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Correio da Manhã

Cultura
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José Jorge Letria: "Nunca se perde este bichinho do jornalismo"

Escritor foi distinguido pelo livro ‘Um Mundo Aflito’, conjunto de crónicas editadas no CM.
Miguel Azevedo 20 de Setembro de 2021 às 09:00
José Jorge Letria
José Jorge Letria FOTO: Bruno Colaço
Foi na companhia de familiares (sobretudo dos netos), amigos e admiradores, que Jorge Letria recebeu este sábado o prémio (no valor de 5 mil euros) referente à 1ª edição do Prémio Crónica Jornalística Rogério Rodrigues, iniciativa que contou com o patrocínio da Câmara Municipal da Amadora, no âmbito da sexta edição da Festa do Livro da cidade.

O escritor foi distinguido pelo livro ‘Um Mundo Aflito’ que reúne um conjunto de crónicas sobre a pandemia publicadas nas páginas do CM. “É um livro que resulta da apreensão e perceção que tive da pandemia e da realidade em confinamento total”, começa por dizer José Jorge Letria, que recebeu a distinção no Auditório Rogério Rodrigues, da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos.

“Este prémio deixa-me muito surpreendido e satisfeito, primeiro porque recebo-o num auditório que tem o nome de um jornalista que conheci e com quem trabalhei no ‘Diário de Lisboa’ (Rogério Rodrigues), e depois porque me é atribuído por uma atividade na qual estive sempre envolvido que é a de jornalista. Iniciei-a em 1970 e este bichinho do jornalismo é algo que nunca se perde. Quem se inicia nisto nunca mais se cura ou se liberta”, graceja o atual presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), que refere que esta condição de cronista também tem muito a ver com a sua condição de poeta, no sentido de observação da realidade. Um segundo livro de crónicas está já, entretanto, pronto a editar.
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