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Nobel da Paz Ales Bialiatski está preso e oposição bielorrussa espera que prémio "ajude a libertá-lo"

Porta-voz da oposição bielorrussa Franak Viacorka revelou que Bialiatski está preso em condições desumanas.
Correio da Manhã e Lusa 7 de Outubro de 2022 às 10:03
Prémio Nobel da Paz
Prémio Nobel da Paz FOTO: DR/FACEBOOK
O Prémio Nobel da Paz 2022 foi atribuído ao defensor dos direitos humanos bielorrusso Ales Bialiatski, à organização russa de direitos humanos Memorial e à organização ucraniana de direitos humanos Center for Civil Liberties.

Ales Bialiatski, de 60 anos, que está atualmente preso na Bielorrússia, fundou a organização Viasna (Primavera) em 1996, para ajudar presos políticos e as suas famílias, na sequência da repressão do regime do Presidente Alexander Lukashenko.

O porta-voz da oposição bielorrusa, Franak Viacorka, disse esta sexta-feira que o prémio ao ativista é um reconhecimento para todo o povo da Bielorrússia, ao fazer frente ao líder autoritário Alexander Lukashenko.

Viacorka revelou à Reuters que Bialiatski está preso em condições desumanas e espera que o prémio, partilhado com organizações de direitos humanos russas e ucranianas, ajude à sua libertação: "Ele é mantido em condições desumanas e esperamos [que o prémio] ajude a libertá-lo e a libertar milhares de outros pesos nas celas de Lukashenko e da KGB".

A presidente do Comité Nobel norueguês, Berit Reiss-Andersen, pediu a libertação de Bialiatski.

"Os galardoados representam a sociedade civil nos seus países de origem. Há muitos anos que promovem o direito de criticar o poder e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos. Têm feito um esforço notável para documentar crimes de guerra, abusos dos direitos humanos e abuso de poder. Juntos demonstram o significado da sociedade civil para a paz e a democracia", escreveu o Comité Nobel norueguês, na página de Facebook.

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