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José Jorge Letria sobre prémio com livro de crónicas: “É o regresso possível à prática jornalística”

Prémio é entregue no próximo sábado, dia 11, numa cerimónia que se realiza pelas 16h00, no Auditório Rogério Rodrigues.
Miguel Azevedo 8 de Setembro de 2021 às 08:23
José Jorge Letria
José Jorge Letria FOTO: Pedro Catarino
Foi com o livro ‘Um Mundo Aflito - Memória de um tempo de ausência’, que inclui um conjunto de crónicas sobre a pandemia publicadas no Correio da Manhã, que José Jorge Letria venceu a 1ª edição do Prémio Crónica Jornalística Rogério Rodrigues. O prémio é entregue no próximo sábado, dia 11, numa cerimónia que se realiza pelas 16h00, no Auditório Rogério Rodrigues, e que se insere na programação da Festa do Livro, que decorre na Amadora por ocasião do 42º aniversário do município.

“São crónicas sobre a pandemia e a transformação da realidade social. É um olhar sobre a grande inquietação coletiva que nós vivemos e sofremos e que marcou muito a vida. É um retrato sofrido do que a pandemia nos trouxe”, diz José Jorge Letria, presidente da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), sobre esta obra.

Entre os textos estão, por exemplo, crónicas sobre as mortes da imunologista Maria de Sousa ou do escritor Luis Sepúlveda, bem como o relato da dura realidade da acumulação de caixões. “Estas crónicas foram o meu regresso possível à pratica jornalística, atividade que exerci durante muitos anos”. O livro, editado no ano passado, conta com fotografias de Inácio Ludgero.

Prefácio de Abrunhosa
‘Um Mundo Aflito’ conta com prefácio de Pedro Abrunhosa. “Como gosto muito da forma como ele pensa e escreve, decidi convidá-lo. Apesar de estar cheio de trabalho e de estar a enfrentar também a pandemia, a verdade é que em duas semanas enviou-me o texto”, diz José Jorge Letria.

Prémio de ficção
Na cerimónia de dia 11 será também entregue o prémio ao vencedor da 24ª edição do Prémio Literário Orlando Gonçalves, a António Garcia Barreto (Modalidade Ficção Narrativa) pela obra ‘O Discreto Cavalheiro’.
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