contemporâneo", salientou, em entrevista à agência Lusa, há uma semana, a diretora da feira, Mónica Álvarez Careaga.

Mantendo a aposta neste suporte artístico, a responsável ressalvou que a edição do ano passado "foi mais difícil, devido ao contexto limitativo da pandemia covid-19, mas a resposta do público foi muito boa".

Na primeira edição, em 2018, receberam 5.000 visitantes, em 2019, duplicou, registando 10.000 entradas, e a terceira, em 2020, mesmo com as restrições da pandemia, a organização alargou o horário e, "ordenadamente, respeitando as limitações sanitárias, a feira recebeu 6.000 visitantes".

"Tem sido um autêntico êxito, um grande sucesso de público", comentou a responsável por uma feira que já tinha tido duas edições em Madrid, Espanha, antes de se aventurar em Portugal, onde espera um regresso da adesão.

Na feira vão ser atribuídos cinco prémios, nomadamente, através do apoio da Fundação Millennium bcp para criação, divulgação e comercialização de arte, com três prémios, o Prémio Aquisição - Talento Emergente, dotado de 1.500 euros, onde a obra vencedora, de um autor com menos de 35 anos, passa a fazer parte do acervo da Fundação Millennium BCP; Prémio Projeto Artístico Destacado, com um valor de 1.500 euros, que é atribuído a um artista da Drawing Room Lisboa 2021, considerando os critérios de relevância artística da obra apresentada na feira, bem como o percurso de dedicação e entrega ao trabalho artístico; Prémio Projeto Curatorial Galeria, no valor de 1.000 euros, atribuído à proposta de presença curada de uma galeria participante na Drawing Room Lisboa 2021 tendo em apreciação a criatividade e o risco colocados na conceção do expositor.

Será ainda atribuído o Prémio Novo Talento Desenho -- Viarco, que oferece a um artista Drawing Room Lisboa em início de carreira a oportunidade de realizar uma residência artística na Fábrica de Lápis Portuguesa, complementada com estadia na Oliva Creative Factory.

Os vencedores dos Prémios da Fundação Millennium bcp e da Viarco vão ser conhecidos na quinta-feira, às 18:30.

Por fim, o Prémio Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento para o Desenho, que este ano é atribuído pela primeira vez, recebeu 327 candidaturas e selecionados 10 artistas: Adriana Molder, AnaMary Bilbao, Gonc¸alo Pena, Mattia Denisse, Musa Paradisi´aca, Pedro Henriques, Pedro Tropa, Pedro Tudela, Sara Chang Yan e Sara Bicha~o.

O vencedor será conhecido no sábado, pelas 18:30, na Drawing Room Lisboa e receberá um prémio monetário de 20 mil euros.

Também a coleção da Fundação Altice regressa à Drawing Room Lisboa, com a presença destacada de uma obra, de desenho expandido incorporada no seu acervo: "Electrical 0,2000" da autoria de Eva Sousa Mota, e que pode ser vista na Biblioteca da Sociedade Nacional de Belas Artes.

Haverá também um espaço editorial com livros dedicados ao desenho, lançamentos e conversas, no programa paralelo da feira, que tem ainda mecenato da Fundação e a colaboração da Câmara Municipal de Lisboa.

Drawing Room Lisboa foi criada como plataforma de valorização e comercialização do desenho, com o objetivo de promover esta disciplina e os artistas, sendo também dirigida a colecionadores, galeristas, outros profissionais e interessados em arte.

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