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Correio da Manhã

Cultura
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Políticos destacam legado da pianista Olga Prats

Cerimónias fúnebres começam este domingo na Parede, Cascais.
Rute Lourenço 1 de Agosto de 2021 às 09:48
Olga Prats
Olga Prats FOTO: Pedro Catarino
As homenagens multiplicam-se à pianista Olga Prats, que morreu aos 82 anos na sua residência na Parede, Cascais, vítima de doença prolongada. A artista deixa um legado de cerca de 70 anos de carreira e a sua partida é agora chorada por figuras de todos os quadrantes da sociedade.

O primeiro-ministro, António Costa, deixou um abraço sentido à família e falou de uma “grande pianista” que “fez da música um lugar de encontro com os outros. “Como instrumentista, privilegiou a prática em conjunto. Como professora, formou e inspirou novas gerações.” Já o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou o enorme contributo de Olga Prats para a cultura portuguesa, que fica mais pobre com a sua partida. “Tocou com várias orquestras nacionais e internacionais e foi professora do Conservatório e da Escola Superior de Música de Lisboa. Estreou e gravou obras de clássicos e, sobretudo, de modernos, como Fernando Lopes Graça, Constança Capdeville e Astor Piazzolla, entre outros. Fundadora de diversos grupos musicais, entre os quais o Opus Ensemble, foi uma destacada figura da música de câmara em Portugal”. O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, fala da partida de um ícone, que ficará para a história. “A pianista Olga Prats é um nome maior do panorama musical português, que assim ficou mais empobrecido.”

Ao longo dos quase 70 anos de carreira, Olga Prats privilegiou a música de câmara, destacando a produção contemporânea. Paralelamente, lecionou no Conservatório Nacional e na Escola Superior de Música de Lisboa até novembro de 2008.

O velório da pianista realiza-se este domingo na igreja paroquial da Parede. Esta segunda-feira, será celebrada uma missa de corpo presente, pelas 15h00, saindo o funeral para o cemitério de Cascais.
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