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Correio da Manhã

Cultura
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Leilão da Christie's bate novo recorde

Study From The Human Body, Man Turning On The Light’, do britânico Francis Bacon, arrematado por mais de 11 milhões de euros, foi um dos responsáveis por outro recorde num leilão de arte contemporânea no Reino Unido.
16 de Outubro de 2007 às 00:00
'Study From The Human Body, Man Turning On The Light'
'Study From The Human Body, Man Turning On The Light' FOTO: Andy Rain / Epa
Escassos dois dias após a Sotheby’s ter anunciado vendas no valor de quase 50 milhões de euros, a arte contemporânea voltou a dar que falar. No domingo, a Christie’s consegue, também em Londres, superar a leiloeira ‘rival’ e registar vendas superiores a 56 milhões.
Confirmando a crescente valorização – em cerca de 5,5 por cento – da arte contemporânea, as vendas deste leilão de Outono atingiram o dobro das registadas no ano passado, em que chegaram aos 27 milhões de euros.
A estrela da hasta pública de domingo foi, então, ‘Study From The Human Body...’, obra pintada entre 1973 e 1974, oferecida pelo artista ao Real Colégio de Arte de Londres, em troca do aluguer de um estúdio. Razão porque o dinheiro arrecadado se destina à construção da nova sede da instituição.
Apesar de ter ficado aquém dos esperados 13 milhões de euros, a quantia é a quarta maior até hoje paga por um quadro de Bacon, o irlandês que morreu de ataque cardíaco em Madrid, em 1992. A sua tela recordista em leilão é ‘Study From Innocent X’, vendida no início deste ano em Nova Iorque pelo equivalente a 37, 30 milhões de euros.
WARHOL FICA POR VENDER
Além de Bacon, a Christie’s vendeu trabalhos dos norte-americanos Jeff Koons (‘Small Vases Of Flowers’ por 2, 26 milhões), Donald Judd (‘Untitled’, 1,9 milhões) e Richard Prince (‘Wayward Nurse’, 1,46 milhões).
No total, foram dez os artistas cujas obras bateram recordes: Shiro Kuramata, Scott Burton, Marc Nweson, Ron Arad, Jonathan Meese, Robert Longo, Olafur Eliasson, Anselm Reyle, Yin Zhaoyang e Carten Holler.
Todavia, a surpresa aconteceu com dois ‘pesos-pesados’ da arte contemporânea cujas obras não venderam – Andy Warhol e Jean-Michel Basquiat – e com várias pinturas de Damien Hirts a serem arrematadas muito abaixo das somas previstas.
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